Eleições 2026: Quantos votos tiveram Lula e Bolsonaro no segundo turno para presidente em Ribeirão Preto

A apuração dos votos em Ribeirão Preto permite identificar o desempenho dos candidatos à Presidência da República no município, além de comparar os resultados locais com o cenário nacional. Os dados oficiais são divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), responsável pela totalização dos votos em todo o país.

Flávio Bolsonaro vence em Ribeirão Preto com mais de 207 mil votos; Lula recebe 151 mil

Com 100% das 1.449 seções eleitorais totalizadas, Flávio Bolsonaro (PL) venceu em Ribeirão Preto com 207.485 votos, equivalentes a 57,82% dos votos válidos. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recebeu 151.381 votos, correspondentes a 42,18%. A diferença entre os candidatos foi de 56.104 votos, segundo os dados da apuração divulgados pela imprensa com base no TSE.

Resultado em Ribeirão Preto — 2º turno de 2026

Flávio Bolsonaro (PL)
207.485 votos

57,82% dos votos válidos

Lula (PT)
151.381 votos

42,18% dos votos válidos

Votos válidos

358.866

Abstenções

99.419

Dos 473.067 eleitores aptos a votar no município, 373.648 compareceram às urnas, representando 78,98% do eleitorado. A abstenção chegou a 21,02%, enquanto foram contabilizados 4.372 votos em branco e 10.410 votos nulos. O resultado confirma a preferência da maioria dos eleitores de Ribeirão Preto pelo candidato do PL.

Apesar da vitória de Flávio Bolsonaro em Ribeirão Preto, Lula foi reeleito presidente da República para seu quarto mandato, conquistando 64.256.232 votos, equivalentes a 51,79% dos votos válidos em todo o Brasil. Flávio Bolsonaro terminou com 59.826.041 votos, ou 48,21%. O resultado nacional foi anunciado pelo Tribunal Superior Eleitoral no domingo (25).

Lula é reeleito presidente do Brasil em virada histórica

Luiz Inácio Lula da Silva, 80 anos, foi reeleito neste domingo (25) para seu quarto mandato à Presidência da República pelo Partido dos Trabalhadores (PT).

Com mais de 98,2% das urnas apuradas, Lula obteve 51,75% dos votos válidos, o equivalente a 64.060.863 votos em uma campanha que tomou fôlego no segundo turno, a partir de uma reação nas redes sociais e de manifestações de rua. 

Ele venceu o adversário Flávio Bolsonaro (PL). 

Nas redes, Lula adotou um tom mais informal, gravando vídeos em formato selfie e falando diretamente com o eleitor. Mas a grande guinada nesse quesito foi a entrada do deputado André Janones (Rede-MG) na campanha.

Janones criou o grupo “Exército de Lula” no WhatApp, que reuniu mais de 10 milhões de pessoas e, com a ajuda delas, aumentou o engajamento da esquerda nas redes sociais e amplificou a campanha pró-Lula.

Ao mesmo tempo, a população foi às ruas em atos espontâneos. Movimentos sociais e estudantes organizaram várias mobilizações em dezenas de cidades pelo país. As imagens das ruas tomadas de vermelho ajudaram a dar o tom de uma virada até então inédita no segundo turno.

Propostas

Sua campanha trouxe a promessa de continuidade a políticas adotadas nos últimos quatro anos ou aprofundá-las, com mais investimentos ou alcance.

Entre as propostas do plano de governo de Lula, considerando diferentes áreas de gestão, estão o aumento do salário mínimo sempre acima da inflação, investimento em defesa nacional e a criação de um ministério para a Segurança Pública. A ideia do ministério é garantir a participação da União nas políticas de segurança atualmente geridas unicamente pelos estados.

Seu programa de governo falou em criar “a maior rede pública de cuidado ao câncer do mundo”. Para isso, prevê investimentos em diagnóstico e tratamento ao câncer com técnicas e equipamentos modernos, bem como atualização de novos medicamentos quimioterápicos e imunoterápicos.

