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Preços de gasolina e diesel devem subir em Ribeirão Preto nos próximos dias

Foto Brasil Fotos
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A Central de Monitoramento da Associação Núcleo Postos Ribeirão Preto, que reúne 85 revendedores da cidade e região, alerta para tendência de alta nos preços da gasolina e do diesel, nos próximos dias. Nessa segunda-feira (2), os postos locais começaram a receber, das distribuidoras, remessas com alta média de R$ 0,05/litro para os dois combustíveis, mesmo sem a Petrobras ter anunciado qualquer reajuste nas refinarias.

“A explicação percebida junto às distribuidoras é que o preço do petróleo teve uma disparada repentina no mercado internacional (o barril brent saltou de US$ 61 para US$ 85, até a manhã de hoje) com a onda de conflitos no oriente médio. Isso gerou circunstâncias de mercado que fizeram aumentar os preços para os postos”, explica Fernando Roca, presidente da Associação Núcleo Postos RP.

Defasagem e pressão
Segundo dados da Abicom (Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis), a defasagem entre os preços praticados no mercado interno, em relação aos do mercado internacional, também disparou. Na manhã dessa terça-feira (3), atingiu os seguintes percentuais:

  • Gasolina: -11% (principais polos) e -12% (polos da Petrobras);
  • Diesel: -25% (principais polos) e -26% (polos da Petrobras).

“O cenário mundial está gerando grande pressão sobre a Petrobras. Dois agravantes são o fechamento do Estreito de Ormuz, por parte do Irã, e o bombardeio de refinarias na Arábia Saudita. Com a escalada do conflito, resta saber se a estatal brasileira terá força para segurar os preços no mercado interno”, analisa.

Reflexos diretos
A alta de preços dos combustíveis fósseis deve elevar a procura por etanol, nos postos, nos próximos dias. É preciso lembrar que ainda estamos na entressafra da cana-de-açúcar, período em que as usinas param de produzir para fazerem a manutenção de seus equipamentos. “Isso significa que um crescimento repentino da demanda por etanol fará com que os estoques reguladores fiquem ainda mais baixos e, caso essa hipótese se confirme, a tendência é de que o biocombustível também sofra alta de preços como uma consequência de mercado baseada na lei da oferta e da procura”, alerta o presidente.

Ainda segundo Roca, “Outro ponto de atenção importante é o efeito cascata desse movimento junto à cadeia produtiva, uma vez que os preços dos fretes também sobem e, na ponta final, os consumidores acabam pagando a conta. Sem falar na geração de pressão inflacionária”, destaca.

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“A explicação percebida junto às distribuidoras é que o preço do petróleo teve uma disparada repentina no mercado internacional (o barril brent saltou de US$ 61 para US$ 85, até a manhã de hoje) com a onda de conflitos no oriente médio. Isso gerou circunstâncias de mercado que fizeram aumentar os preços para os postos”, explica Fernando Roca, presidente da Associação Núcleo Postos RP.

Defasagem e pressão
Segundo dados da Abicom (Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis), a defasagem entre os preços praticados no mercado interno, em relação aos do mercado internacional, também disparou. Na manhã dessa terça-feira (3), atingiu os seguintes percentuais:

  • Gasolina: -11% (principais polos) e -12% (polos da Petrobras);
  • Diesel: -25% (principais polos) e -26% (polos da Petrobras).

“O cenário mundial está gerando grande pressão sobre a Petrobras. Dois agravantes são o fechamento do Estreito de Ormuz, por parte do Irã, e o bombardeio de refinarias na Arábia Saudita. Com a escalada do conflito, resta saber se a estatal brasileira terá força para segurar os preços no mercado interno”, analisa.

Reflexos diretos
A alta de preços dos combustíveis fósseis deve elevar a procura por etanol, nos postos, nos próximos dias. É preciso lembrar que ainda estamos na entressafra da cana-de-açúcar, período em que as usinas param de produzir para fazerem a manutenção de seus equipamentos. “Isso significa que um crescimento repentino da demanda por etanol fará com que os estoques reguladores fiquem ainda mais baixos e, caso essa hipótese se confirme, a tendência é de que o biocombustível também sofra alta de preços como uma consequência de mercado baseada na lei da oferta e da procura”, alerta o presidente.

Ainda segundo Roca, “Outro ponto de atenção importante é o efeito cascata desse movimento junto à cadeia produtiva, uma vez que os preços dos fretes também sobem e, na ponta final, os consumidores acabam pagando a conta. Sem falar na geração de pressão inflacionária”, destaca.

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