Os homens vivem, em média, 7,1 anos menos do que as mulheres no Brasil e apresentam risco entre 40% e 50% maior de morrer em decorrência de doenças crônicas não transmissíveis, como problemas cardiovasculares e respiratórios. Os dados são do Ministério da Saúde e reforçam um alerta recorrente entre especialistas: a população masculina ainda procura os serviços de saúde com menor frequência e, muitas vezes, chega ao atendimento apenas quando os sintomas já estão em estágio avançado.
A menor adesão a consultas preventivas, exames de rotina e acompanhamento médico é apontada como um dos fatores que ajudam a explicar essa diferença na expectativa de vida. Enquanto parte das doenças crônicas pode ser identificada e controlada precocemente, o diagnóstico tardio aumenta o risco de complicações, internações e mortes evitáveis. Hipertensão, diabetes, doenças cardiovasculares, problemas respiratórios e diferentes tipos de câncer estão entre as condições que exigem atenção contínua.
O comportamento masculino em relação à própria saúde também representa um desafio para as políticas públicas. Aspectos culturais, rotina de trabalho, resistência em procurar atendimento e a tendência de recorrer aos serviços médicos apenas diante de sintomas mais graves contribuem para afastar muitos homens da prevenção. Por isso, o Ministério da Saúde defende a ampliação do cuidado integral à saúde masculina, com estímulo a hábitos saudáveis, vacinação, acompanhamento periódico e realização de exames conforme a idade e os fatores de risco de cada paciente.
Especialistas reforçam que prevenção não deve começar apenas quando surge algum problema. Alimentação equilibrada, atividade física regular, controle do peso, redução do consumo de álcool, abandono do cigarro e acompanhamento da pressão arterial, colesterol e glicemia podem diminuir significativamente o risco de doenças graves. A recomendação é que os homens incorporem os cuidados com a saúde à rotina e procurem atendimento médico antes que sinais aparentemente simples evoluam para condições mais difíceis de tratar.






