O avanço de vírus respiratórios continua pressionando o sistema de saúde em diversas regiões do país, com aumento dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em estados como Mato Grosso, além da maior parte do Nordeste — com exceção do Piauí — e em áreas do Norte, como Amapá, Pará e Rondônia. No Sudeste, o crescimento das infecções tem sido observado especialmente no Rio de Janeiro e no Espírito Santo, reforçando o cenário de alerta nacional.
Desde o início de 2026, a maior parte dos casos positivos de SRAG foi causada por rinovírus (41,9%), seguido por influenza A (21,8%), Sars-CoV-2 (14,7%), vírus sincicial respiratório (VSR) (13,4%) e influenza B (1,5%). Em relação aos óbitos, o Sars-CoV-2 lidera com 37,3%, seguido por influenza A (28,6%) e rinovírus (21,8%). Nas últimas quatro semanas epidemiológicas, houve equilíbrio entre influenza A e Covid-19, ambos com 30,8% das mortes, enquanto o rinovírus respondeu por 27,5%, o VSR por 5,5% e a influenza B por 2,7%.
Segundo a pesquisadora da Fiocruz, Tatiana Portella, o Ministério da Saúde definiu três estratégias nacionais de vacinação para 2026, com foco na ampliação da cobertura vacinal e na redução de doenças imunopreveníveis. A campanha contra a influenza nas regiões Nordeste, Centro-Oeste, Sul e Sudeste ocorrerá entre 28 de março e 30 de maio, com o Dia D previsto para o próximo sábado. “A principal forma de prevenção contra casos graves e óbitos é a vacina. Já temos imunização contra o VSR para gestantes e, no dia 28, começa a vacinação contra influenza A para os grupos prioritários”, destacou.






