Obesidade infantil em Ribeirão Preto: 40% das consultas especializadas são perdidas por faltas

No Dia Nacional de Combate à Obesidade Infantil, celebrado nesta quarta-feira (3), a Prefeitura de Ribeirão Preto faz um alerta sobre a importância do acompanhamento médico e multidisciplinar de crianças e adolescentes com sobrepeso e obesidade. Dados da Secretaria Municipal da Saúde mostram que 40% das consultas agendadas no Núcleo de Obesidade Infantil (NOBIN) entre janeiro e maio deste ano não foram realizadas devido à ausência dos pacientes. Das 152 consultas marcadas no período, 62 registraram faltas, comprometendo o tratamento e o monitoramento da saúde infantil.

O cenário acende um sinal de alerta diante dos números da obesidade infantil em Ribeirão Preto. De acordo com o Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (SISVAN), em 2025, 2.301 crianças entre 5 e 9 anos apresentam sobrepeso e outras 2.134 já estão com obesidade. Entre adolescentes de 10 a 19 anos, são 3.681 casos de sobrepeso e 3.276 de obesidade. Segundo o secretário municipal da Saúde, Mauricio Godinho, a ausência às consultas representa uma oportunidade perdida de intervenção precoce. Os pacientes atendidos pelo NOBIN já passaram por acompanhamento na Atenção Primária à Saúde e são encaminhados ao serviço especializado quando o excesso de peso persiste por pelo menos seis meses.

Criado pela Prefeitura de Ribeirão Preto no final de 2025, o Núcleo de Obesidade Infantil reúne uma equipe formada por nutróloga, nutricionista, psicólogo e educador físico para oferecer tratamento especializado e acompanhamento familiar. A médica nutróloga Valéria Moro destaca que a obesidade infantil é uma doença crônica e multifatorial, associada a riscos futuros como diabetes, hipertensão arterial, gordura no fígado, problemas ortopédicos e alguns tipos de câncer. A Secretaria da Saúde reforça que pais e responsáveis devem comparecer às consultas agendadas ou comunicar previamente eventuais impossibilidades, permitindo que as vagas sejam destinadas a outros pacientes que aguardam atendimento.

Primeira caneta de semaglutida produzida no Brasil chega às farmácias no dia 15 com preço a partir de R$ 452

A primeira caneta de semaglutida produzida no Brasil, chamada Ozyvi, estará disponível nas farmácias a partir do dia 15 deste mês. O medicamento terá preço sugerido de R$ 452. Já os consumidores que aderirem ao programa de suporte oferecido pela fabricante, válido por três meses, poderão adquirir o produto por R$ 287.

O lançamento chega ao mercado para disputar espaço com medicamentos já consolidados, como Ozempic e Wegovy. De acordo com a EMS, responsável pela fabricação do Ozyvi, o produto será vendido em embalagens contendo uma ou duas canetas, com dosagens variando entre 0,25 mg e 1 mg.

Nesta fase inicial de comercialização, a empresa informou que colocará mais de 500 mil canetas à disposição dos consumidores. A distribuição começará pelas principais redes de farmácias do país e será ampliada gradualmente para outras regiões do Brasil.

O uso do Ozyvi será restrito a pacientes adultos diagnosticados com diabetes mellitus tipo 2. Diferentemente do Ozempic, que possui o mesmo princípio ativo em versão biológica, o novo medicamento ainda não recebeu autorização para ser indicado no tratamento da obesidade.

Conheça os dois novos tratamentos para câncer na próstata. Tecnologia promete menos impacto na vida sexual

As duas técnicas integram o grupo das chamadas terapias focais, que têm como principal diferencial a destruição localizada do tumor, preservando tecidos saudáveis ao redor da área afetada. A abordagem busca reduzir efeitos colaterais e minimizar impactos na qualidade de vida dos pacientes.

Segundo o conselheiro federal do CFM e urologista José Elêrton Secioso de Aboim, relator da norma, embora a terapia focal não seja considerada o tratamento padrão-ouro para o câncer de próstata, ela pode apresentar resultados eficazes em casos específicos.

“É uma técnica menos invasiva, capaz de controlar ou até curar o câncer, com menos impactos negativos na qualidade de vida, especialmente em relação às funções sexual e urinária”, destacou o especialista.

A proposta do tratamento é preservar estruturas próximas à próstata, reduzindo riscos de complicações como incontinência urinária e disfunção sexual, problemas frequentemente associados a procedimentos mais agressivos.

