Não votou no primeiro turno? Saiba como votar no segundo turno das eleições de 2026

Os eleitores que não participaram do primeiro turno das Eleições Gerais de 2026, realizado em 4 de outubro, poderão votar normalmente no segundo turno, marcado para o próximo domingo, 25 de outubro. Segundo as regras da Justiça Eleitoral, a ausência na primeira votação não impede a participação na etapa seguinte, desde que a situação eleitoral esteja regular. Isso ocorre porque cada turno é considerado uma eleição independente. No primeiro turno, o Brasil registrou 33,4 milhões de eleitores ausentes, número equivalente a 21,08% do eleitorado nacional.

No segundo turno das eleições de 2026, os brasileiros escolherão o próximo presidente da República. Também haverá disputa para governador no Acre, Amazonas, Espírito Santo, Rio Grande do Norte, Tocantins e Distrito Federal. A votação acontecerá das 8h às 17h, pelo horário de Brasília. Os trabalhadores escalados para cumprir expediente no domingo também têm direito de votar, cabendo aos empregadores organizar a jornada para garantir tempo suficiente de deslocamento até a seção eleitoral e o exercício do voto.

Quem deixou de votar no primeiro turno terá até 3 de dezembro de 2026 para apresentar a justificativa à Justiça Eleitoral. Já os eleitores que não comparecerem ao segundo turno poderão justificar a ausência até 8 de janeiro de 2027. O procedimento pode ser realizado pelo aplicativo e-Título, pelo sistema de Autoatendimento Eleitoral do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ou presencialmente em um cartório eleitoral. Após a eleição, será necessário apresentar documentos que comprovem o motivo da ausência, que será analisado pela Justiça Eleitoral.

Outra possibilidade prevista para o segundo turno é o voto em trânsito, solicitado por mais de 314,5 mil eleitores em todo o país. A modalidade permite que pessoas previamente habilitadas votem fora de seu domicílio eleitoral, em locais definidos pelos tribunais regionais eleitorais. O serviço estará disponível nas capitais e nos municípios com mais de 100 mil eleitores. Quem estiver em trânsito dentro da mesma unidade da Federação de seu domicílio eleitoral poderá votar para presidente e governador, quando houver segundo turno para o cargo estadual.

Para evitar problemas no dia da votação, a Justiça Eleitoral orienta os cidadãos a consultarem antecipadamente a situação do título e o endereço da seção eleitoral. A verificação pode ser feita pelo aplicativo e-Título ou pelo Autoatendimento Eleitoral do TSE. É importante destacar que o eleitor não precisa justificar a ausência no primeiro turno antes de participar do segundo, desde que esteja com o cadastro eleitoral regular. Quem deixar de votar e não apresentar justificativa aceita dentro do prazo poderá ficar sujeito a multa e outras restrições previstas na legislação eleitoral.

Pesquisa Datafolha: Flávio Bolsonaro tem 51% e Lula 49% no segundo turno das eleições 2026

A nova pesquisa Datafolha para a Presidência da República, divulgada nesta quinta-feira (15 de outubro de 2026), mostra uma disputa equilibrada entre Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições 2026. Segundo os números publicados pela Folha de S.Paulo, Flávio Bolsonaro registra 51% dos votos válidos, enquanto Lula aparece com 49%. A diferença de dois pontos percentuais configura empate técnico, considerando a margem de erro do levantamento.

O resultado considera exclusivamente os votos válidos, excluindo as intenções de voto em branco, nulo e as respostas dos eleitores indecisos. Apesar da vantagem numérica de Flávio Bolsonaro, os percentuais não permitem apontar uma liderança estatisticamente consolidada na corrida pelo Palácio do Planalto.

Veja os números da pesquisa Datafolha para presidente em 15 de outubro

No cenário estimulado, quando os nomes dos candidatos são apresentados aos entrevistados, os resultados são os seguintes:

Votos válidos — segundo turno

Flávio Bolsonaro (PL)

51%

Lula (PT)

49%

Votos totais — segundo turno

Flávio Bolsonaro (PL)47%
Lula (PT)45%
Brancos, nulos ou nenhum6%
Indecisos2%

Metodologia: quantas pessoas foram entrevistadas pelo Datafolha?

A pesquisa Datafolha divulgada em 15 de outubro ouviu 2.520 eleitores brasileiros nos dias 13 e 14 de outubro de 2026. O levantamento possui margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e nível de confiança de 95%.

