Roubaram seu celular ? Celular Seguro passa a bloquear também aparelhos sem o app instalado

A partir de agora, quem for vítima de furto ou roubo de celular ou quem perdeu o aparelho pode registrar a ocorrência pelo aplicativo Celular Seguro usando outro aparelho telefônico, tablet ou computador. E não é mais necessário informar o IMEI do celular, uma espécie de CPF do aparelho, nem ter registro prévio no aplicativo. 

A informação foi divulgada nesta quinta-feira (11) pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública. 

Basta baixar o app e entrar no Celular Seguro por meio de outro dispositivo, fazer o registro em até 15 dias, indicando a data e o horário do ocorrido, bem como a linha telefônica utilizada no celular. 

Segundo o Ministério da Justiça, com isso, é possível bloquear a linha telefônica, os aplicativos financeiros, o IMEI do aparelho ou, ainda, cadastrar no modo recuperação. 

Lançado em dezembro de 2023, o Celular Seguro tem hoje 3,6 milhões de pessoas cadastradas, de acordo com o governo.

E o objetivo é que o usuário, a partir do aplicativo, emita um único alerta para agilizar o bloqueio de aparelhos, reduzindo prejuízos financeiros por golpes digitais, além de facilitar a recuperação de celulares pelas polícias estaduais. 

A tela em branco apavora’: pesquisa revela que 63% dos brasileiros pedem ajuda à IA para escrever mensagens pessoais”

Um levantamento da consultoria Página 3, chamado Mais do Mesmo, mostra que 63% dos brasileiros já recorreram à inteligência artificial (IA) para compor mensagens pessoais, como no WhatsApp ou e-mail, o que indica uma tendência de terceirização do pensamento.

O uso crescente da IA para atividades que antes eram consideradas quase íntimas — como conversar, refletir ou tomar decisões — aponta para uma padronização de comportamentos e ideias. Segundo a pesquisa, 48% dos entrevistados dizem notar que “todo mundo está ficando igual”, e 49% afirmam já ter recebido conteúdos com “cara de IA”. Ainda assim, 72% gostariam de ser mais autênticos.

Para os autores do estudo, essa dependência pode diminuir a capacidade de pensar por conta própria, reduzir a criatividade e levar a um empobrecimento da individualidade. Eles destacam que ler, escrever, dialogar e conviver com diferentes opiniões são práticas importantes para preservar a diversidade de pensamento.

Em resumo: embora a IA facilite a vida — inclusive ajudando a lidar com o “medo” da tela em branco —, o uso frequente para funções pessoais levanta o alerta de que precisamos usá-la com consciência, mantendo práticas que estimulem nossa própria reflexão e criatividade.

TV e videogames podem melhorar foco, mas redes sociais reduzem atenção, indica estudo

Um estudo conduzido pela Universidade de Tecnologia de Swinburne, na Austrália, revela que diferentes usos de telas geram efeitos distintos no cérebro de jovens adultos entre 18 e 25 anos. A pesquisa aponta que assistir televisão ou jogar videogame está ligado a um aumento no foco, enquanto o uso de redes sociais provoca queda na atenção e alterações negativas no humor.

Durante os testes, a neurocientista Alexandra Gaillard e sua equipe observaram que já após três minutos de exposição aos dispositivos ocorriam mudanças mensuráveis no humor, energia, tensão, foco e até felicidade dos participantes. A queda de concentração ao acessar redes sociais foi confirmada por marcadores de redução da atividade cerebral.

Segundo Gaillard, embora o estudo tenha se concentrado em cérebros adultos já desenvolvidos, os impactos em adolescentes e crianças — cujos cérebros ainda estão em formação — podem ser ainda mais significativos. “Se este é o efeito em um cérebro totalmente desenvolvido, precisamos considerar urgentemente os impactos em adolescentes e crianças que estão usando cada vez mais essas tecnologias.”

Os pesquisadores ressaltam que não se trata de demonizar todas as telas: TV e videogame podem trazer estímulos positivos quando bem utilizados, enquanto redes sociais tendem a oferecer estímulos rápidos, fragmentados, que não exigem atenção sustentada. O alerta principal é para o tipo de atividade, mais do que para o tempo de uso.

Diante dos achados, especialistas defendem que jovens, pais e educadores atentem para a qualidade do uso de telas. Atividades com início, meio e fim bem definidos — como séries, filmes ou jogos com enredo — podem favorecer o foco. Já o uso passivo e contínuo de redes sociais, com rolagem infinita e estímulos instantâneos, exige maiores cuidados.