Quem poderá fazer o tratamento

A nova regulamentação estabelece critérios rigorosos para indicação das terapias focais. O procedimento será recomendado para pacientes com câncer de próstata de risco intermediário favorável, unifocal e unilateral, desde que haja compatibilidade entre exames de imagem e análises anatomopatológicas.

Por outro lado, a resolução proíbe a aplicação das técnicas em pacientes classificados com câncer de risco intermediário desfavorável, alto ou muito alto.

Além disso, os métodos poderão ser usados como tratamento de resgate em homens que já passaram por radioterapia externa ou braquiterapia. Em situações excepcionais, também poderão ser indicados para pacientes com câncer de baixo risco, desde que apresentem lesões extensas ou dificuldade em aderir ao acompanhamento clínico contínuo.

Acompanhamento após o procedimento

O CFM também definiu um protocolo de monitoramento para os pacientes submetidos às novas terapias.

Durante o primeiro ano, a dosagem do PSA deverá ser feita a cada três meses. Nos dois anos seguintes, o controle passa a ser semestral e, após esse período, anual.

A resolução ainda recomenda a realização de biópsia prostática entre seis e 12 meses após o tratamento para confirmar a eficácia imediata, além de ressonância magnética multiparamétrica da próstata uma vez por ano.

Técnicas ainda seguem como experimentais

Apesar da liberação do HIFU e da crioablação, outras terapias focais continuam classificadas como experimentais ou investigacionais no Brasil. Entre elas estão a terapia fotodinâmica, a eletroporação irreversível, a ablação focal a laser e a ablação transuretral da próstata por ultrassom (Tulsa), que seguem condicionadas à aprovação dos Comitês de Ética em Pesquisa (CEP/Conep).

Homens diagnosticados com câncer de próstata passarão a contar com duas novas alternativas terapêuticas no Brasil. O Conselho Federal de Medicina (CFM) autorizou o uso do ultrassom focado de alta intensidade (HIFU) e da crioablação no tratamento da doença, conforme estabelece a Resolução CFM nº 2.457/26, publicada nesta terça-feira (27) no Diário Oficial da União.

As duas técnicas integram o grupo das chamadas terapias focais, que têm como principal diferencial a destruição localizada do tumor, preservando tecidos saudáveis ao redor da área afetada. A abordagem busca reduzir efeitos colaterais e minimizar impactos na qualidade de vida dos pacientes.

Segundo o conselheiro federal do CFM e urologista José Elêrton Secioso de Aboim, relator da norma, embora a terapia focal não seja considerada o tratamento padrão-ouro para o câncer de próstata, ela pode apresentar resultados eficazes em casos específicos.

“É uma técnica menos invasiva, capaz de controlar ou até curar o câncer, com menos impactos negativos na qualidade de vida, especialmente em relação às funções sexual e urinária”, destacou o especialista.

A proposta do tratamento é preservar estruturas próximas à próstata, reduzindo riscos de complicações como incontinência urinária e disfunção sexual, problemas frequentemente associados a procedimentos mais agressivos.

Quem poderá fazer o tratamento

A nova regulamentação estabelece critérios rigorosos para indicação das terapias focais. O procedimento será recomendado para pacientes com câncer de próstata de risco intermediário favorável, unifocal e unilateral, desde que haja compatibilidade entre exames de imagem e análises anatomopatológicas.

Por outro lado, a resolução proíbe a aplicação das técnicas em pacientes classificados com câncer de risco intermediário desfavorável, alto ou muito alto.

Além disso, os métodos poderão ser usados como tratamento de resgate em homens que já passaram por radioterapia externa ou braquiterapia. Em situações excepcionais, também poderão ser indicados para pacientes com câncer de baixo risco, desde que apresentem lesões extensas ou dificuldade em aderir ao acompanhamento clínico contínuo.

Acompanhamento após o procedimento

O CFM também definiu um protocolo de monitoramento para os pacientes submetidos às novas terapias.

Durante o primeiro ano, a dosagem do PSA deverá ser feita a cada três meses. Nos dois anos seguintes, o controle passa a ser semestral e, após esse período, anual.

A resolução ainda recomenda a realização de biópsia prostática entre seis e 12 meses após o tratamento para confirmar a eficácia imediata, além de ressonância magnética multiparamétrica da próstata uma vez por ano.

