A maior dupla de ataque da história jogou junta pela Seleção Brasileira pela última vez há exatos 60 anos. Em 12 de julho de 1966, Pelé e Garrincha encerraram sua história em campo como companheiros de Amarelinha na vitória por 2 a 0 sobre a Bulgária na estreia da Copa do Mundo, no Goodison Park, em Liverpool, na Inglaterra.
Em uma despedida à altura da história que construíram, eles balançaram as redes com gols de falta. Aos 14 minutos do primeiro tempo, o camisa 10 abriu o placar. Já o tradicional camisa 7, que vestiu o número 16 no jogo, acertou o ângulo com um chute de trivela, no minuto 18 da etapa final.
Lado a lado na Seleção, o Rei do Futebol e o Anjo das Pernas Tortas jamais foram derrotados. Em 40 jogos, somaram 36 vitórias e quatro empates. Juntos, conquistaram as Copas de 1958 e 1962, além da Taça Bernardo O”Higgins de 1959 e da Taça Oswaldo Cruz de 1958 e 1962.
O duelo com a Bulgária foi a única vitória do Brasil naquele Mundial. Nos compromissos seguintes pela fase de grupos, a equipe comandada por Vicente Feola, treinador do título de 1958, sofreu duas derrotas, ambas por 3 a 1, para Hungria e Portugal. Garrincha atuou contra os húngaros, enquanto Pelé enfrentou os portugueses.
Diante da Hungria, em 15 de julho, Garrincha fechou sua trajetória na Seleção na única partida em que foi derrotado com a camisa do Brasil. O ídolo do Botafogo estreou em 18 de setembro de 1955, no empate por 1 a 1 com o Chile, no Maracanã, pela Taça Bernardo O’Higgins. Ao todo, foram 60 jogos, 52 vitórias, sete empates, apenas um revés e 17 gols.
Já Pelé vestiu a Amarelinha de 7 de julho de 1957, data de sua primeira partida e de seu primeiro gol, na derrota pela Copa Roca por 2 a 1 para a Argentina, até 18 de julho de 1971. Neste dia, o maior jogador de todos os tempos esteve em campo no empate por 2 a 2 com a Iugoslávia, em amistoso disputado no Maracanã. Seus números pela Seleção são impressionantes: 113 partidas, 84 vitórias, 15 empates, 14 derrotas e 95 gols.






