Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto é o 37º melhor da América Latina

O Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP (HCFMRP-USP) conquistou a 37ª posição entre os melhores hospitais e clínicas da América Latina em 2026, segundo levantamento elaborado pela consultoria IntelLat. Esta é a estreia da instituição de Ribeirão Preto no ranking, que avaliou 105 hospitais e clínicas de dez países latino-americanos.

Além da colocação geral, o HC de Ribeirão Preto obteve resultados expressivos em áreas específicas da avaliação. O principal destaque foi criação de conhecimento, categoria em que a instituição alcançou o 5º lugar na América Latina. O hospital também aparece na 19ª posição em tecnologia e na 20ª colocação em eficiência, indicador que considera a capacidade de administrar recursos operacionais, financeiros e de gestão sem comprometer a assistência aos pacientes.

HC de Ribeirão está entre os hospitais públicos de maior destaque

Dos 105 hospitais classificados pelo levantamento, dez são públicos. Seis deles estão localizados no Brasil, sendo quatro no estado de São Paulo. Entre as instituições públicas brasileiras, o Hospital de Clínicas de Porto Alegre aparece na 20ª colocação, o Hospital Municipal Vila Santa Catarina, de São Paulo, ocupa o 29º lugar, e o HC de Ribeirão Preto surge em seguida, na 37ª posição.

O desempenho também colocou Ribeirão Preto entre os principais centros brasileiros representados na pesquisa. Ao todo, 41 instituições do Brasil aparecem no ranking latino-americano de 2026, sendo 15 entre as 50 primeiras colocadas. O Hospital Israelita Albert Einstein, de São Paulo, ocupa a liderança geral da classificação.

Produção científica é destaque do HC de Ribeirão Preto

A metodologia do IntelLat analisa nove dimensões: segurança e resultados clínicos, pessoas, criação de conhecimento, eficiência, tecnologia, telemedicina e home hospital, sustentabilidade, experiência do paciente e prestígio. O estudo também apresenta classificações específicas em oito especialidades médicas.

Na avaliação por especialidades, o Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto ficou na 33ª colocação em ginecologia e obstetrícia. O levantamento ainda posicionou a instituição em 38º lugar em prestígio, 52º em telemedicina e atendimento hospitalar domiciliar e 53º na dimensão relacionada às pessoas e ao corpo profissional.

Segundo informações divulgadas sobre a pesquisa, aproximadamente 12 mil profissionais de diferentes países participaram do levantamento, respondendo a 167 questões quantitativas e qualitativas relacionadas à gestão clínica, financeira e científica das instituições.

Hospital realizou quase 27 mil cirurgias em 2025

O reconhecimento ocorre no ano em que o HC de Ribeirão Preto completa 70 anos. Referência em atendimento de alta complexidade pelo Sistema Único de Saúde (SUS), ensino e pesquisa, a instituição realizou quase 27 mil cirurgias e 297 transplantes em 2025. O complexo também atua na formação de profissionais e no desenvolvimento de pesquisas vinculadas à Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP.

O próprio hospital informa que mantém atendimento de referência para Ribeirão Preto e região, recebendo também pacientes de outros estados e até de outros países em razão da complexidade dos serviços oferecidos.

Gêmeas siamesas morrem durante última cirurgia de separação no HC de Ribeirão Preto

As gêmeas siamesas Heloísa e Helena, de São José dos Campos (SP), morreram na noite deste sábado (15), durante a quinta e última cirurgia do processo de separação realizado no Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto. As meninas eram craniópagas, condição em que os irmãos nascem unidos pela cabeça.

Segundo o Hospital das Clínicas, o procedimento durou aproximadamente 15 horas. Em nota, a equipe médica informou que as crianças não resistiram à etapa final da cirurgia. Até a última atualização divulgada pelo hospital, não haviam sido informadas as causas que levaram à morte das meninas.

A última operação vinha sendo planejada há mais de um ano e envolveu uma preparação complexa. Para mapear as estruturas compartilhadas pelas irmãs e definir as estratégias cirúrgicas, as equipes utilizaram exames de tomografia e ressonância magnética, além de recursos de realidade virtual e modelos anatômicos produzidos em impressão 3D.

Mais de 50 profissionais participaram do processo, entre médicos, equipes de saúde e profissionais de apoio. As cirurgias de separação começaram em 2024 e, antes da quinta etapa, Heloísa e Helena haviam passado por outras quatro operações, que foram concluídas com sucesso.

O caso foi o terceiro de gêmeas craniópagas conduzido pelo Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto. Nas duas experiências anteriores, as separações foram concluídas com sucesso. A equipe médica ainda não divulgou detalhes sobre as complicações que resultaram na morte das meninas durante a etapa final do procedimento.