Brasil e china discutem cooperação estratégica em medicamentos e vacinas

A Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde (SCTIE) do Ministério da Saúde recebeu, na última quinta-feira (22), em Brasília, uma comitiva da Sinopharm, maior conglomerado farmacêutico estatal da China. A reunião teve como foco a identificação de oportunidades estratégicas de cooperação bilateral para impulsionar a produção de medicamentos, vacinas e produtos hemoderivados no Brasil.

Segundo a secretária da SCTIE, Fernanda De Negri, a China é um parceiro estratégico do Brasil no desenvolvimento de tecnologias para a saúde. “Queremos fomentar o desenvolvimento tecnológico de novos medicamentos para garantir a soberania científica e tecnológica, que é um objetivo comum aos dois países”, afirmou. A delegação chinesa foi liderada por Huichuang Yang, CEO da China National Biotec Group (CNBG), subsidiária da Sinopharm, e contou com representantes do Beijing Institute of Biological Products (BIBP) e da East Biotech.

Durante o encontro, o secretário adjunto da SCTIE, Eduardo Jorge Valadares Oliveira, apresentou os programas de Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDP) e de Desenvolvimento e Inovação Local (PDIL), principais instrumentos do ministério para fomentar a colaboração com o setor privado e instituições de pesquisa. Na última chamada pública, foram recebidos 322 projetos, sendo 147 propostas de PDPs e 175 de PDIL. “O desafio é conjugar inovação, complexidade tecnológica, valor agregado e redução de preços para o SUS”, destacou Oliveira.

Fonte China Hoje

Anvisa proíbe venda e apreende suplementos alimentares da marca Livs, empresa com sede em Olímpia-SP

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, na última sexta-feira (30), a proibição e apreensão de todos os produtos da empresa Livs Brasil Ltda. Com a decisão, os itens ficam impedidos de serem comercializados, distribuídos, fabricados, divulgados e consumidos em todo o país.

A empresa tem sede nos Estados Unidos e mantém uma filial no Brasil sob o nome Livs Brasil Ltda na cidade de Olímpia-SP. No mercado, se apresenta aos consumidores como Livs Gummies, comercializando gomas vitamínicas saborizadas.

Segundo a Vigilância Sanitária Municipal de Olímpia (SP), a Livs Brasil não possui licença sanitária válida. Além disso, os suplementos produzidos pela empresa não atendem às exigências das Boas Práticas de Fabricação.

Ribeirão declara guerra contra a dengue e ergue tendas para atendimento em UPAS. Dez casos estão confirmados

A Prefeitura de Ribeirão Preto, por meio da Secretaria Municipal da Saúde, ampliou em 2026 o plano de enfrentamento à dengue com o fortalecimento do fluxo exclusivo de atendimento nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs). O modelo em “Y”, implantado em 2025 para organizar o cuidado de pacientes com suspeita ou confirmação da doença, passou por expansão estrutural em diferentes regiões da cidade, com a instalação de tendas exclusivas nas UPAs Leste e Norte, um contêiner na UPA Oeste e a readequação do espaço interno da UPA Sul.

Com a nova estrutura, os pacientes são submetidos a uma triagem específica e encaminhados diretamente para salas exclusivas de classificação de risco, permitindo a organização dos casos em quatro grupos conforme a gravidade clínica. Casos leves recebem orientações e acompanhamento ambulatorial; quadros moderados passam por exames e hidratação; pacientes com sinais de alerta permanecem em observação; e casos graves são encaminhados imediatamente à emergência, com estabilização clínica e regulação para leitos de maior complexidade. O protocolo é padronizado em toda a rede municipal, com fluxos distintos para atendimento adulto e pediátrico.

A estratégia tem como objetivo reduzir o tempo de espera, aumentar a segurança assistencial e fortalecer a integração entre UPAs, Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e a regulação hospitalar. De 1º de janeiro até o momento, foram confirmados 10 casos de dengue no município, número significativamente inferior ao registrado no mesmo período de 2025, quando houve 3.695 casos e quatro óbitos. O cenário reflete as ações contínuas de prevenção e controle da Vigilância em Saúde, como bloqueio de criadouros, nebulização, visitas domiciliares, fiscalização de pontos estratégicos, arrastões e monitoramento do mosquito Aedes aegypti.

