O custo da cesta básica em Ribeirão Preto registrou a primeira queda de 2026 e ficou, em média, 3,8% mais barato em julho na comparação com junho, segundo levantamento divulgado pela Associação Comercial e Industrial de Ribeirão Preto (Acirp). A redução foi observada em todas as regiões da cidade e teve como principal destaque a Zona Norte, onde o recuo chegou a 6,76%, indicando um alívio parcial no orçamento das famílias.
De acordo com o Índice Mensal de Inflação dos Alimentos, elaborado pelo Instituto de Economia Maurílio Biagi (IEMB-Acirp), o custo médio da cesta básica em Ribeirão Preto foi de R$ 828,90 em julho. A pesquisa foi realizada presencialmente no dia 20 de julho em 11 hipermercados e cinco padarias distribuídos pelas seis regiões do município, permitindo acompanhar a variação dos preços dos alimentos de forma regionalizada.
Segundo a análise do IEMB-Acirp, a queda da cesta básica foi impulsionada principalmente pelos itens frescos, especialmente hortaliças e tubérculos, refletindo o aumento da oferta decorrente do avanço das safras e da melhora da produtividade nas regiões produtoras. O movimento representa uma recomposição parcial do poder de compra da população após meses consecutivos de alta nos alimentos.
Zona Norte teve o maior recuo; Centro segue com cesta mais cara
Os dados mostram diferenças significativas entre as regiões de Ribeirão Preto. A região Central continua registrando o maior custo médio da cesta básica, de R$ 898,90, mesmo com queda de 1,96% no mês. Já a Zona Oeste apresentou o menor valor médio, de R$ 762,86, com recuo de 4,17%.
Nas demais regiões, os preços médios ficaram em R$ 790,07 na Zona Norte (-6,76%), R$ 865,75 na Zona Leste (-2,89%) e R$ 851,23 na Zona Sul (-3,15%), evidenciando a heterogeneidade dos preços dos alimentos no município.
Tomate e batata puxaram queda dos alimentos em julho
Entre os produtos que mais contribuíram para a redução da cesta básica em Ribeirão Preto, o tomate registrou queda de 23,8%, enquanto a batata inglesa ficou 18,1% mais barata em julho.
Após um período de forte valorização, os dois alimentos tiveram redução de preços devido ao aumento da oferta, favorecido pelo avanço das colheitas e pela melhora das condições de produção. No caso da batata, a demanda mais fraca durante as férias escolares também contribuiu para ampliar o recuo.
Farinha de trigo e pão francês ficaram mais caros
Apesar da queda geral da cesta básica, alguns produtos apresentaram alta e reduziram o impacto da diminuição dos preços. A farinha de trigo subiu 9,1%, enquanto o pão francês teve aumento de 13,2% em julho.
Segundo o levantamento, a valorização do trigo está relacionada à menor disponibilidade para venda imediata, retenção de estoques por produtores e necessidade de reposição dos moinhos. Como o pão francês acompanha diretamente o custo da farinha, o aumento acabou sendo repassado ao consumidor.
Carnes continuam sendo o maior gasto das famílias
Mesmo com a redução da cesta básica, as carnes permanecem como o principal componente do orçamento alimentar, respondendo por 42,80% do valor total da cesta. Em seguida aparecem frutas e legumes (25,04%), farináceos (18,90%), laticínios (6,29%), leguminosas (4,57%), cereais (1,66%) e óleos (0,75%).