Técnicas ainda seguem como experimentais

Apesar da liberação do HIFU e da crioablação, outras terapias focais continuam classificadas como experimentais ou investigacionais no Brasil. Entre elas estão a terapia fotodinâmica, a eletroporação irreversível, a ablação focal a laser e a ablação transuretral da próstata por ultrassom (Tulsa), que seguem condicionadas à aprovação dos Comitês de Ética em Pesquisa (CEP/Conep).

Especialistas alertam: anabolizantes podem provocar aumento anormal do coração

A morte do influenciador digital e fisiculturista Gabriel Ganley, de 22 anos, voltou a chamar atenção para os riscos do uso de anabolizantes e seus impactos na saúde cardiovascular. O jovem, que acumulava cerca de 1,7 milhão de seguidores nas redes sociais, foi encontrado morto em seu apartamento, no bairro da Mooca, em São Paulo, no último sábado (23). O atestado de óbito apontou cardiomiopatia hipertrófica como causa da morte.

Conhecido por compartilhar sua rotina intensa de treinos e preparação física, Gabriel já havia falado publicamente sobre o uso de hormônios anabolizantes. Especialistas alertam que o uso excessivo dessas substâncias pode provocar alterações graves no coração, aumentando o risco de insuficiência cardíaca e morte súbita, principalmente entre jovens atletas.

Segundo o cardiologista Herbert Lima Mendes, professor do Instituto de Educação Médica (Idomed), o uso de anabolizantes em altas doses pode levar ao crescimento exagerado do músculo cardíaco. “O coração também é um músculo. A mesma hipertrofia que aumenta braços e pernas pode provocar o aumento anormal do coração”, explicou.

A cardiomiopatia hipertrófica é uma doença caracterizada pelo espessamento do músculo cardíaco, dificultando o bombeamento adequado do sangue. A condição é considerada uma das principais causas de morte súbita entre jovens e atletas. De acordo com especialistas, o aumento excessivo do coração pode evoluir para insuficiência cardíaca ao longo do tempo.

Os esteroides anabolizantes são drogas sintéticas derivadas da testosterona, utilizadas originalmente para reposição hormonal em pacientes com deficiência do hormônio. Porém, o uso sem acompanhamento médico para fins estéticos ou melhora de desempenho esportivo é considerado perigoso e proibido em diversas situações esportivas.

O cardiologista também destacou que muitos usuários acreditam estar imunes aos efeitos colaterais, comportamento conhecido entre atletas como “Síndrome do Super-Homem”. Segundo ele, a busca por resultados rápidos faz com que muitos aumentem doses e combinem diferentes substâncias, elevando ainda mais os riscos à saúde.

A diretora da Sociedade Brasileira de Cardiologia, a médica Marcely Bonatto, ressaltou que a cardiomiopatia hipertrófica possui forte componente genético e pode afetar uma em cada 500 pessoas. Muitas vezes, a doença permanece silenciosa durante anos.

De acordo com a especialista, ainda não é possível afirmar que o uso de anabolizantes tenha sido a única causa da morte de Gabriel Ganley. Ela explica que seria necessário avaliar exames cardíacos anteriores para identificar se o influenciador já apresentava predisposição genética para a doença e se os anabolizantes atuaram como fator agravante.

Anvisa libera novo medicamento semelhante ao Ozempic para diabetes tipo 2; valor pode chegar a 30% mais barato

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou nesta terça-feira (26) o registro do medicamento Ozivy, primeira caneta de semaglutida sintética análoga a um produto biológico autorizada para comercialização no Brasil. O novo medicamento utiliza o mesmo princípio ativo presente no Ozempic, cuja patente expirou em março deste ano.

O pedido de registro foi apresentado pela farmacêutica EMS em 2023 e passou por análise técnica da Anvisa, que avaliou critérios de eficácia, segurança e qualidade antes da aprovação para venda no país.

Segundo a agência reguladora, o Ozivy foi aprovado para o tratamento de adultos com diabetes tipo 2, atuando como complemento à dieta alimentar e à prática de exercícios físicos. O medicamento será comercializado em formato de solução injetável de aplicação semanal, por meio de caneta preenchida.

Sobre valores, o medicamento deve chegar ao mercado custando 30% menos que o Ozempic.

A Anvisa informou ainda que o novo produto possui uma diferença importante em relação ao medicamento de referência: a forma de armazenamento. O Ozivy deverá permanecer refrigerado antes e também após o início do tratamento, enquanto o produto original possui orientações diferentes de conservação após aberto.

