Sonda da Nasa atinge a maior aproximação do Sol até o momento

A sonda solar Parker, da NASA, atingiu nesta terça-feira (24) um marco histórico ao se tornar a espaçonave que mais se aproximou do Sol. Durante o feito, seu escudo térmico suportou impressionantes temperaturas superiores a 930°C, enquanto protegia os instrumentos internos, que permaneceram a uma temperatura confortável de cerca de 29°C.

Lançada em agosto de 2018, a Parker está em uma missão de sete anos para estudar o Sol de perto, coletar dados sobre seu funcionamento e ajudar a prever eventos climáticos espaciais que podem ter impacto direto na Terra.

O momento exato de maior aproximação foi previsto para as 8h53 (horário de Brasília), mas a confirmação oficial deve demorar alguns dias, já que o contato com a sonda é interrompido durante períodos em que ela está muito próxima do astro.

Além de suportar as condições extremas, a sonda impressiona com sua velocidade: viajando a cerca de 690 mil km/h, ela seria capaz de ir de Washington, nos Estados Unidos, a Tóquio, no Japão, em menos de um minuto.

Durante sua jornada na coroa solar — a atmosfera externa do Sol — a Parker tem contribuído significativamente para a ciência. Entre os mistérios que a missão busca desvendar estão a origem do vento solar, a razão pela qual a coroa é mais quente que a superfície do Sol e o processo de formação das ejeções de massa coronal, gigantescas nuvens de plasma lançadas no espaço.

Esse avanço tecnológico e científico aproxima os cientistas de uma compreensão mais profunda do Sol e de seus impactos em nosso sistema solar.

Rússia anuncia vacina contra o câncer para 2025

O governo da Rússia revelou nesta semana que desenvolveu uma vacina contra o câncer, com previsão de distribuição gratuita aos pacientes a partir de 2025. A vacina foi criada em parceria com diversos centros de pesquisa e, segundo estudos pré-clínicos, demonstrou eficácia em inibir o crescimento de tumores e a formação de metástases.

O Centro Nacional de Pesquisa Médica do Ministério da Saúde da Rússia afirmou que está trabalhando em duas abordagens diferentes para vacinas oncológicas. A primeira delas utiliza tecnologia mRNA, similar à usada nas vacinas contra a covid-19, e é personalizada para cada paciente.

A vacina é criada a partir da análise genética do tumor, com o objetivo de treinar o sistema imunológico a identificar e combater as células cancerígenas.

A segunda vacina, chamada Enteromix, é baseada em uma combinação de quatro vírus não-patogênicos, capazes de destruir células malignas enquanto estimulam a resposta imunológica contra o câncer. Essa pesquisa é considerada um avanço significativo no tratamento oncológico.

Novo tratamento promete reverter cegueira causada por danos na córnea

Cientistas conseguiram restaurar a visão de pacientes com danos graves na córnea, a parte transparente do olho que cobre a pupila, por meio de um transplante de células-tronco. O procedimento foi realizado em quatro pessoas, com três delas apresentando uma recuperação significativa e duradoura, enquanto o paciente com o quadro mais grave teve uma leve melhora após um ano. Os resultados foram publicados na revista científica The Lancet no início de novembro.

Esse tratamento inovador foi aplicado em pacientes com deficiência de células-tronco limbares (LSCD, na sigla em inglês), condição que impede a regeneração da córnea e a torna opaca, levando à cegueira. A falta dessas células pode ser causada por traumas oculares, infecções como herpes ocular, doenças autoimunes ou condições genéticas. Atualmente, os tratamentos incluem transplantes de córnea de um olho saudável do próprio paciente ou de doadores falecidos, mas esses métodos podem ser limitados e apresentar riscos de rejeição.

A novidade desse tratamento é o uso de células-tronco pluripotentes induzidas, uma técnica desenvolvida a partir das pesquisas de Shinya Yamanaka e John Gurdon, vencedores do Prêmio Nobel de Medicina em 2012. Eles descobriram que é possível reprogramar células adultas para um estado similar ao das células-tronco embrionárias, que podem se transformar em diferentes tipos de células do corpo. Usando células do sangue de um doador saudável, os cientistas foram capazes de criar uma camada de células epiteliais para a córnea, que foi transplantada nos pacientes.

Durante a cirurgia, o tecido cicatricial que cobria a córnea danificada foi removido e substituído pela nova camada de células, cultivadas em laboratório a partir das células-tronco. Para proteger o enxerto e auxiliar na cicatrização, foi colocada uma lente de contato terapêutica sobre a córnea. A operação não gerou efeitos colaterais graves, e os enxertos não formaram tumores nem foram rejeitados.

