As gêmeas siamesas Heloísa e Helena, de São José dos Campos (SP), morreram na noite deste sábado (15), durante a quinta e última cirurgia do processo de separação realizado no Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto. As meninas eram craniópagas, condição em que os irmãos nascem unidos pela cabeça.
Segundo o Hospital das Clínicas, o procedimento durou aproximadamente 15 horas. Em nota, a equipe médica informou que as crianças não resistiram à etapa final da cirurgia. Até a última atualização divulgada pelo hospital, não haviam sido informadas as causas que levaram à morte das meninas.
A última operação vinha sendo planejada há mais de um ano e envolveu uma preparação complexa. Para mapear as estruturas compartilhadas pelas irmãs e definir as estratégias cirúrgicas, as equipes utilizaram exames de tomografia e ressonância magnética, além de recursos de realidade virtual e modelos anatômicos produzidos em impressão 3D.
Mais de 50 profissionais participaram do processo, entre médicos, equipes de saúde e profissionais de apoio. As cirurgias de separação começaram em 2024 e, antes da quinta etapa, Heloísa e Helena haviam passado por outras quatro operações, que foram concluídas com sucesso.
O caso foi o terceiro de gêmeas craniópagas conduzido pelo Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto. Nas duas experiências anteriores, as separações foram concluídas com sucesso. A equipe médica ainda não divulgou detalhes sobre as complicações que resultaram na morte das meninas durante a etapa final do procedimento.






