A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) apresentou nesta segunda-feira um estudo aos dirigentes dos 40 clubes das Séries A e B do Campeonato Brasileiro com o objetivo de avançar na criação de uma liga única no país.
Atualmente dividido entre os blocos Libra e Liga Forte União (LFU), o futebol brasileiro pode passar por uma reorganização estrutural caso a proposta avance.
Durante o encontro, realizado em um hotel na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, a CBF apresentou um cronograma inicial. A previsão é coletar sugestões dos clubes até julho, com a elaboração do estatuto da nova liga até dezembro.
“Hoje foi um dia histórico para o futebol brasileiro. Pela primeira vez, as Séries A e B se reuniram com a CBF para discutir um tema que vai definir o nosso futuro: a criação de uma liga única. Este é um momento que exige responsabilidade, visão e, principalmente, união. A formação de uma liga única tem um objetivo muito claro: valorizar o futebol brasileiro”, ressaltou o presidente da CBF, Samir Xaud.
Comparação com ligas europeias
No estudo, a CBF comparou o cenário do futebol brasileiro com grandes ligas internacionais, como a Premier League (Inglaterra) e a Bundesliga (Alemanha). Segundo a entidade, há um “gap sistêmico” em áreas como calendário, qualidade técnica das partidas e infraestrutura.
A análise aponta que, antes de discutir a divisão de receitas, é necessário ampliar a geração de receitas do futebol nacional.
Problemas estruturais
O diagnóstico apresentado também destaca desafios importantes. Entre eles estão o menor tempo de bola rolando nos jogos, questões relacionadas à segurança nos estádios e a concentração de partidas no período noturno — que atualmente representam mais de 80% dos jogos e podem impactar negativamente o público.
Mudanças em debate
A CBF indicou ainda que temas relevantes serão debatidos no âmbito da possível nova liga, como o uso de gramados sintéticos e a possibilidade de redução no número de clubes rebaixados nas competições nacionais.
A proposta de liga única é vista como um passo estratégico para modernizar o futebol brasileiro e aproximá-lo dos principais mercados do mundo.