Na área de educação, Lula prometeu criar novas versões do Programa Pé-de-Meia, como o Pé-de-Meia universitário. O programa Pé-de-Meia foi criado em 2024, em uma versão escolar. Trata-se de um incentivo financeiro-educacional pago pelo governo federal para promover a permanência e a conclusão escolar de pessoas matriculadas no ensino médio público.

Após enfrentar com soberania o “tarifaço” imposto pelo governo de Donald Trump, Lula reafirmou o compromisso em manter relações equânimes, diplomáticas e comerciais com todos os países do mundo, fortalecendo a economia nacional, com base na industrialização, e buscando novos mercados para exportação.  

Biografia

Lula nasceu em 27 de outubro de 1945 em Garanhuns (PE). Antes de ingressar na vida pública, trabalhou como metalúrgico e ganhou projeção nacional ao presidir o sindicato da categoria no ABC paulista durante o processo de redemocratização do país.

Sem curso superior, formou-se torneiro mecânico pelo Senai. A liderança que exerceu nos grandes movimentos grevistas da década de 1970 e a defesa que fazia da democracia durante a ditadura militar no Brasil o inspiraram a fundar o Partido dos Trabalhadores (PT) em 1980.

Nos anos seguintes, participou da campanha das Diretas Já e, em 1986, foi eleito deputado federal pelo PT. Lula construiu uma trajetória política voltada à defesa dos direitos dos trabalhadores; à ampliação de políticas sociais; ao combate à miséria e à fome; e à participação do Estado na promoção do desenvolvimento econômico.

Ao longo da história política recente, consolidou-se como uma das principais lideranças da esquerda brasileira e do campo progressista. Também ganhou projeção internacional, sendo reconhecido com uma das mais importantes lideranças mundiais neste século. Disputou a Presidência da República em várias ocasiões, até vencer a eleição de 2002.

Governou o país entre 2003 e 2010, voltou ao cargo em 2023, após ter sido absolvido de condenação no processo envolvendo a Lava Jato, e de ter cumprido 580 dias de prisão. Com a vitória eleitoral em 2022, tornou-se o primeiro presidente da República a ser eleito três vezes para o cargo. E chega, agora, ao quarto mandato. E, segundo ele próprio, será seu último.

TSE avalia suspender canais políticos do WhatsApp com mais de 200 mil seguidores no segundo turno

Uma proposta em análise no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) prevê a suspensão temporária de canais do WhatsApp com conteúdo político-eleitoral e mais de 200 mil seguidores durante o segundo turno das eleições. Pela minuta, essas ferramentas seriam desativadas nas 48 horas anteriores e nas 24 horas posteriores à votação, marcada para domingo, 25 de outubro. A medida ainda depende de aprovação do plenário do tribunal.

Segundo o texto obtido pela Agência Brasil, a resolução entraria em vigor imediatamente caso fosse aprovada. Entre os canais que poderiam ser atingidos estão o “Exército do Lula”, que alcançou 7 milhões de inscritos nesta quarta-feira (21), e o “Tropa do Flávio”, com 2 milhões de seguidores.

O que a proposta do TSE prevê para os canais do WhatsApp?

A minuta estende aos canais de transmissão de natureza político-eleitoral com mais de 200 mil seguidores as restrições já aplicadas ao impulsionamento de propaganda eleitoral — modalidade em que campanhas pagam às plataformas para ampliar o alcance de conteúdos.

A justificativa apresentada é que canais com grandes audiências podem ampliar de forma desproporcional a circulação de conteúdos ilícitos. O documento considera o intervalo próximo à votação especialmente sensível, porque o tempo disponível para esclarecimentos, respostas ou decisões judiciais pode ser insuficiente para evitar prejuízos à livre escolha dos eleitores.