Prefeitura de Ribeirão adota medida emergencial após decisão judicial suspender encaminhamentos à Beneficência Portuguesa

O prefeito Ricardo Silva anunciou, em coletiva de imprensa realizada na manhã desta quinta-feira (29), a implantação da URA (Unidade de Retorno Assistencial), novo modelo de cuidado que passa a integrar a rede municipal de saúde. A iniciativa cria uma etapa intermediária entre a alta das UPAs (Unidades de Pronto Atendimento) e a internação hospitalar, com foco na ampliação da segurança do paciente e na organização do fluxo assistencial.

A criação da URA integra o conjunto de ações do gabinete de crise instituído pela administração municipal após decisão judicial que suspendeu o encaminhamento de pacientes para a urgência e emergência do Hospital Beneficência Portuguesa. A unidade funcionará no Núcleo de Gestão Ambulatorial (NGA), localizado no bairro Campos Elíseos, e tem como objetivo reduzir internações hospitalares evitáveis e aumentar a eficiência da rede de urgência e emergência.

O novo serviço atenderá pacientes já avaliados e estabilizados nas UPAs que ainda necessitam de monitoramento clínico, exames seriados ou reavaliação médica antes da alta definitiva. O atendimento será feito com retorno programado e linha de cuidado definida, garantindo continuidade e segurança no acompanhamento. “Na URA, o paciente permanece sob vigilância clínica, com protocolos bem estabelecidos e acompanhamento adequado”, destacou o secretário municipal da Saúde, Mauricio Godinho.

A URA é voltada a pacientes que não demandam internação hospitalar, como casos de dor torácica de baixo ou médio risco, crises asmáticas leves a moderadas, infecções sem sinais de sepse, descompensações glicêmicas leves, dor abdominal inespecífica e insuficiência cardíaca passível de acompanhamento ambulatorial. Inicialmente, a unidade funcionará 12 horas por dia, sete dias por semana, contando com equipes médicas, de enfermagem e apoio multiprofissional dimensionadas conforme o perfil clínico dos atendidos.

Agência Nacional de Saúde incorpora novo medicamento para tratar câncer raro

Em sua primeira reunião colegiada do ano, a diretoria da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) aprovou nessa segunda-feira, 26/1, a inclusão ao Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde do Momelotinibe, para o tratamento de mielofibrose, um tipo raro de câncer, em que a medula vai sendo substituída por um tecido fibroso, o que atrapalha a produção normal do sangue.

O medicamento foi incorporado para os casos de risco intermediário e alto, incluindo mielofibrose primária, mielofibrose pós-policitemia vera ou mielofibrose pós-trombocitemia essencial em adultos com anemia.

O medicamento passará a integrar o grupo “Terapia Antineoplásica Oral para Tratamento do Câncer” do rol, sendo obrigatoriamente coberto pelas operadoras de planos de saúde a partir de 2/3/2026.

Sobre o rol
O Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde conta com tecnologias disponíveis aos beneficiários entre terapias, exames, procedimentos e cirurgias, atendendo às doenças listadas na Classificação internacional de Doenças (CID), da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Anvisa amplia o uso da cannabis medicinal no Brasil

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou nesta quarta-feira (28) uma resolução que amplia o uso de terapias à base de cannabis. Com a norma, fica autorizada a venda do canabidiol em farmácias de manipulação e a produção da planta no país – por empresas – voltada para a fabricação de medicamentos e outros produtos aprovados.

A partir desta nova resolução do órgão fica permitida a comercialização de medicamentos usados via bucal, sublingual e dermatológica.

Outra possibilidade que se abre é a importação da planta ou do extrato dela para a fabricação de medicamentos.

