Rafinha assume São Paulo como gerente no lugar de Muricy Ramalho

Rafinha está de volta ao São Paulo. Aos 40 anos, o ex-lateral-direito retorna ao clube para assumir o cargo de gerente esportivo, com atuação direta no dia a dia do elenco profissional, no SuperCT. Ídolo recente da torcida, ele será o elo entre comissão técnica, diretoria e jogadores, participando de treinamentos, viagens e da rotina do grupo principal.

Em sua apresentação, Rafinha celebrou o retorno ao Tricolor e destacou a identificação com o clube. “Quando o São Paulo me chama, é uma convocação. Estou preparado para voltar e ajudar novamente”, afirmou. O presidente Harry Massis Junior ressaltou o perfil vencedor do ex-jogador, enquanto o executivo de futebol Rui Costa classificou a chegada como “oportuna e significativa”, destacando o vínculo e a liderança do novo dirigente.

Campeão da Copa do Brasil de 2023 e da Supercopa Rei de 2024 como capitão, Rafinha defendeu o São Paulo entre 2022 e 2024, período em que disputou 117 partidas, marcou um gol, deu cinco assistências e foi eleito o melhor lateral-direito do Paulistão de 2022. Após encerrar a carreira como atleta no Coritiba e atuar como comentarista esportivo do grupo Globo, ele retorna ao clube do coração para iniciar uma nova etapa fora das quatro linhas.

Conselheiros do São Paulo decidem pelo impeachment de Julio Casares

Júlio Casares está afastado da presidência do São Paulo. Ele teve o impeachment aprovado no Conselho Deliberativo por 188 votos nesta sexta-feira. Contrários, foram 45, e dois votaram em branco. Participaram 223 conselheiros, sendo 168 presencialmente e 55 online.

Agora, em até 30 dias, uma assembleia de sócios é convocada para efetivar ou não o afastamento. Por enquanto o vice Harry Massis Júnior assume interinamente.

O resultado foi muito comemorado pelos conselheiros presentes. A torcida acendeu sinalizadores e cantou o hino do São Paulo.

Casares evitou contato com a imprensa. Ele já estava no clube desde a tarde e foi até o salão da reunião por um caminho interno. Durante a reunião, ele sentou-se apenas com seus advogados, isolado dos demais conselheiros.

O presidente alegou ser vítima de acusações sem provas. Disse que, até então, não teve ampla defesa e relatou ter sofrido ameaças.

IMPEACHMENT DE CASARES NO SÃO PAULO

Os opositores defenderam o processo político do impeachment, sem fazer julgamentos de Casares, mas entendendo que é insustentável politicamente a permanência do mandatário.

A votação começou, de fato, por volta das 20h30. Conselheiros receberam um link para votar online, mesmo que estivessem presencialmente. Era possível, contudo, votar na cabine do local. A expectativa era de que, assim, a apuração seria mais rápida, logo após o encerramento, às 22h30.

Do lado de fora, torcedores se mobilizaram. Havia faixas e caixões em protesto. A chuva não afastou a torcida do entorno do MorumBis.

Na reunião, três conselheiros que assinam o pedido de impeachment falaram no momento inicial. Depois, Casares e sua defesa puderam falar.

AFASTAMENTO DO PRESIDENTE

O afastamento precisava de 170 votos, número que corresponde a dois terços do total e votos possíveis (254). A questão chegou a ser debatida judicialmente, porque Casares cobrava um quórum de 191 votos (75%). Esse percentual, porém, correspondia à presença para validação da reunião.

Na sequência, veio a votação, de modo híbrido. A reunião teria apenas voto presencial, mas uma ação judicial reverteu a situação e permitiu a participação online.

O impeachment de Casares acontece em meio a escândalos envolvendo a gestão do São Paulo. O clube é foco de investigações da Polícia Civil e do Ministério Público.

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