Quem elaborou a minuta de resolução?

O texto foi redigido pelo ministro André Mendonça, vice-presidente do TSE, após discussões em reuniões informais realizadas na sexta-feira (16) e na terça-feira (20). A proposta passou então a circular entre os integrantes da Corte.

Em nota, o gabinete de Mendonça afirmou que a elaboração do documento não representa uma iniciativa pessoal do ministro. Segundo o esclarecimento, a tarefa coube a ele em razão da tradição de atribuir ao vice-presidente do tribunal a redação das normas eleitorais.

O gabinete informou ainda que a minuta resulta de um consenso interno e busca proteger a integridade da eleição em um período no qual há pouco tempo para enfrentar conteúdos ilícitos. Conforme a nota, os critérios discutidos são objetivos, impessoais e aplicáveis a canais de grande alcance, independentemente de candidato, partido ou orientação política.

Quais canais podem ser suspensos?

Caso a resolução seja aprovada nos termos apresentados, a restrição poderá alcançar tanto o “Exército do Lula” quanto o “Tropa do Flávio”. Ambos superam o limite de 200 mil seguidores previsto na minuta.

A proposta estabelece uma interrupção temporária durante o período definido em torno da votação. Sua aplicação, entretanto, depende da decisão do plenário do TSE sobre o texto.

Disputa sobre o “Exército do Lula” antecede a proposta

A discussão ocorre após uma sequência de decisões sobre o funcionamento do canal “Exército do Lula”. Na semana passada, o presidente do TSE, ministro Kássio Nunes Marques, determinou a suspensão da ferramenta a pedido da campanha de Flávio Bolsonaro, que alegou disseminação de desinformação.

Posteriormente, o corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, restabeleceu o canal. Ele entendeu que não havia elementos suficientes para justificar a suspensão e que a medida não poderia ter sido adotada pela via administrativa, pois o caso já era discutido em processo judicial sob sua relatoria.

Nunes Marques voltou a determinar a suspensão, desta vez por falta de registro da ferramenta no TSE. Na decisão, considerou que o canal mantinha vínculo com a campanha oficial de Lula, embora fosse administrado por um apoiador, o deputado André Janones (Rede-MG).

Após a campanha formalizar o registro, o próprio presidente do tribunal autorizou a retomada do canal.

Fonte: Agência Brasil.

Eleições 2026: TSE muda 444 locais de votação e 130 mil eleitores devem conferir onde votar no segundo turno

Os eleitores que vão participar do segundo turno das Eleições 2026, marcado para o próximo domingo, 25 de outubro, precisam ficar atentos às mudanças nos locais de votação. Segundo informações do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), 444 seções eleitorais tiveram seus endereços alterados em todo o Brasil, afetando aproximadamente 130 mil eleitores. A recomendação da Justiça Eleitoral é consultar antecipadamente o endereço atualizado para evitar transtornos e deslocamentos desnecessários no dia da votação.

Como consultar o local de votação pelo e-Título?

Uma das maneiras mais rápidas de descobrir onde votar no segundo turno é pelo aplicativo e-Título, disponível gratuitamente para celulares Android e iOS. Após acessar a plataforma e informar os dados solicitados, o eleitor deve selecionar a opção “Onde votar”. O sistema apresenta o endereço atualizado, a zona e a seção eleitoral. O aplicativo também permite visualizar a localização e traçar uma rota até o local de votação, facilitando o deslocamento.

Como descobrir onde votar pelo site do TSE?

Outra alternativa é utilizar o Autoatendimento Eleitoral do TSE, disponível pela internet. Na plataforma, basta acessar a opção “Onde votar” para consultar as informações eleitorais. O serviço também permite realizar outros procedimentos, como regularização de pendências, atualização cadastral e emissão de documentos, sem a necessidade de comparecer presencialmente a um cartório eleitoral.

