O Botafogo Futebol Clube, de Ribeirão Preto, aparece com uma dívida de aproximadamente R$ 89 milhões em levantamento divulgado pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF), envolvendo os 40 clubes que disputam as Séries A e B do Campeonato Brasileiro. O valor chama a atenção para a situação financeira do Pantera, que busca manter a competitividade dentro de campo enquanto enfrenta os desafios econômicos característicos do futebol nacional. O endividamento representa uma questão importante para o planejamento administrativo e esportivo da equipe tricolor, especialmente diante das exigências financeiras para disputar competições de alto nível.
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De acordo com os dados disponibilizados pela Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade no Futebol (ANRESF), órgão criado pela CBF para acompanhar a saúde financeira dos clubes, o Botafogo-SP ocupa a 29ª posição entre os 40 clubes das Séries A e B e a 11ª colocação entre os 20 participantes da Série B. O levantamento considera os passivos registrados nos balanços encerrados em dezembro de 2025. Apesar dos R$ 89 milhões em dívidas, o clube de Ribeirão Preto aparece entre as oito equipes da segunda divisão que declararam não possuir pagamentos em atraso relacionados a salários, transferências de jogadores e impostos. Ou seja, o clube está entre os pouco times do futebol brasileiro que não atrasa salários de jogadores e comissão técnica.
O cenário nacional revela números ainda mais expressivos. Somadas, as dívidas dos 40 clubes chegam a aproximadamente R$ 25 bilhões, sendo R$ 22,08 bilhões referentes às equipes da Série A e R$ 2,92 bilhões aos participantes da Série B. O Corinthians lidera o ranking geral, com R$ 2,76 bilhões, seguido por Atlético-MG, com R$ 2,66 bilhões, e São Paulo, com R$ 2,45 bilhões. Na Série B, o Sport aparece como o maior devedor, com R$ 422 milhões, enquanto o Náutico ocupa a segunda posição, com R$ 292 milhões
O presidente do Conselho de Administração da Botafogo Futebol S/A, Adalberto Baptista, explicou a Rádio CBN de Ribeirão Preto que mais da metade dos R$ 89 milhões está relacionada a investimentos realizados em estrutura, estádio e aquisição de atletas. Segundo o dirigente, o clube mantém suas obrigações financeiras em dia e não considera o atual endividamento uma ameaça imediata à administração. Mas afirmou também que esta dívida vai aumentar já que o Botafogo adiquiriu em definivo dois jogadores, o zagueiro Villar e o atacante Wesley.