Apesar de utilizar o mesmo princípio ativo do Ozempic, o Ozivy não é considerado um medicamento genérico. Isso porque a legislação brasileira não prevê genéricos para produtos biológicos. O composto foi classificado pela Anvisa como um medicamento novo, desenvolvido como análogo sintético de produto biológico.

Após a aprovação do registro sanitário, o próximo passo para a comercialização será a definição do preço máximo pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (Cmed). A data de lançamento no mercado ficará a critério da empresa responsável pelo produto.

Para eventual distribuição pelo Sistema Único de Saúde (SUS), o medicamento ainda precisará passar por avaliação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) e obter aprovação do Ministério da Saúde. Nem todos os medicamentos registrados pela Anvisa chegam a ser incorporados à rede pública.

Mulheres de 45 a 64 anos lideram mercado de cannabis medicinal no país

As mulheres mais velhas e economicamente ativas são hoje as principais consumidoras de cannabis medicinal importada no Brasil. É o que revela um levantamento inédito divulgado pela empresa Blis Data em homenagem ao Mês das Mães. O estudo analisou o perfil de brasileiras com filhos que utilizam medicamentos à base de cannabis sob prescrição médica.

De acordo com a pesquisa, mulheres entre 55 e 64 anos representam a maior parcela das pacientes, somando 28,2% do total. Em seguida aparecem aquelas com idade entre 45 e 54 anos, responsáveis por 27,2% dos casos. Juntas, essas duas faixas etárias concentram mais da metade das consumidoras de cannabis medicinal no país.

O levantamento também mostra que a maior parte das pacientes possui rotina ativa. Cerca de 79,9% das mulheres entrevistadas trabalham, enquanto 75,1% afirmaram praticar atividades físicas regularmente. Regionalmente, o Sudeste lidera o número de pacientes, concentrando 61,6% dos casos, seguido pela região Sul, com 19,7%. As demais regiões brasileiras também aparecem na pesquisa.

A análise foi realizada com base em uma amostragem de 7.092 mulheres com filhos, selecionadas dentro de um banco de dados de aproximadamente 70 mil pacientes em tratamento com cannabis medicinal na América Latina.

Entre os principais motivos para o uso dos medicamentos estão distúrbios do sono, responsáveis por 28,9% dos tratamentos, e dores crônicas, que representam 16,3%. Questões relacionadas à saúde mental também aparecem em destaque, com transtorno de ansiedade correspondendo a 14,9% dos casos e depressão a 9,2%.

Outras condições relatadas pelas pacientes incluem fibromialgia, estresse pós-traumático e Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH). Segundo o estudo, sete em cada dez mães utilizam a cannabis medicinal em conjunto com medicamentos convencionais. Além disso, metade das entrevistadas afirmou nunca ter feito uso da substância antes de iniciar o tratamento médico prescrito.

Maio Vermelho: Prefeitura intensifica exames para diagnóstico precoce do câncer bucal

A Prefeitura de Ribeirão Preto, por meio da Secretaria Municipal da Saúde, realiza entre os dias 25 e 29 de maio uma ação especial da campanha Maio Vermelho, voltada à prevenção e ao diagnóstico precoce do câncer bucal. Durante a semana, as unidades de saúde com atendimento odontológico irão intensificar a realização de exames para identificar possíveis sinais da doença.

Para participar, não é necessário agendamento prévio. O morador deve procurar uma unidade de saúde que ofereça atendimento odontológico. A avaliação é rápida, simples e indolor, feita por meio da observação e palpação das estruturas da boca e do pescoço, com o objetivo de detectar alterações suspeitas.

Entre os principais sinais de alerta estão feridas na boca que não cicatrizam por mais de 15 dias, manchas, nódulos no pescoço, rouquidão persistente e dificuldade para mastigar, engolir ou falar. Caso o profissional identifique alguma alteração, o paciente será encaminhado para exames complementares e, se necessário, confirmação diagnóstica por meio de biópsia.

Segundo a gerente de Odontologia, Vanessa Borin, a identificação precoce da doença é decisiva para aumentar as chances de cura e reduzir complicações no tratamento. “A detecção precoce do câncer bucal é essencial, pois aumenta significativamente as chances de cura e reduz as complicações do tratamento. O exame é rápido, simples e indolor”, destaca.

Além dos exames, as unidades de saúde também irão promover orientações sobre os fatores de risco associados ao câncer bucal. O tabagismo e o consumo excessivo de álcool, principalmente quando combinados, estão relacionados a cerca de 90% dos casos. Outros fatores de risco incluem exposição solar sem proteção, infecção por HPV e uso de cigarros eletrônicos.