ChatVote também ajuda a localizar a seção eleitoral

O Tribunal Superior Eleitoral disponibiliza ainda o ChatVote, assistente virtual que utiliza inteligência artificial para esclarecer dúvidas sobre as eleições e orientar os cidadãos sobre os serviços da Justiça Eleitoral. A ferramenta pode ser acessada pelo site oficial do TSE, por meio de um ícone em formato de urna eletrônica localizado na parte inferior da página. O eleitor pode fazer perguntas e receber orientações sobre como consultar seu local de votação.

Não votou no primeiro turno? Saiba como votar no segundo turno das eleições de 2026

Os eleitores que não participaram do primeiro turno das Eleições Gerais de 2026, realizado em 4 de outubro, poderão votar normalmente no segundo turno, marcado para o próximo domingo, 25 de outubro. Segundo as regras da Justiça Eleitoral, a ausência na primeira votação não impede a participação na etapa seguinte, desde que a situação eleitoral esteja regular. Isso ocorre porque cada turno é considerado uma eleição independente. No primeiro turno, o Brasil registrou 33,4 milhões de eleitores ausentes, número equivalente a 21,08% do eleitorado nacional.

No segundo turno das eleições de 2026, os brasileiros escolherão o próximo presidente da República. Também haverá disputa para governador no Acre, Amazonas, Espírito Santo, Rio Grande do Norte, Tocantins e Distrito Federal. A votação acontecerá das 8h às 17h, pelo horário de Brasília. Os trabalhadores escalados para cumprir expediente no domingo também têm direito de votar, cabendo aos empregadores organizar a jornada para garantir tempo suficiente de deslocamento até a seção eleitoral e o exercício do voto.

Quem deixou de votar no primeiro turno terá até 3 de dezembro de 2026 para apresentar a justificativa à Justiça Eleitoral. Já os eleitores que não comparecerem ao segundo turno poderão justificar a ausência até 8 de janeiro de 2027. O procedimento pode ser realizado pelo aplicativo e-Título, pelo sistema de Autoatendimento Eleitoral do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ou presencialmente em um cartório eleitoral. Após a eleição, será necessário apresentar documentos que comprovem o motivo da ausência, que será analisado pela Justiça Eleitoral.

Outra possibilidade prevista para o segundo turno é o voto em trânsito, solicitado por mais de 314,5 mil eleitores em todo o país. A modalidade permite que pessoas previamente habilitadas votem fora de seu domicílio eleitoral, em locais definidos pelos tribunais regionais eleitorais. O serviço estará disponível nas capitais e nos municípios com mais de 100 mil eleitores. Quem estiver em trânsito dentro da mesma unidade da Federação de seu domicílio eleitoral poderá votar para presidente e governador, quando houver segundo turno para o cargo estadual.

Para evitar problemas no dia da votação, a Justiça Eleitoral orienta os cidadãos a consultarem antecipadamente a situação do título e o endereço da seção eleitoral. A verificação pode ser feita pelo aplicativo e-Título ou pelo Autoatendimento Eleitoral do TSE. É importante destacar que o eleitor não precisa justificar a ausência no primeiro turno antes de participar do segundo, desde que esteja com o cadastro eleitoral regular. Quem deixar de votar e não apresentar justificativa aceita dentro do prazo poderá ficar sujeito a multa e outras restrições previstas na legislação eleitoral.

Pesquisa Datafolha: Flávio Bolsonaro tem 51% e Lula 49% no segundo turno das eleições 2026

A nova pesquisa Datafolha para a Presidência da República, divulgada nesta quinta-feira (15 de outubro de 2026), mostra uma disputa equilibrada entre Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições 2026. Segundo os números publicados pela Folha de S.Paulo, Flávio Bolsonaro registra 51% dos votos válidos, enquanto Lula aparece com 49%. A diferença de dois pontos percentuais configura empate técnico, considerando a margem de erro do levantamento.

