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Remédio para osteoporose pode combater doenças provocadas pelo excesso de ferro no organismo

Imagem Divulgação
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Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) descobriram que dois medicamentos utilizados no tratamento da osteoporose — etidronato e tiludronato — podem ajudar no combate a doenças causadas pela sobrecarga de ferro no organismo. Em experimentos realizados com células humanas, os fármacos conseguiram se ligar ao ferro em excesso, reduzir o estresse oxidativo e evitar danos celulares. Os resultados do estudo foram publicados na revista científica BioMetals e indicam potencial para o reposicionamento desses medicamentos como alternativa terapêutica.

Atualmente, apenas três quelantes de ferro são aprovados para tratar o acúmulo do metal no corpo, mas os efeitos colaterais, como náuseas e desconfortos gastrointestinais, podem comprometer a adesão ao tratamento. Segundo o professor Breno Pannia Espósito, do Instituto de Química da USP e autor da pesquisa, os bisfosfonatos apresentam grupos de fosfato em sua estrutura química, o que favorece a ligação com íons de ferro. O excesso desse mineral pode gerar radicais livres e provocar danos celulares graves, estando associado a condições como hemocromatose e talassemia, além de casos decorrentes de transfusões sanguíneas frequentes.

Nos testes, mesmo na presença de níveis fisiológicos de cálcio — que compete com o ferro no organismo — os medicamentos mantiveram desempenho semelhante ao de quelantes tradicionais. Outros bisfosfonatos também foram avaliados e mostraram eficácia na inibição da oxidação, embora com maior toxicidade celular, enquanto o ranelato de estrôncio não apresentou capacidade de quelação. Apesar dos resultados promissores, os pesquisadores destacam que os experimentos foram realizados apenas em culturas celulares, sendo necessários novos estudos pré-clínicos e clínicos para confirmar a segurança e a eficácia da possível nova aplicação terapêutica.

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Atualmente, apenas três quelantes de ferro são aprovados para tratar o acúmulo do metal no corpo, mas os efeitos colaterais, como náuseas e desconfortos gastrointestinais, podem comprometer a adesão ao tratamento. Segundo o professor Breno Pannia Espósito, do Instituto de Química da USP e autor da pesquisa, os bisfosfonatos apresentam grupos de fosfato em sua estrutura química, o que favorece a ligação com íons de ferro. O excesso desse mineral pode gerar radicais livres e provocar danos celulares graves, estando associado a condições como hemocromatose e talassemia, além de casos decorrentes de transfusões sanguíneas frequentes.

Nos testes, mesmo na presença de níveis fisiológicos de cálcio — que compete com o ferro no organismo — os medicamentos mantiveram desempenho semelhante ao de quelantes tradicionais. Outros bisfosfonatos também foram avaliados e mostraram eficácia na inibição da oxidação, embora com maior toxicidade celular, enquanto o ranelato de estrôncio não apresentou capacidade de quelação. Apesar dos resultados promissores, os pesquisadores destacam que os experimentos foram realizados apenas em culturas celulares, sendo necessários novos estudos pré-clínicos e clínicos para confirmar a segurança e a eficácia da possível nova aplicação terapêutica.

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