O câncer bucal está entre as neoplasias mais comuns no Brasil, com maior incidência entre homens. Embora possa ser diagnosticado ainda em fase inicial, muitos casos acabam sendo descobertos tardiamente, o que torna o tratamento mais complexo e reduz as chances de recuperação.

De acordo com a Secretaria Municipal da Saúde, em 2025 foram realizados cerca de 6 mil exames. Para este ano, a meta é alcançar pelo menos 7.100 avaliações, ampliando o acesso à prevenção e ao diagnóstico precoce, especialmente entre os grupos considerados mais vulneráveis.

Anvisa proíbe suplementos e anti-hipertensivo da marca Now Foods. Veja quais são os produtos

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou nesta segunda-feira (25) a apreensão de 23 medicamentos e suplementos alimentares da marca Now Foods que estavam sendo comercializados no Brasil de forma irregular. Além da apreensão dos produtos, a agência proibiu a importação, fabricação, distribuição, comercialização, divulgação e utilização dos itens em todo o território nacional.

Segundo a Anvisa, os produtos eram comercializados pela empresa Uptown Comércio e Serviços Ltda., principalmente por meio da internet, sem possuírem o registro, a notificação ou o cadastro sanitário exigidos pela legislação brasileira. A ausência dessa regularização impede a comprovação oficial sobre requisitos relacionados à segurança, qualidade, eficácia e controle dos produtos oferecidos aos consumidores.

A decisão foi publicada por meio da Resolução (RE) nº 2.110/2026 no Diário Oficial da União. Conforme a agência reguladora, qualquer produto classificado como medicamento ou suplemento sujeito ao controle sanitário precisa cumprir normas específicas antes de ser disponibilizado no mercado brasileiro. A fiscalização busca impedir a venda de itens que possam representar riscos à saúde da população, especialmente quando comercializados sem avaliação técnica adequada.

A Anvisa reforçou ainda o alerta para que consumidores tenham atenção ao adquirir medicamentos e suplementos pela internet, verificando a procedência do produto e sua situação junto aos órgãos reguladores. A compra de itens sem autorização sanitária pode expor usuários a riscos como composição desconhecida, informações incorretas sobre benefícios, dosagens inadequadas e possíveis efeitos adversos.

Confira a lista dos produtos da Now Foods proibidos: 

Casca de Canela 
Hawthorn Extract 
Beta-Sitosterol Plant 
Mood Support 
Multivitamínico Mulheres 
Saw Palmetto 
Ácido Gaba  
Suplemento Alpha GPC 
Dopa Mucuna  
Berberina Support Glicose 
Pycnogenol  
Brain Elevate 
Testo Jack 
Flor de Maracujá 
Extrato de Epimedium 
Silica Complex 
Prostate Health 
Alho Concentrado 
Aloe Vera 100mg 
DGL 400mg Now Food com Aloe Vera 
Cholesterol Pro 

Raiz de Valeriana 500mg 

Você tem muita dor de cabeça ? Médicos fazem alerta se isto for recorrente

Você tem muita dor de cabeça, também conhecidas como cefaleia ? Especialistas fazem um alerta para um problema que afeta milhões de pessoas e pode ir muito além de uma simples dor de cabeça. Considerada uma das condições neurológicas mais incapacitantes do mundo, a cefaleia pode comprometer diretamente a qualidade de vida, produtividade, estudos e atividades diárias. Médicos recomendam atenção especial para quem apresenta três ou mais episódios de dor por mês durante pelo menos três meses consecutivos, indicando a necessidade de avaliação especializada.

Embora muitas vezes esteja relacionada a fatores comuns, como estresse, desidratação, noites mal dormidas ou má alimentação, a dor de cabeça também pode estar associada a doenças mais sérias, incluindo enxaqueca crônica, sinusite e até alterações neurológicas importantes. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que os transtornos relacionados à cefaleia estão entre as condições neurológicas mais frequentes do planeta, atingindo cerca de 40% da população mundial, o equivalente a aproximadamente 3,1 bilhões de pessoas.

Entre os tipos mais incapacitantes está a enxaqueca, considerada atualmente a segunda principal causa de incapacidade no mundo. No Brasil, mais de 30 milhões de pessoas convivem com o problema, sendo as mulheres as mais afetadas devido a fatores hormonais. Segundo especialistas, a enxaqueca crônica pode ser caracterizada por crises em 15 dias ou mais por mês, frequentemente acompanhadas por náuseas, sensibilidade à luz, sons intensos e outros sintomas que impactam a rotina do paciente.

