Filho de Carlo Ancelotti, técnico da Seleção Brasileira é demitido do Botafogo

O Botafogo anunciou no início da noite desta quarta-feira (17) que o italiano Davide Ancelotti deixou o comando de sua equipe de futebol principal. Segundo nota do Alvinegro, “a decisão foi tomada após reuniões nesta quarta-feira”.

Junto com o filho do técnico da seleção brasileira, Carlo Ancelotti, deixam o Botafogo o preparador físico Luca Guerra e os auxiliares Luis Tevenet e Andrew Mangan. “O clube agradece o profissionalismo e comprometimento de Ancelotti durante o período em que liderou a equipe e fez parte da família alvinegra. O Botafogo deseja sucesso em desafios futuros. A nova comissão técnica será anunciada em breve”, diz a nota do time de General Severiano.

CBF negocia renovação com Ancelotti até 2030 antes da Copa

CBF abriu negociações para renovar o contrato de Carlo Ancelotti até 2030 e quer acertar tudo antes da Copa do Mundo de 2026. Os dois lados já haviam sinalizado interesse na permanência e, nas últimas semanas, o papo virou oficial dentro da entidade.

Após oito jogos no comando da Seleção Brasileira, o italiano de 66 anos agradou e trouxe de volta a confiança do torcedor. O clima nos bastidores é de otimismo, mesmo com as conversas ficando paradas durante as festas de fim de ano e sendo retomadas em janeiro.

Ancelotti recebe atualmente o maior salário entre os técnicos de seleções, cerca de 10 milhões de euros por ano, com bônus de 5 milhões de euros se conquistar o hexa em 2026. A CBF quer garantir sua permanência como sinal de confiança, independente do que acontecer no Mundial dos Estados Unidos, Canadá e México.

O treinador, satisfeito com a liberdade para dividir o tempo entre o Canadá e o Rio de Janeiro, não esconde o desejo de seguir à frente do Brasil. O bom relacionamento com diretoria e o ambiente favorável pesam a favor de um novo acordo.

Desde maio, Ancelotti já comandou a Seleção Brasileira em oito partidas, com quatro vitórias, dois empates e duas derrotas, somando 14 gols marcados e cinco sofridos. Antes do empate com a Tunísia, o técnico chegou a brincar: “Não temos pressa para fazer, mas se a ideia for seguir não tem problema. A verdade é que o contrato antes do Mundial é mais barato e depois pode ser muito mais caro”.