Esse avanço tem o potencial de revolucionar o tratamento de condições complexas da córnea, reduzir a dependência de doadores compatíveis e diminuir o risco de rejeição imunológica, segundo o oftalmologista Flávio MacCord, diretor da Sociedade Brasileira de Oftalmologia. A expectativa é que essa técnica seja usada no futuro para beneficiar pacientes com deficiências severas de células-tronco limbares.

São José dos Campos terá o primeiro vertiporto do Brasil para carros voadores

O Aeroporto Internacional de São José dos Campos, localizado no interior de São Paulo, será o primeiro a abrigar um “vertiporto” no Brasil. O anúncio foi feito na quarta-feira (10) pela administração do aeroporto, em parceria com a VertiMob Infrastructure. Um vertiporto é um espaço específico para veículos aéreos elétricos que decolam e pousam verticalmente, conhecidos pela sigla eVTOL em inglês. Esses veículos, semelhantes a helicópteros e com um design que lembra um grande drone, são popularmente chamados de “carros voadores”.

A construção do vertiporto ocorrerá na atual área de testes de motores do aeroporto e incluirá facilidades para pousos, decolagens, embarques e desembarques. As obras estão programadas para iniciar no próximo ano, com a previsão de operação começando até 2027.

REGULAÇÃO EM DESENVOLVIMENTO NO BRASIL

A criação do vertiporto também implica que o aeroporto estará envolvido no processo de regulamentação desses veículos junto à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Além das questões técnicas, a liberação do espaço aéreo e as licenças necessárias para que esses veículos operem sem interferir na aviação comercial são alguns dos desafios enfrentados pelas startups que desenvolvem essas novas tecnologias.

A VertiMob será responsável pelo design e pela operação da infraestrutura do vertiporto, com planos de criar uma “rede de vertiportos” em áreas urbanas de diversas cidades, visando transformar o eVTOL em um meio de transporte para distâncias curtas e médias.

A Embraer, uma das principais fabricantes brasileiras, está avançada no desenvolvimento de eVTOLs para o Brasil. A subsidiária Eve Air Mobility está planejando iniciar a produção de seu modelo em 2026, já possui 3 mil encomendas e está em processo de regulamentação para operar no espaço aéreo nacional.

Dois ônibus elétricos iniciam novos testes em Ribeirão; Veja mudanças

Nesta quarta-feira, 3 de julho, a prefeitura de Ribeirão Preto, a RP Mobi e o consórcio PróUrbano, iniciaram os testes de dois ônibus 100% elétricos com tecnologia chinesa, ar condicionado, entre outras inovações para o transporte coletivo urbano. Os veículos foram apresentados às autoridades, imprensa e a população em uma volta experimental, que saiu da Estação Sul (Terminal Shopping), com parada Estação Fiúsa (cruzamento com a avenida Independência), em direção a rua Lafaiete na sede da Guarda Civil Metropolitana.

Um dos veículos em teste é o modelo ANKAI OE-12, um ônibus urbano elétrico avançado, com capacidade para 18 toneladas de carga com 12 metros de comprimento; e motor elétrico Dana de alta potência oferecendo uma condução suave e silenciosa, enquanto sua bateria de alta capacidade proporciona uma autonomia de até 350 km. É uma opção com zero emissões de poluentes. Possui recursos de conforto, como acesso facilitado para passageiros com necessidades especiais, e é equipado com sistemas avançados de segurança para garantir uma viagem segura para todos.

Já o outro ônibus elétrico é o modelo BYD D9W 20.410 – com baixo custo de manutenção, autonomia de até 250 km, além de garantir eficiência energética, e ainda conta com suspensão pneumática dianteira e traseira, aumentando o conforto aos passageiros e motorista.

“Estamos em continuidade aos testes que já havíamos iniciado com os ônibus elétricos e também com gás natural desde 2021. Esse é o quarto ano, na sequência, que estamos com essas etapas de experimentos. As informações coletadas serão utilizadas para comparar com as outras experiências tivemos com os modelos anteriores. Esse é o início do trabalho para a transição de uma frota menos poluente para uma com zero emissões”, afirmou o prefeito de Ribeirão Preto, Duarte Nogueira.

O diretor superintendente da RP Mobi, Marcelo Galli, disse que conforme os testes sejam realizados as pessoas começarão a entender e usar o transporte eletrificado, que é 100% elétrico. “A intenção é que implante esse modelo de veículo na cidade, mesmo que seja de modo modesto, pois essa é uma tecnologia que chegou ao Brasil para ficar. Iremos analisar o desempenho como a autonomia de cada um dos veículos e o gasto energético”, acrescentou.

O período de testes com estes veículos será de 30 dias.