Também ficou decidido na reunião da Anvisa um limite de até 0,3% de THC (Tetrahidrocanabinol), composto da planta, tanto para materiais importados como para adquiridos. O THC é usado para tratamento de pessoas que vivem com diversas doenças debilitantes e crônicas.

As mudanças nas regras do uso da cannabis no país atendem a pedido do Superior Tribuna Federal (STF) que, no fim do ano passado, determinou que a Anvisa regulamentasse o uso da planta desde que com fins medicinais.

Otimismo

A tomada de mais um passo na regulamentação da cannabis sativa como medicamento e objeto de pesquisa, em processo conduzido hoje, em Brasília, pela Anvisa, divide opiniões de especialistas. Embora haja otimismo de parcela significativa das entidades que levantam a bandeira, outras têm ressalvas e críticas pontuais.

Emilio Figueiredo, que participou da criação da primeira associação do país pensada para garantir o acesso de pacientes a medicamentos canábicos, celebra o avanço no debate e na concepção do ato normativo. “Foi muito interessante e surpreendente abrirem para a escuta”, afirmou o advogado, observando ser uma iniciativa inédita.

Cofundador da Rede Jurídica pela Reforma da Política de Drogas, Figueiredo aponta como maior tendência, a partir de agora, mais lucidez e assertividade sobre as soluções de ampliação do acesso. Ele comenta, ainda, o poder de atração da cannabis em diversos círculos, independentemente da posição política-ideológica, de modo que “a gente não tem nenhum modelo em que as pessoas se reúnem da mesma forma”.

Um dos representantes de associações que tomaram a palavra durante a reunião desta manhã, Jair Pereira Barbosa Júnior, da Federação das Associações de Cannabis Terapêutica (Fact), de Alto Paraíso (GO), salientou a capacidade de auto-organização do movimento associativo e a insegurança jurídica que a regulamentação poderia atenuar.

Aderência à cannabis no Brasil

Apesar dos obstáculos para obtenção dos remédios à base de cannabis, o Brasil da atualidade já soma 873 mil pessoas em tratamento, como documenta a última versão do anuário da Kaya Mind, de 2025. O número é recorde e aparece após uma curva ascendente, ano após ano.

No total, há 315 associações provedoras de cannabis medicinal, das quais 47 conquistaram avanços judiciais para cultivo. Ao todo, foram identificadas pela Kaya Mind 27 hectares de plantio mantido por essas organizações.

O faturamento anual também é uma demonstração da maior aceitação desse tipo de substância. Em 2025, houve uma alta de 8,4% na comparação com 2024, chegando a R$ 971 milhões. Por seu potencial de mercado, o Brasil sedia a ExpoCannabis (https://expocannabisbrasil.com/), que, ano passado, realizou sua terceira edição.

A proporção é de cerca de 2,7 médicos que prescrevem medicamentos canábicos para cada 10 mil pacientes, com uma média que fica entre 5,9 mil e 15.100 profissionais da saúde receitando mensalmente. Se, entre médicos, tem havido popularização, dentistas têm tido mais resistência. Apenas 0,2% deles os indicam aos pacientes que atendem.
Desde 2015, ao menos R$ 377,7 milhões foram gastos com fornecimento público de produtos à base de cannabis e somente cinco estados ainda não têm leis de fornecimento público de cannabis medicinal. Além disso, oito em cada dez (85%) dos municípios brasileiros já tiveram ao menos um paciente tratado com cannabis desde 2019. O relatório ressalta o encaminhamento, por 68 empresas, de 210 pedidos de Autorização Sanitária pela Resolução de Diretoria Colegiada (RDC) 327/19 desde 2020, com aprovação de 24 foram delas.

Doenças afastaram 4,1 milhões de trabalhadores de suas funções em 2025. Fores nas costas foi campeã dos afastamentos

Mais de 4,12 milhões de trabalhadores brasileiros precisaram se afastar temporariamente de suas atividades profissionais em 2025 por motivos de saúde. Os dados são do Ministério da Previdência Social e indicam que este é o maior número de concessões de benefícios por incapacidade temporária desde 2021, representando um crescimento de 15% em relação a 2024, quando foram registrados pouco mais de 3,58 milhões de afastamentos.

