Bairros e codomínios de Bonfima Paulista poem ficar sem água a partir de segunda-feira

A Secretaria de Água e Esgoto de Ribeirão Preto (Saerp) inicia na próxima segunda-feira, 10 de agosto, uma manutenção emergencial no Poço San Leandro, localizado em Bonfim Paulista. A intervenção deve durar aproximadamente 15 dias e tem como objetivo recuperar a capacidade de captação de água e reduzir o risco de problemas no abastecimento dos bairros atendidos pelo sistema.

O Poço San Leandro abastece o Jardim San Leandro, Jardim Alvorada e os residenciais Topázio, Turmalina, San Marco I e II, Arara Verde, Arara Azul, Santa Mônica, Valência e São José. A necessidade da manutenção foi identificada após uma perfilagem ótica, procedimento realizado com microcâmeras no interior do poço, apontar obstruções nos filtros, possíveis problemas estruturais e uma queda significativa na vazão.

Segundo o secretário da Saerp, José Rui Bonatto, o poço possui mais de 15 anos de operação e nunca havia passado por uma manutenção estrutural. Durante os trabalhos, será realizada uma limpeza profunda para retirada das incrustações acumuladas. Caso sejam encontrados danos no revestimento interno, a Saerp também poderá realizar a cimentação pressurizada das áreas comprometidas. Após a conclusão dos serviços, o sistema de bombeamento será reinstalado e passará por novos testes de vazão.

Durante a manutenção, equipes da Saerp irão monitorar continuamente os reservatórios, a pressão da rede e o abastecimento da região. Caso seja necessário, caminhões-pipa poderão ser utilizados para atender os moradores afetados. O serviço pode ser solicitado gratuitamente pela Central de Atendimento da Saerp, pelo telefone 0800 115 0 115. Após o término da intervenção, o abastecimento será normalizado de forma gradual, conforme a recuperação da operação do sistema.

Gordura abdominal aumenta risco de incontinência urinária em mulheres, aponta estudo da UFSCar

Um estudo da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), com apoio da FAPESP, revelou que o acúmulo de gordura abdominal — especialmente a gordura visceral, localizada entre os órgãos — pode aumentar significativamente o risco de incontinência urinária de esforço em mulheres. A pesquisa, publicada no European Journal of Obstetrics & Gynecology and Reproductive Biology, aponta que a distribuição da gordura corporal tem impacto maior sobre o problema do que o peso total ou o Índice de Massa Corporal (IMC).

A incontinência urinária de esforço é caracterizada pela perda involuntária de urina durante atividades simples do cotidiano, como tossir, rir, carregar peso ou praticar exercícios físicos. Segundo a pesquisadora Patricia Driusso, professora da UFSCar e orientadora do estudo, a condição ocorre quando a pressão dentro do abdômen aumenta e a musculatura do assoalho pélvico não consegue sustentar adequadamente a bexiga. O problema, muitas vezes associado apenas ao envelhecimento, pode atingir mulheres de todas as idades, inclusive jovens, principalmente quando há enfraquecimento muscular e falta de treinamento da região pélvica.

A pesquisa avaliou 99 mulheres entre 18 e 49 anos na cidade de São Carlos, interior de São Paulo. As participantes passaram por exames de composição corporal considerados padrão-ouro, capazes de medir gordura total, gordura abdominal, gordura ginecológica e gordura visceral. Os resultados mostraram que mulheres com maior concentração de gordura visceral apresentaram cerca de 51% mais chances de desenvolver incontinência urinária. De acordo com os pesquisadores, esse tipo de gordura provoca aumento constante da pressão abdominal e também libera substâncias inflamatórias que podem comprometer a força muscular do assoalho pélvico.

Especialistas destacam que o fortalecimento da musculatura pélvica, por meio da fisioterapia, é considerado o tratamento mais eficaz para a incontinência urinária de esforço. O acompanhamento profissional é essencial para garantir a execução correta dos exercícios e evitar agravamento do quadro. Os pesquisadores também alertam para a importância da prevenção, do controle da gordura abdominal e da quebra de tabus sobre o tema, já que muitas mulheres convivem silenciosamente com o problema sem buscar ajuda médica.