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Obesidade aumenta risco de câncer, infertilidade e outros problemas urológicos, alerta especialista

Excesso de peso já afeta cerca de dois terços dos brasileiros e compromete desde a saúde dos rins até a função sexual masculina
Excesso de peso já afeta cerca de dois terços dos brasileiros e compromete desde a saúde dos rins até a função sexual masculina

O crescimento da obesidade no Brasil tem preocupado especialistas por seus impactos em praticamente todos os sistemas do organismo. Na urologia, o excesso de peso está diretamente associado ao aumento do risco de câncer de próstata e de rim, cálculos renais, alterações urinárias, infertilidade e disfunção erétil.

Dados do Ministério da Saúde mostram que cerca de um terço da população brasileira já vive com algum grau de obesidade, enquanto entre 60% e 68% dos adultos apresentam excesso de peso. A pesquisa Vigitel 2025 revelou ainda que o número de brasileiros obesos cresceu 118% entre 2006 e 2024. No mesmo período, houve aumento de 135% nos casos de diabetes, de 47% no excesso de peso e de 31% na hipertensão, condições frequentemente associadas entre si.

Para o urologista, uro-oncologista e cirurgião robótico Luís César Zaccaro, a obesidade deve ser encarada como uma doença crônica e não apenas como uma questão estética.

“Quando falamos de obesidade, não estamos discutindo apenas o peso na balança. Estamos falando de saúde. O excesso de peso está relacionado a uma série de questões urológicas, como câncereres, alterações urinárias, redução dos níveis de testosterona, infertilidade e comprometimento da qualidade de vida sexual. É um problema real que merece atenção”, afirma.

Segundo o especialista, o excesso de gordura corporal provoca alterações metabólicas e hormonais que afetam diretamente o sistema urinário e reprodutor. “A obesidade favorece um estado inflamatório crônico no organismo, interfere na produção hormonal e aumenta o risco de diversas doenças”, comenta.

Entre as doenças mais relacionadas ao excesso de peso está o câncer de rim. A obesidade também figura entre os fatores de risco para o câncer de próstata e favorece o desenvolvimento da hiperplasia prostática benigna, condição que provoca aumento da próstata e dificulta a micção. Além disso, pessoas obesas apresentam maior propensão à formação de cálculos renais e à incontinência urinária.

A saúde sexual masculina também pode ser comprometida. O excesso de peso interfere na produção de testosterona, principal hormônio masculino, o que pode reduzir a libido, prejudicar as ereções e afetar a produção de espermatozoides.

“O sistema urológico sente os reflexos do desequilíbrio metabólico causado pela obesidade. Por isso, falar sobre controle do peso é também falar de prevenção, diagnóstico precoce e qualidade de vida”, destaca Zaccaro.

Mudança de hábitos é o principal tratamento

Embora seja uma doença complexa e multifatorial, a obesidade pode ser controlada por meio de mudanças sustentáveis no estilo de vida. Alimentação baseada em alimentos in natura, prática regular de atividade física, hidratação adequada, sono de qualidade e acompanhamento multiprofissional estão entre as principais recomendações.

Dietas extremamente restritivas e soluções rápidas costumam produzir apenas resultados temporários. Segundo especialistas, o tratamento deve priorizar mudanças graduais e permanentes nos hábitos de vida, sempre com acompanhamento médico, nutricional e, quando necessário, psicológico.

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Dados do Ministério da Saúde mostram que cerca de um terço da população brasileira já vive com algum grau de obesidade, enquanto entre 60% e 68% dos adultos apresentam excesso de peso. A pesquisa Vigitel 2025 revelou ainda que o número de brasileiros obesos cresceu 118% entre 2006 e 2024. No mesmo período, houve aumento de 135% nos casos de diabetes, de 47% no excesso de peso e de 31% na hipertensão, condições frequentemente associadas entre si.

Para o urologista, uro-oncologista e cirurgião robótico Luís César Zaccaro, a obesidade deve ser encarada como uma doença crônica e não apenas como uma questão estética.

“Quando falamos de obesidade, não estamos discutindo apenas o peso na balança. Estamos falando de saúde. O excesso de peso está relacionado a uma série de questões urológicas, como câncereres, alterações urinárias, redução dos níveis de testosterona, infertilidade e comprometimento da qualidade de vida sexual. É um problema real que merece atenção”, afirma.

Segundo o especialista, o excesso de gordura corporal provoca alterações metabólicas e hormonais que afetam diretamente o sistema urinário e reprodutor. “A obesidade favorece um estado inflamatório crônico no organismo, interfere na produção hormonal e aumenta o risco de diversas doenças”, comenta.

Entre as doenças mais relacionadas ao excesso de peso está o câncer de rim. A obesidade também figura entre os fatores de risco para o câncer de próstata e favorece o desenvolvimento da hiperplasia prostática benigna, condição que provoca aumento da próstata e dificulta a micção. Além disso, pessoas obesas apresentam maior propensão à formação de cálculos renais e à incontinência urinária.

A saúde sexual masculina também pode ser comprometida. O excesso de peso interfere na produção de testosterona, principal hormônio masculino, o que pode reduzir a libido, prejudicar as ereções e afetar a produção de espermatozoides.

“O sistema urológico sente os reflexos do desequilíbrio metabólico causado pela obesidade. Por isso, falar sobre controle do peso é também falar de prevenção, diagnóstico precoce e qualidade de vida”, destaca Zaccaro.

Mudança de hábitos é o principal tratamento

Embora seja uma doença complexa e multifatorial, a obesidade pode ser controlada por meio de mudanças sustentáveis no estilo de vida. Alimentação baseada em alimentos in natura, prática regular de atividade física, hidratação adequada, sono de qualidade e acompanhamento multiprofissional estão entre as principais recomendações.

Dietas extremamente restritivas e soluções rápidas costumam produzir apenas resultados temporários. Segundo especialistas, o tratamento deve priorizar mudanças graduais e permanentes nos hábitos de vida, sempre com acompanhamento médico, nutricional e, quando necessário, psicológico.

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