Pelo terceiro ano consecutivo, as dores nas costas lideraram o ranking das doenças e transtornos que mais motivaram a concessão de benefícios assistenciais no país. Apenas os afastamentos relacionados à dorsalgia (CID M54) somaram 237.113 casos em 2025. No ano anterior, a condição já ocupava a primeira posição, com 205.142 registros.

Na segunda colocação aparecem as lesões ou desgastes dos discos intervertebrais (CID M51) — como as hérnias de disco —, que totalizaram 208.727 afastamentos no ano passado. Em seguida, figuram as fraturas da perna e do tornozelo (CID S82), responsáveis por 179.743 concessões. Em ambos os casos, os números superaram os de 2024, quando foram registrados 172.452 e 147.665 benefícios, respectivamente.

Os transtornos mentais e comportamentais também tiveram destaque no levantamento. Em 2025, os transtornos ansiosos (CID F41) ocuparam a quarta posição, com 166.489 benefícios concedidos, enquanto os episódios depressivos ficaram em sexto lugar, com 126.608 registros. Assim como nos anos anteriores, os afastamentos por essas causas seguem em trajetória de alta: em 2024, foram 141.414 casos de ansiedade e 113.604 de depressão.

Ranking das doenças que mais afastaram trabalhadores em 2025

  1. Dores nas costas – 237.113 casos
  2. Lesões ou desgastes dos discos intervertebrais – 208.727 casos
  3. Fraturas da perna ou tornozelo – 179.743 casos
  4. Transtornos ansiosos – 166.489 casos
  5. Lesões de ombro – 135.093 casos
  6. Episódios depressivos – 126.608 casos

Diferenças por gênero

A análise por gênero revela diferenças na incidência das principais causas de afastamento. Em 2025, a maior parte das mulheres precisou se afastar do trabalho por dores na coluna, totalizando 121.586 casos. Entre os homens, o principal motivo foram as fraturas de perna e/ou tornozelo, que afastaram 116.235 trabalhadores.

Entre as mulheres, os transtornos ansiosos aparecem em segundo lugar, com 118.517 afastamentos, seguidos pelas lesões ou desgastes dos discos intervertebrais (98.305). Já no grupo masculino, a dorsalgia ocupa a segunda posição (115.527 casos), enquanto as lesões nos discos intervertebrais ficam em terceiro (110.422 registros).

Do total de 4.126.112 benefícios concedidos pelo INSS em 2025, mais de 2,10 milhões foram destinados a mulheres seguradas, enquanto pouco mais de 2,02 milhões beneficiaram homens.

Como funciona o benefício

O Auxílio por Incapacidade Temporária, anteriormente chamado de auxílio-doença, é um benefício federal concedido ao segurado do INSS que comprove, por meio de perícia médica, estar temporariamente incapacitado de exercer sua atividade habitual por período superior a 15 dias consecutivos, em decorrência de doença ou acidente.

A concessão do benefício pode ser precedida por perícia presencial ou por análise documental. A avaliação médica pode resultar tanto no reconhecimento de incapacidade temporária, com a concessão do auxílio, quanto de incapacidade permanente, situação que pode levar à Aposentadoria por Incapacidade Permanente, antiga aposentadoria por invalidez.

Alerta: Em uma década, casos de câncer de pele no Brasil saltam de 4 mil para 72 mil

O número de diagnósticos de câncer de pele no Brasil cresceu de forma expressiva na última década, passando de 4.237 casos em 2014 para 72.728 em 2024, segundo dados da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). A incidência da doença apresenta forte desigualdade regional, com maiores taxas concentradas nos estados do Sul e do Sudeste, regiões que historicamente lideram os registros da enfermidade no país.

