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Entenda porque o presidente do São Paulo renunciou o cargo. A situação era insustentável

Foto: Rubens Chiri-SPFC
Foto: Rubens Chiri-SPFC

Julio Casares renunciou à presidência do São Paulo Futebol Clube. A decisão foi tomada dias após a derrota sofrida no processo de impeachment no Conselho Deliberativo. O rito ainda previa a convocação de uma assembleia de sócios em até 30 dias. Uma nova derrota poderia resultar na perda de seus direitos políticos no clube por até dez anos, além de exclusão do Conselho Consultivo.

Em carta publicada em seu perfil no Instagram, Casares afirmou que as acusações contra ele tiveram início a partir de “versões frágeis” e passaram a ser tratadas como verdades “mesmo sem a apresentação de provas robustas”.

A renúncia ocorre no mesmo dia em que a Polícia Civil realizou uma operação de busca e apreensão contra Mara Casares e Douglas Schwartzmann, aliados do ex-presidente que estão atualmente licenciados. Ambos são suspeitos de envolvimento em um esquema de uso irregular de camarotes no estádio do MorumBis.

Na sexta feira passa o conselho do São Paulo se reuniu e por 188 votos a favor do seu afastamento e apenas 45 contra, o impeachment contra Casares foi confirmado.

Acompanhe os fatos

A crise ganhou força a partir de 16 de dezembro de 2025, quando veio a público um esquema ilegal de venda de ingressos para shows realizados em um camarote do Morumbis. Mara Casares, diretora feminina, cultural e de eventos do clube e ex-esposa do presidente, além de Douglas Schwartzmann, diretor adjunto das categorias de base, foram citados no caso e solicitaram afastamento de suas funções. A Polícia Civil instaurou inquérito para apuração dos fatos.

Dias depois, em 22 de dezembro, reportagem do UOL revelou que a Polícia Civil também investiga um suposto esquema de desvio de recursos na venda de jogadores, com origem em 2021, início da atual gestão. A partir dessa denúncia, a oposição decidiu avançar com o pedido de afastamento do mandatário.

No dia 6 de janeiro, as investigações apontaram movimentações financeiras suspeitas atribuídas a Julio Casares, com base em relatórios do Coaf. Segundo a apuração, o presidente teria recebido R$ 1,5 milhão em depósitos em dinheiro entre janeiro de 2023 e maio de 2025. A defesa nega qualquer irregularidade.

Também foram identificados 35 saques em espécie das contas do São Paulo entre 2021 e 2025, que somam R$ 11 milhões. O ex-diretor adjunto de futebol Nelson Marques Ferreira passou a ser investigado após a revelação de que abriu 15 empresas enquanto atuava no clube.

Assim como aconteceu com o ex-presidente Carlos Miguel Aidar, Casares deixa o cargo máximo do clube, mas garante a permanência como conselheiro do Conselho Consultivo e afirma que seguirá atuante na vida política do São Paulo.

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Em carta publicada em seu perfil no Instagram, Casares afirmou que as acusações contra ele tiveram início a partir de “versões frágeis” e passaram a ser tratadas como verdades “mesmo sem a apresentação de provas robustas”.

A renúncia ocorre no mesmo dia em que a Polícia Civil realizou uma operação de busca e apreensão contra Mara Casares e Douglas Schwartzmann, aliados do ex-presidente que estão atualmente licenciados. Ambos são suspeitos de envolvimento em um esquema de uso irregular de camarotes no estádio do MorumBis.

Na sexta feira passa o conselho do São Paulo se reuniu e por 188 votos a favor do seu afastamento e apenas 45 contra, o impeachment contra Casares foi confirmado.

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A crise ganhou força a partir de 16 de dezembro de 2025, quando veio a público um esquema ilegal de venda de ingressos para shows realizados em um camarote do Morumbis. Mara Casares, diretora feminina, cultural e de eventos do clube e ex-esposa do presidente, além de Douglas Schwartzmann, diretor adjunto das categorias de base, foram citados no caso e solicitaram afastamento de suas funções. A Polícia Civil instaurou inquérito para apuração dos fatos.

Dias depois, em 22 de dezembro, reportagem do UOL revelou que a Polícia Civil também investiga um suposto esquema de desvio de recursos na venda de jogadores, com origem em 2021, início da atual gestão. A partir dessa denúncia, a oposição decidiu avançar com o pedido de afastamento do mandatário.

No dia 6 de janeiro, as investigações apontaram movimentações financeiras suspeitas atribuídas a Julio Casares, com base em relatórios do Coaf. Segundo a apuração, o presidente teria recebido R$ 1,5 milhão em depósitos em dinheiro entre janeiro de 2023 e maio de 2025. A defesa nega qualquer irregularidade.

Também foram identificados 35 saques em espécie das contas do São Paulo entre 2021 e 2025, que somam R$ 11 milhões. O ex-diretor adjunto de futebol Nelson Marques Ferreira passou a ser investigado após a revelação de que abriu 15 empresas enquanto atuava no clube.

Assim como aconteceu com o ex-presidente Carlos Miguel Aidar, Casares deixa o cargo máximo do clube, mas garante a permanência como conselheiro do Conselho Consultivo e afirma que seguirá atuante na vida política do São Paulo.

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