O estudo foi contratado pela Folha de S.Paulo e registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-00466/2026.

Já a pesquisa anterior, realizada em 3 de outubro, entrevistou 4.006 pessoas, com a mesma margem de erro e nível de confiança. O levantamento foi contratado pela Folha de S.Paulo e pelo Grupo Globo de Comunicação, com registro no TSE sob o número BR-01708/2026.

Os dados colocam a disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro entre os principais assuntos do cenário político nacional, com atenção voltada ao comportamento do eleitorado e à definição do próximo presidente da República.

Eleições 2026: candidatos não poderão ser presos a partir deste sábado (19)

Candidatas e candidatos que disputam as Eleições 2026 passam a contar, a partir deste sábado (19), com a proteção prevista pelo Código Eleitoral que impede prisões ou detenções nos 15 dias que antecedem o primeiro turno, marcado para 4 de outubro. Durante esse período, a prisão de candidatos registrados somente poderá ocorrer em caso de flagrante delito.

A regra está prevista no artigo 236, parágrafo 1º, do Código Eleitoral e permanecerá válida até 6 de outubro, período correspondente às 48 horas posteriores ao encerramento da votação do primeiro turno. A norma alcança candidatas e candidatos registrados para a disputa e integra o conjunto de garantias estabelecidas pela legislação durante o processo eleitoral.

Eleitores também terão restrição para prisões antes da votação

Para os eleitores, a proteção começa mais tarde. A partir de 29 de setembro, cinco dias antes da eleição, eleitoras e eleitores também não poderão ser presos ou detidos. Nesse caso, porém, a legislação prevê exceções para flagrante delito, sentença criminal condenatória por crime inafiançável ou desrespeito a salvo-conduto. A restrição também permanece até 48 horas depois do pleito.

O primeiro turno das Eleições Gerais de 2026 será realizado em 4 de outubro, quando os brasileiros irão às urnas para escolher presidente e vice-presidente da República, governadores e vice-governadores, senadores, deputados federais e deputados estaduais ou distritais. Caso seja necessário segundo turno para presidente ou governador, a votação está prevista para 25 de outubro.

De acordo com o calendário oficial do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), candidatos que participarem de eventual segundo turno voltarão a contar com a proteção contra prisão, salvo flagrante delito, a partir de 10 de outubro, 15 dias antes da nova votação.

Senado aprova fim do imposto de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50

O plenário do Senado Federal aprovou nesta quinta-feira (3), em votação simbólica, a medida provisória conhecida como “taxa das blusinhas”. O texto, que já havia passado pela Câmara dos Deputados, zera o imposto de importação de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50, cerca de R$ 257, feitas pela internet por meio de remessas postais. A proposta segue agora para sanção presidencial. Durante a tramitação, a relatora da comissão especial mista, senadora Leila do Vôlei (PDT-DF), incluiu uma emenda que também zera o imposto de importação de medicamentos sem versão similar no Brasil.

A medida aprovada ainda reduz de 60% para 30% a alíquota de importação para compras de até US$ 3 mil por remessas postais vindas do exterior. O texto também estabelece avaliações periódicas do Ministério da Fazenda para analisar os efeitos econômicos da isenção sobre emprego, renda, preços e a indústria nacional. A primeira avaliação será realizada três meses após a mudança, e as seguintes ocorrerão a cada seis meses, além de uma análise anual da isenção tributária. As plataformas digitais e operadores logísticos também terão novas obrigações, incluindo mecanismos para identificar subfaturamento, fracionamento artificial de remessas e ocultação de remetentes, além de rastreabilidade dos vendedores, monitoramento de operações suspeitas, manutenção de registros e cooperação com a Receita Federal.

Durante a votação, parlamentares da oposição criticaram a proposta sob o argumento de que ela favorece empresas estrangeiras em relação à indústria nacional. Ao defender a medida, Leila do Vôlei afirmou que muitos brasileiros recorrem às compras de pequeno valor em busca de produtos mais baratos e como forma de ampliar o poder de compra. Já o deputado federal Gilson Marques (Novo-SC) contestou o benefício concedido às importações. “O exato benefício fiscal que está sendo dado para o mesmíssimo produto com o mesmíssimo preço precisa ser dado para o brasileiro, para quem produz aqui, para quem ainda acredita no Brasil”, afirmou.