Anvisa libera venda de medicamentos por plataformas como iFood e Rapp

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) revogou nesta segunda-feira (10) uma série de resoluções e medidas preventivas que proibiam a comercialização e a publicidade de medicamentos em plataformas digitais como iFood, Rappi, Mercado Livre, Submarino e Americanas. A decisão altera medidas que restringiam a oferta de produtos farmacêuticos nesses canais de comércio eletrônico.

A medida ocorre poucos dias depois de a Anvisa também ter revogado, na quinta-feira (6), a proibição relacionada à Shopee. Apesar das revogações, a agência ressaltou que as plataformas continuam obrigadas a cumprir todas as normas sanitárias vigentes. Segundo a Anvisa, a decisão também não representa uma autorização automática para a venda de medicamentos por essas empresas.

A agência explicou ainda que a aplicação da Lei 15.357/2026, que permite que farmácias e drogarias devidamente licenciadas contratem canais digitais e plataformas de comércio eletrônico para realizar a logística e a entrega de medicamentos aos consumidores, ainda depende de regulamentação específica da Anvisa. Até que essas regras sejam estabelecidas, as empresas deverão observar integralmente a legislação sanitária aplicável ao comércio e à distribuição de medicamentos.

Anvisa apreende produtos de saúde do Mercado Livre que não tinham autorização da vigilância sanitária

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) realizou nesta quarta-feira (18) uma ação de fiscalização no centro logístico do Mercado Livre, localizado em Cajamar (SP). O objetivo foi identificar produtos sem regularização sanitária ou que, mesmo com restrições, continuavam sendo comercializados na plataforma de comércio eletrônico.

A operação teve como foco dispositivos médicos, cosméticos e alimentos disponíveis no estoque do centro de distribuição. Durante a vistoria, fiscais identificaram e determinaram a retirada de produtos irregulares, além de constatarem anúncios em desacordo com as normas sanitárias, que também foram removidos do site.

Entre as irregularidades encontradas estavam itens sem registro na Anvisa, rotulagem em idioma estrangeiro, ausência de certificação do Inmetro, composição irregular e alegações terapêuticas não autorizadas. Segundo a Agência, a fiscalização em marketplaces é fundamental para garantir a segurança dos consumidores diante do crescimento do comércio digital, especialmente em produtos com entrega imediata armazenados nos centros logísticos das plataformas.

Produtos identificados com irregularidades:

Medidor de pressão: 1.677 unidades
Termômetro: 17
Tinta de tatuagem: 6
Oxímetro: 3
Lubrificante íntimo: 511
Pomada modeladora: 14
Suplemento alimentar: 19
Probiótico e enzimas digestivas: 270

Foi lavrado termo de apreensão e termo de guarda na condição de fiel depositário. As mercadorias não poderão ser movimentadas pelo Mercado Livre