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Consumo de cerveja muda em 2026: menos compras e novas preferências no Brasil

Foto -  Arquivo/Agência Brasil
Foto - Arquivo/Agência Brasil

O mercado brasileiro de cerveja apresenta sinais distintos em 2026. Segundo levantamento CREST e WISE SALES, do Instituto Foodservice Brasil (IFB), divulgado pela revista Veja em 05/08/2026, a categoria movimentou aproximadamente R$ 13 bilhões no consumo fora do lar nos 12 meses encerrados em junho, alta de 17% sobre o período anterior. Entretanto, o número de transações caiu 3%, para cerca de 369,2 milhões. O resultado revela menos ocasiões de compra, embora não indique, isoladamente, redução equivalente na quantidade de litros consumidos.

A pressão sobre o orçamento ajuda a explicar a mudança de comportamento. Publicado em junho deste ano, o estudo Full View 2026, da NielsenIQ, identifica endividamento, custo de vida elevado e reorganização dos gastos como fatores que limitam o consumo brasileiro.

Mais de 40% dos entrevistados pretendiam gastar menos com alimentação e entretenimento fora de casa, enquanto 36% dos lares endividados já haviam reduzido despesas com alimentação fora do lar. Os indicadores abrangem o consumo em geral e ajudam a contextualizar o ambiente enfrentado por bares e restaurantes.

Baixa caloria ganha espaço no varejo paulista

Outra mudança aparece nas preferências dos consumidores. Levantamento da HYPR, divulgado pela Folha de S.Paulo no mês passado, apontou crescimento de 30,6% no faturamento das cervejas de baixa caloria no primeiro semestre, enquanto o faturamento das versões sem álcool recuou 5,2% na base pesquisada do varejo alimentar paulista. A análise reuniu 15,8 milhões de itens, registrados em 9 milhões de notas fiscais, com R$ 249,1 milhões em vendas. São variações de faturamento, que não devem ser tratadas como crescimento ou queda em litros.

Apesar dessa diversificação, as cervejas tradicionais continuaram dominando o levantamento da HYPR: responderam por aproximadamente 96,4% do faturamento, enquanto as versões de baixa caloria e sem álcool somaram 3,56%. O recorte mostra que a busca por produtos diferentes ainda convive com a ampla predominância da categoria tradicional.

A preocupação com hábitos mais equilibrados também aparece nas pesquisas de comportamento. Em estudo divulgado em janeiro deste ano, realizado em agosto de 2025 em dez países, incluindo o Brasil, a IWSR informou que 37% dos compradores de cerveja sem álcool citaram uma escolha de vida saudável como motivação. O percentual corresponde ao conjunto internacional pesquisado, e não exclusivamente aos brasileiros ou a entrevistas realizadas em 2026.

Os dados disponíveis até o dia de hoje(9) apontam, portanto, uma transformação nas compras e nas preferências, com resultados diferentes conforme o canal, o produto e a empresa. A redução de transações no consumo fora do lar convive com crescimento nas vendas da Ambev e avanço de cervejas de baixa caloria no varejo paulista. Esses recortes não permitem afirmar que todo o mercado brasileiro de cerveja com álcool esteja em queda em 2026.

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Foto -  Arquivo/Agência Brasil
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O mercado brasileiro de cerveja apresenta sinais distintos em 2026. Segundo levantamento CREST e WISE SALES, do Instituto Foodservice Brasil (IFB), divulgado pela revista Veja em 05/08/2026, a categoria movimentou aproximadamente R$ 13 bilhões no consumo fora do lar nos 12 meses encerrados em junho, alta de 17% sobre o período anterior. Entretanto, o número de transações caiu 3%, para cerca de 369,2 milhões. O resultado revela menos ocasiões de compra, embora não indique, isoladamente, redução equivalente na quantidade de litros consumidos.

A pressão sobre o orçamento ajuda a explicar a mudança de comportamento. Publicado em junho deste ano, o estudo Full View 2026, da NielsenIQ, identifica endividamento, custo de vida elevado e reorganização dos gastos como fatores que limitam o consumo brasileiro.

Mais de 40% dos entrevistados pretendiam gastar menos com alimentação e entretenimento fora de casa, enquanto 36% dos lares endividados já haviam reduzido despesas com alimentação fora do lar. Os indicadores abrangem o consumo em geral e ajudam a contextualizar o ambiente enfrentado por bares e restaurantes.

Baixa caloria ganha espaço no varejo paulista

Outra mudança aparece nas preferências dos consumidores. Levantamento da HYPR, divulgado pela Folha de S.Paulo no mês passado, apontou crescimento de 30,6% no faturamento das cervejas de baixa caloria no primeiro semestre, enquanto o faturamento das versões sem álcool recuou 5,2% na base pesquisada do varejo alimentar paulista. A análise reuniu 15,8 milhões de itens, registrados em 9 milhões de notas fiscais, com R$ 249,1 milhões em vendas. São variações de faturamento, que não devem ser tratadas como crescimento ou queda em litros.

Apesar dessa diversificação, as cervejas tradicionais continuaram dominando o levantamento da HYPR: responderam por aproximadamente 96,4% do faturamento, enquanto as versões de baixa caloria e sem álcool somaram 3,56%. O recorte mostra que a busca por produtos diferentes ainda convive com a ampla predominância da categoria tradicional.

A preocupação com hábitos mais equilibrados também aparece nas pesquisas de comportamento. Em estudo divulgado em janeiro deste ano, realizado em agosto de 2025 em dez países, incluindo o Brasil, a IWSR informou que 37% dos compradores de cerveja sem álcool citaram uma escolha de vida saudável como motivação. O percentual corresponde ao conjunto internacional pesquisado, e não exclusivamente aos brasileiros ou a entrevistas realizadas em 2026.

Os dados disponíveis até o dia de hoje(9) apontam, portanto, uma transformação nas compras e nas preferências, com resultados diferentes conforme o canal, o produto e a empresa. A redução de transações no consumo fora do lar convive com crescimento nas vendas da Ambev e avanço de cervejas de baixa caloria no varejo paulista. Esses recortes não permitem afirmar que todo o mercado brasileiro de cerveja com álcool esteja em queda em 2026.

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