Ainda existem aviões da Voepass no aeroporto Leite Lopes em Ribeirão Preto ?

A Voepass tomou conta dos noticiários no Brasil nas últimas semanas após a conclusão das investigações sobre a tragédia ocorrida em Vinhedo que matou 62 pessoas por causa da queda de um de seus aviões, e o indiciamento de várias pessoas que trabalhavam na empresa. Diante de tanta exposição nos noticiários a população da cidade pergunta se ainda existe alguma aeronave da Voepass no aeroporto Leite Lopes.

Segundo o site Aeroin, os dois últimos ATR 72-500 ainda com a identidade visual da Voepass deixaram o Aeroporto Leite Lopes, em Ribeirão Preto no dia 22 de junho. Os aviões, de matrículas PP-PTO e PP-PTQ, decolaram com destino inicial a Cuiabá e, posteriormente, seguiram para o México, com escala prevista na Colômbia.

Os dois aviões eram os últimos ATRs que ainda permaneciam no aeroporto de Ribeirão Preto com a pintura da Voepass, encerrando a presença visual da companhia no terminal. A saída ocorreu mais de um ano após a tragédia do voo 2283 e após a suspensão cautelar das operações da empresa pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), em 11 de março de 2025, em razão de irregularidades apontadas nos sistemas de gestão da companhia.

Com a saída dos dois aviões, desaparecem do Aeroporto Leite Lopes os últimos vestígios visuais da frota que, durante anos, esteve ligada à Passaredo e à Voepass, marcando o encerramento de uma era para a aviação regional em Ribeirão Preto.

Aeroporto de Ribeirão Preto ganha modernização e expande capacidade para 1,5 milhão de passageiros

O Governo de São Paulo entregou, nesta terça-feira (28), as obras de ampliação e modernização do Terminal de Passageiros do Aeroporto Dr. Leite Lopes, em Ribeirão Preto. A intervenção contou com investimento de R$ 48 milhões, ampliando a eficiência operacional, melhorando o fluxo de embarque e desembarque e oferecendo mais conforto aos passageiros. A iniciativa também impulsiona o processo de internacionalização do terminal, tanto para voos de passageiros quanto de cargas.

O projeto inclui a construção de um novo boulevard sustentável e a ampliação do terminal, que passou de 3.600 m² para um complexo com mais de 10 mil m². A modernização prepara o aeroporto, atualmente o quinto maior do estado em movimentação de passageiros, para expandir sua capacidade de 700 mil para até 1,5 milhão de passageiros por ano até 2028. Em 2025, o terminal registrou 728 mil passageiros.

“Temos indústria e agro muito fortes em Ribeirão Preto. Precisávamos de um aeroporto para receber bem os nossos passageiros. A obra, que ampliou o espaço de 3,6 mil para 10 mil metros quadrados, com boulevard sustentável e passarela climatizada, realmente prepara o aeroporto para a internacionalização. Esse passo é muito bem-vindo em um dos maiores aeroportos do estado em termos de movimentação de passageiros. Ribeirão Preto merecia um equipamento deste nível”, afirmou Tarcísio.

As obras contemplam a criação de novas áreas operacionais e a requalificação completa da estrutura existente. Entre os destaques estão o novo pré-embarque, o novo desembarque doméstico e internacional, além de uma passarela climatizada de interligação. O terminal existente também passou por retrofit completo.

Outro destaque é a retomada do Terminal de Carga, com previsão de início das operações no segundo semestre de 2026. A expectativa é que o aeroporto atinja cerca de 800 mil passageiros já em 2026, crescimento próximo de 10% em relação ao ano anterior, mantendo média diária de 12 voos comerciais.

A obra foi concluída em 1 ano e 3 meses após a aprovação do Plano de Gestão de Infraestrutura (PGI), evidenciando a capacidade de execução e a eficiência do modelo de concessão. O projeto, executado pela concessionária Rede VOA, também se destaca pelos diferenciais de sustentabilidade e inovação.

Com arquitetura moderna e identidade visual marcante, o novo terminal incorpora soluções como interligação climatizada entre áreas operacionais, uso de iluminação inteligente e pontos de fornecimento de energia a biometano. Considerado o maior projeto arquitetônico em madeira do Brasil, o empreendimento está alinhado às práticas ESG, integrando eficiência operacional e responsabilidade ambiental.