Em 2024, a projeção nacional foi de 34,27 casos por 100 mil habitantes, índice ligeiramente inferior ao pico observado em 2023. Espírito Santo (139,37) e Santa Catarina (95,65) lideraram o ranking nacional, seguidos por Rondônia (85,11), que se destacou fora do eixo tradicional. Para a SBD, os números refletem fatores como maior exposição solar, envelhecimento da população e predominância de pessoas de pele clara nessas regiões.

Apesar de apresentarem taxas mais baixas, as regiões Norte e Nordeste registraram aumento de casos em alguns estados, como Ceará e Rondônia. A entidade avalia que, em unidades federativas historicamente marcadas por baixa notificação, o crescimento pode estar relacionado à melhoria da vigilância epidemiológica, embora a subnotificação ainda persista, especialmente em áreas rurais e de difícil acesso.

A SBD também aponta que o avanço nos diagnósticos está associado à ampliação da exigência de registros padronizados em exames laboratoriais desde 2018, além do maior acesso à avaliação dermatológica na rede privada. Segundo a entidade, usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) enfrentam mais dificuldades para consultar especialistas, o que reforça a necessidade de ampliar o diagnóstico precoce, fundamental para aumentar as chances de cura e reduzir a complexidade dos tratamentos.

Ribeirão Preto realiza Dia D de Multivacinação neste sábado, 31

A Prefeitura de Ribeirão Preto realiza neste sábado, dia 31, o Dia D de Multivacinação, por meio da Secretaria Municipal da Saúde. A mobilização acontece em todas as 39 salas de vacina do município, das 8h às 16h30, com o objetivo de atualizar a caderneta de vacinação de crianças e adolescentes. Para o atendimento, é necessário apresentar documento de identificação e, se possível, a carteira de vacinação.

Um dos principais focos da ação são os adolescentes de 15 a 19 anos que não receberam a vacina contra o HPV na faixa etária recomendada, entre 9 e 14 anos. Atualmente, a cobertura vacinal contra o HPV é de 84,9% entre as meninas e 73,2% entre os meninos. O vírus está associado a infecções que podem evoluir para diversos tipos de câncer. Também devem ser vacinadas crianças e adolescentes de 10 a 14 anos que ainda não iniciaram ou não completaram o esquema vacinal contra a dengue, que prevê duas doses. A cobertura da primeira dose é de 84,5%, enquanto a da segunda é de 35,4%.

Segundo a subsecretária de Vigilância em Saúde, Luzia Márcia Romanholi Passos, o Dia D é uma estratégia importante para alcançar famílias que não conseguem comparecer às unidades durante a semana. O secretário municipal da Saúde, Maurício Godinho, reforça que a vacinação é uma das formas mais eficazes de prevenção de doenças e complicações graves. Os endereços das salas de vacina estão disponíveis para consulta no link oficial da Prefeitura.

Anvisa determina recolhimento e apreensão de suplemento alimentar irregular. Saiba qual

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) suspendeu três suplementos da marca Cycles Nutrition por conterem substâncias que não passaram por testes de segurança. A decisão foi publicada nesta terça-feira (20) no Diário Oficial da União e inclui a determinação de recolhimento dos produtos.

A medida atinge os suplementos Recover Cycles Nutrition, Shot Ritual Cycles Nutrition e Relax Ritual Cycles Nutrition, fabricados pela Sylvestre Indústria e Comércio de Insumos Alimentícios. Segundo a Anvisa, os itens não podem ser fabricados, comercializados, distribuídos, importados, divulgados nem consumidos.

De acordo com o órgão regulador, os produtos contêm ingredientes cuja segurança não foi comprovada para uso em suplementos alimentares, o que pode representar graves riscos à saúde dos consumidores.

Em nota divulgada nas redes sociais, a Cycles Nutrition afirmou que utiliza, sempre que possível, ingredientes compostos principalmente por frutas e vegetais, submetidos a rigorosos processos de escolha, qualidade e certificação. A empresa declarou ainda que os extratos citados são amplamente utilizados no Brasil e no exterior e que está prestando todos os esclarecimentos técnicos necessários, mantendo clientes e parceiros informados com transparência.