O resultado considera exclusivamente os votos válidos, excluindo as intenções de voto em branco, nulo e as respostas dos eleitores indecisos. Apesar da vantagem numérica de Flávio Bolsonaro, os percentuais não permitem apontar uma liderança estatisticamente consolidada na corrida pelo Palácio do Planalto.

Veja os números da pesquisa Datafolha para presidente em 15 de outubro

No cenário estimulado, quando os nomes dos candidatos são apresentados aos entrevistados, os resultados são os seguintes:

Votos válidos — segundo turno

Flávio Bolsonaro (PL)

51%

Lula (PT)

49%

Votos totais — segundo turno

Flávio Bolsonaro (PL)47%
Lula (PT)45%
Brancos, nulos ou nenhum6%
Indecisos2%

Metodologia: quantas pessoas foram entrevistadas pelo Datafolha?

A pesquisa Datafolha divulgada em 15 de outubro ouviu 2.520 eleitores brasileiros nos dias 13 e 14 de outubro de 2026. O levantamento possui margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e nível de confiança de 95%.

O estudo foi contratado pela Folha de S.Paulo e registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-00466/2026.

Já a pesquisa anterior, realizada em 3 de outubro, entrevistou 4.006 pessoas, com a mesma margem de erro e nível de confiança. O levantamento foi contratado pela Folha de S.Paulo e pelo Grupo Globo de Comunicação, com registro no TSE sob o número BR-01708/2026.

Os dados colocam a disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro entre os principais assuntos do cenário político nacional, com atenção voltada ao comportamento do eleitorado e à definição do próximo presidente da República.

Flávio Bolsonaro e Lula: veja quantos votos cada um recebeu em Ribeirão Preto nas eleições 2026

Flávio Bolsonaro (PL) foi o candidato à Presidência da República mais votado em Ribeirão Preto no primeiro turno das eleições de 2026, realizado no domingo (04/10). Com 100% das urnas apuradas, ele recebeu 188.761 votos, equivalentes a 55,25% dos votos válidos. Os números são do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), reproduzidos pelo UOL.

Luiz Inácio Lula da Silva (PT) terminou a votação no município com 116.116 votos, correspondentes a 33,99% dos votos válidos. A diferença entre os dois candidatos foi de 72.645 votos, ou 21,26 pontos percentuais. Os percentuais consideram os votos destinados aos candidatos, excluindo brancos e nulos.

O resultado de Ribeirão Preto representa o desempenho dos candidatos no município, enquanto a definição da disputa presidencial considera a votação de todo o país. Segundo confirmação do TSE, Flávio Bolsonaro e Lula foram os dois candidatos mais votados nacionalmente e disputarão o segundo turno da eleição para a Presidência da República.

Ribeirão Preto tem mais de 471 mil eleitores e é o nono maior colégio eleitoral de SP

Ribeirão Preto reúne 471.128 eleitores aptos a votar nas eleições de 2026 e ocupa a nona posição entre os maiores colégios eleitorais do estado de São Paulo. Os dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), divulgados pelo Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), dimensionam a participação do município nas escolhas políticas deste domingo (4), quando estão em disputa a Presidência da República, o governo estadual e vagas no Legislativo.

O eleitorado ribeirão-pretano cresceu em relação às últimas eleições gerais. Em 2022, a cidade contava com 467.661 pessoas aptas a votar; agora, são 3.467 a mais, avanço de 0,74%. Na comparação com as eleições municipais de 2024, entretanto, houve redução: naquele pleito, Ribeirão Preto tinha 477.595 eleitores, contingente 6.467 superior ao registrado para a votação deste ano.

No cenário estadual, Ribeirão Preto integra o grupo dos dez municípios que, juntos, concentram 42,8% dos eleitores paulistas. Essas cidades somam aproximadamente 14,6 milhões de pessoas aptas a votar, número superior ao eleitorado de toda a região Norte ou de todo o Centro-Oeste, considerados separadamente. São Paulo permanece como o maior colégio eleitoral do Brasil, com 34,1 milhões de eleitores.