Médicos reforçam que alguns sinais não devem ser ignorados, como dores muito intensas e repentinas, mudança no padrão habitual, alterações visuais, dificuldade na fala, perda de força, confusão mental ou episódios de desequilíbrio. Além disso, especialistas alertam para os riscos da automedicação, prática comum entre pessoas que sofrem com dores frequentes. O uso excessivo de analgésicos pode agravar a intensidade e aumentar a frequência das crises. A recomendação é buscar diagnóstico precoce e tratamento individualizado, que pode envolver acompanhamento multidisciplinar com neurologistas, nutricionistas, psicólogos, fisioterapeutas e outros profissionais.

Semana dos Profissionais da Saúde destaca atuação coletiva na Unimed Ribeirão Preto

A Unimed Ribeirão Preto realizou, entre os dias 12 e 20 de maio, a 2ª edição da Semana dos Profissionais da Saúde, ação interna que mobilizou colaboradores de todas as unidades da cooperativa. A iniciativa reuniu atividades presenciais e digitais voltadas ao reconhecimento de profissionais das áreas assistencial, administrativa e equipes de apoio. Ao longo do período, foram promovidas ações interativas, distribuição de pipoca e algodão doce, além de registros fotográficos, incentivando momentos de integração entre as equipes.

Desde o ano passado, a proposta amplia o conceito tradicional da Semana da Enfermagem, celebrada nacionalmente entre os dias 12 e 20 de maio, passando a contemplar profissionais de diferentes áreas que participam da jornada de cuidado dentro da cooperativa, incluindo equipes assistenciais, administrativas, operacionais e de apoio.

Segundo a gerente de Pessoas da Unimed Ribeirão Preto, Cecília Neves, o novo formato buscou reconhecer a participação coletiva na operação da cooperativa. “Esta celebração estendida teve como objetivo homenagear nossa força motriz, não apenas os profissionais assistenciais, mas todos que, juntos, compõem a Unimed e contribuem para seus resultados. Nosso propósito foi fazer com que cada um se sentisse especial e reconhecido como um profissional fundamental para a cooperativa”.

Além das ações presenciais, a campanha também utilizou as plataformas internas de comunicação e gestão para estimular a participação dos colaboradores. Os profissionais puderam compartilhar fotos utilizando placas comemorativas itinerantes e participar de um jogo de caça-palavras, concorrendo a brindes diversos.


Cuidado multidisciplinar

Para Cecília, a ampliação da homenagem acompanha a transformação do próprio sistema de saúde. “Hoje, o cuidado é necessariamente multidisciplinar, envolvendo profissionais assistenciais e não assistenciais ao longo de toda a jornada do paciente. Por isso, faz sentido ampliar essa celebração para reconhecer todos que participam dessa construção diariamente”, destaca.

Atualmente, a Unimed Ribeirão Preto atende 15 municípios, com mais de mil médicos cooperados, cerca de 2.500 colaboradores diretos e mais de 700 prestadores indiretos. Apenas em 2025, foram realizadas aproximadamente 2 milhões de consultas, 5,2 milhões de exames, mais de 34 mil internações e 2.500 partos. Hoje, são cerca de 173 mil pessoas cuidadas diariamente, com mais de 4 mil atendimentos por dia.


A iniciativa evidencia que o cuidado em saúde é resultado da atuação conjunta de diferentes profissionais, que contribuem diariamente para o atendimento e a experiência dos clientes da cooperativa.

Sobre a Unimed Ribeirão Preto

Referência em saúde para Ribeirão Preto e região, a Unimed Ribeirão Preto oferece aos seus clientes serviços de qualidade de vida, com ética e uma visão humanizada. Fundada em 1971, a cooperativa  possui serviços próprios para atendimento e também em intercâmbio com as outras Unimeds: Hospital Unimed, Hospital São Paulo, Unimed 24 Horas, Laboratório, Centro de Diagnóstico por Imagem, Farmácia, Núcleo de Atenção à Saúde (NAS), Espaço Viver Bem, Departamento de Saúde Ocupacional (DSO) e Centro de Reabilitação Adulto e Infantil, além de ampla estrutura de hospitais credenciados, pronto atendimentos, unidades laboratoriais,  ambulâncias e o Centro de Atenção à Saúde (CAS), em Sertãozinho e Santa Rosa de Viterbo, garantindo qualidade na assistência médica, hospitalar e de diagnósticos.