Eleições 2026: TSE muda 444 locais de votação e 130 mil eleitores devem conferir onde votar no segundo turno

Os eleitores que vão participar do segundo turno das Eleições 2026, marcado para o próximo domingo, 25 de outubro, precisam ficar atentos às mudanças nos locais de votação. Segundo informações do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), 444 seções eleitorais tiveram seus endereços alterados em todo o Brasil, afetando aproximadamente 130 mil eleitores. A recomendação da Justiça Eleitoral é consultar antecipadamente o endereço atualizado para evitar transtornos e deslocamentos desnecessários no dia da votação.

Como consultar o local de votação pelo e-Título?

Uma das maneiras mais rápidas de descobrir onde votar no segundo turno é pelo aplicativo e-Título, disponível gratuitamente para celulares Android e iOS. Após acessar a plataforma e informar os dados solicitados, o eleitor deve selecionar a opção “Onde votar”. O sistema apresenta o endereço atualizado, a zona e a seção eleitoral. O aplicativo também permite visualizar a localização e traçar uma rota até o local de votação, facilitando o deslocamento.

Como descobrir onde votar pelo site do TSE?

Outra alternativa é utilizar o Autoatendimento Eleitoral do TSE, disponível pela internet. Na plataforma, basta acessar a opção “Onde votar” para consultar as informações eleitorais. O serviço também permite realizar outros procedimentos, como regularização de pendências, atualização cadastral e emissão de documentos, sem a necessidade de comparecer presencialmente a um cartório eleitoral.

ChatVote também ajuda a localizar a seção eleitoral

O Tribunal Superior Eleitoral disponibiliza ainda o ChatVote, assistente virtual que utiliza inteligência artificial para esclarecer dúvidas sobre as eleições e orientar os cidadãos sobre os serviços da Justiça Eleitoral. A ferramenta pode ser acessada pelo site oficial do TSE, por meio de um ícone em formato de urna eletrônica localizado na parte inferior da página. O eleitor pode fazer perguntas e receber orientações sobre como consultar seu local de votação.

Consumo de cerveja muda em 2026: menos compras e novas preferências no Brasil

O mercado brasileiro de cerveja apresenta sinais distintos em 2026. Segundo levantamento CREST e WISE SALES, do Instituto Foodservice Brasil (IFB), divulgado pela revista Veja em 05/08/2026, a categoria movimentou aproximadamente R$ 13 bilhões no consumo fora do lar nos 12 meses encerrados em junho, alta de 17% sobre o período anterior. Entretanto, o número de transações caiu 3%, para cerca de 369,2 milhões. O resultado revela menos ocasiões de compra, embora não indique, isoladamente, redução equivalente na quantidade de litros consumidos.

A pressão sobre o orçamento ajuda a explicar a mudança de comportamento. Publicado em junho deste ano, o estudo Full View 2026, da NielsenIQ, identifica endividamento, custo de vida elevado e reorganização dos gastos como fatores que limitam o consumo brasileiro.

Mais de 40% dos entrevistados pretendiam gastar menos com alimentação e entretenimento fora de casa, enquanto 36% dos lares endividados já haviam reduzido despesas com alimentação fora do lar. Os indicadores abrangem o consumo em geral e ajudam a contextualizar o ambiente enfrentado por bares e restaurantes.

Baixa caloria ganha espaço no varejo paulista

Outra mudança aparece nas preferências dos consumidores. Levantamento da HYPR, divulgado pela Folha de S.Paulo no mês passado, apontou crescimento de 30,6% no faturamento das cervejas de baixa caloria no primeiro semestre, enquanto o faturamento das versões sem álcool recuou 5,2% na base pesquisada do varejo alimentar paulista. A análise reuniu 15,8 milhões de itens, registrados em 9 milhões de notas fiscais, com R$ 249,1 milhões em vendas. São variações de faturamento, que não devem ser tratadas como crescimento ou queda em litros.

Apesar dessa diversificação, as cervejas tradicionais continuaram dominando o levantamento da HYPR: responderam por aproximadamente 96,4% do faturamento, enquanto as versões de baixa caloria e sem álcool somaram 3,56%. O recorte mostra que a busca por produtos diferentes ainda convive com a ampla predominância da categoria tradicional.

A preocupação com hábitos mais equilibrados também aparece nas pesquisas de comportamento. Em estudo divulgado em janeiro deste ano, realizado em agosto de 2025 em dez países, incluindo o Brasil, a IWSR informou que 37% dos compradores de cerveja sem álcool citaram uma escolha de vida saudável como motivação. O percentual corresponde ao conjunto internacional pesquisado, e não exclusivamente aos brasileiros ou a entrevistas realizadas em 2026.

Os dados disponíveis até o dia de hoje(9) apontam, portanto, uma transformação nas compras e nas preferências, com resultados diferentes conforme o canal, o produto e a empresa. A redução de transações no consumo fora do lar convive com crescimento nas vendas da Ambev e avanço de cervejas de baixa caloria no varejo paulista. Esses recortes não permitem afirmar que todo o mercado brasileiro de cerveja com álcool esteja em queda em 2026.