Neste primeiro turno, os eleitores escolhem deputado federal, deputado estadual, dois senadores, governador e presidente da República. A votação ocorre das 8h às 17h, no horário de Brasília. O tamanho do cadastro eleitoral, porém, não representa o total de votos que será registrado: somente após o encerramento e a apuração será possível conhecer o comparecimento e a abstenção em Ribeirão Preto.

Eleições: boca de urna é crime; saiba o que é proibido

A boca de urna consiste na tentativa de convencer eleitores a votar em determinada candidatura ou legenda no dia da eleição. Também são proibidos comícios, carreatas, propaganda com alto-falantes e manifestações coletivas de apoio político. Até o encerramento da votação, não é permitida a aglomeração de pessoas com roupas padronizadas ou objetos de campanha que configure manifestação coletiva. O eleitor pode expressar sua preferência de forma individual e silenciosa, utilizando bandeiras, broches, adesivos ou camisetas.

As restrições também alcançam a propaganda eleitoral na internet. No dia da eleição, são proibidos a publicação de novos conteúdos de campanha e o impulsionamento de propaganda nas aplicações previstas pela legislação. As publicações anteriores podem permanecer disponíveis. A punição para os crimes previstos nessas regras é de seis meses a um ano de detenção, com alternativa de prestação de serviços à comunidade pelo mesmo período, além de multa entre R$ 5.320,50 e R$ 15.961,50.

Irregularidades na propaganda eleitoral podem ser informadas pelo Pardal, aplicativo gratuito da Justiça Eleitoral disponível no Google Play e na App Store. A denúncia deve apresentar uma descrição da ocorrência e elementos que permitam sua análise, como fotos, vídeos, áudios ou endereço eletrônico. O acesso exige identificação pelo e-Título ou Gov.br, e a identidade do denunciante é mantida sob sigilo. Para situações classificadas como crimes eleitorais, o sistema também oferece encaminhamento aos canais do Ministério Público Eleitoral.

Eleições 2026: candidatos não poderão ser presos a partir deste sábado (19)

Candidatas e candidatos que disputam as Eleições 2026 passam a contar, a partir deste sábado (19), com a proteção prevista pelo Código Eleitoral que impede prisões ou detenções nos 15 dias que antecedem o primeiro turno, marcado para 4 de outubro. Durante esse período, a prisão de candidatos registrados somente poderá ocorrer em caso de flagrante delito.

A regra está prevista no artigo 236, parágrafo 1º, do Código Eleitoral e permanecerá válida até 6 de outubro, período correspondente às 48 horas posteriores ao encerramento da votação do primeiro turno. A norma alcança candidatas e candidatos registrados para a disputa e integra o conjunto de garantias estabelecidas pela legislação durante o processo eleitoral.

Eleitores também terão restrição para prisões antes da votação

Para os eleitores, a proteção começa mais tarde. A partir de 29 de setembro, cinco dias antes da eleição, eleitoras e eleitores também não poderão ser presos ou detidos. Nesse caso, porém, a legislação prevê exceções para flagrante delito, sentença criminal condenatória por crime inafiançável ou desrespeito a salvo-conduto. A restrição também permanece até 48 horas depois do pleito.

O primeiro turno das Eleições Gerais de 2026 será realizado em 4 de outubro, quando os brasileiros irão às urnas para escolher presidente e vice-presidente da República, governadores e vice-governadores, senadores, deputados federais e deputados estaduais ou distritais. Caso seja necessário segundo turno para presidente ou governador, a votação está prevista para 25 de outubro.

De acordo com o calendário oficial do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), candidatos que participarem de eventual segundo turno voltarão a contar com a proteção contra prisão, salvo flagrante delito, a partir de 10 de outubro, 15 dias antes da nova votação.