Com a chegada do verão e das altas temperaturas, a saúde dos pets merece atenção redobrada. Isso porque os cães regulam a temperatura principalmente pela respiração, enquanto os gatos utilizam a saliva e o grooming, ou seja, o ato de se lamber.
No entanto, quando o calor é extremo, esses mecanismos podem ser insuficientes, levando a problemas como a hipertermia, quando a temperatura corporal sobe geralmente acima de 40°C, o que pode levar à falência de órgãos se não tratada rapidamente.
Para a Professora e Doutora Catia Massari, docente no Centro Universitário Facens, há alguns sinais de que o animal pode estar sofrendo com o calor: respiração acelerada, língua e gengivas arroxeadas, salivação excessiva, letargia e, em casos mais graves, desmaios ou vômitos.
“A prevenção passa por medidas simples, como manter água fresca, um ambiente confortável, com sombra e ventilado e evitar passeios nos horários de pico de calor. Além disso, nunca deixe seu pet sozinho dentro de carros, mesmo com janelas abertas, eles podem aquecer rapidamente, causando um golpe de calor fatal”, diz.
Cães e gatos também podem sofrer queimaduras nas patas ao caminhar em superfícies como asfalto ou areia. “O contato direto dos coxins palmares e plantares com essas superfícies pode causar lesões dolorosas, por isso, deve-se evitar sair em horários mais quentes do dia”, orienta a especialista.
Algumas raças, devido às suas características físicas, são mais vulneráveis ao calor. A veterinária aponta cães e gatos braquicéfalos, que possuem vias respiratórias estreitas que dificultam a respiração e regulação da temperatura, como Bulldog Francês, Pug, Persa e Exotic Shorthair.
Raças de pelagem densa, como Husky Siberiano e Chow Chow ou os felinos Maine Coon e Ragdoll. Além de cães maiores, como Dog Alemão e São Bernardo, que têm mais massa corporal e podem aquecer rapidamente. Entre os gatos, a raça Sphynx, conhecida popularmente por ser uma raça pelada, também pode sofrer mais.
Para estimular o consumo de água, Catia recomenda a utilização de fontes de água corrente para o gato ou colocar gelo, no caso dos cães, além de petiscos refrescantes, como pedaços de frutas seguras, como melancia e maçã, em pequenas porções.
Se, mesmo com os cuidados, o pet apresentar sinais de insolação ou desidratação, é importante agir rapidamente.
“Leve o animal para um local fresco e ofereça água. Também é possível resfriar o pet gradualmente com compressas de água fria para ajudar a estabilizar a situação até que o atendimento veterinário especializado seja realizado. Insolação e desidratação podem causar danos graves aos órgãos internos. O atendimento rápido por um especialista pode salvar vidas”, conclui.
A intoxicação alimentar e a alergia alimentar são duas condições que podem afetar a saúde de maneira significativa, causando reações metabólicas, desconforto e consequências quando não tradadas adequadamente.
Embora ambas as condições envolvam reações adversas do organismo associadas à alimentação, elas têm causas, cuidados e sintomas diferentes.
Vamos conhecer as diferenças entre elas?
O que é a intoxicação alimentar
A intoxicação alimentar, também conhecida como gastroenterocolite aguda, ocorre quando ingerimos bebidas ou alimentos contaminados por vírus, bactérias ou parasitas. A contaminação pode ocorrer devido ao armazenamento ou manuseio inadequado dos alimentos, à falta de higiene ou ainda ao consumo de alimentos fora do prazo de validade. A contaminação cruzada também é um fator importante, ocorrendo quando utensílios ou superfícies contaminadas transferem os micro-organismos para os alimentos.
As infecções por vírus e bactérias são as principais responsáveis pela intoxicação alimentar. Entre alguns dos agentes patogênicos mais comuns que causam o problema, estão: Salmonella, Escherichia coli (E. coli), Shigella, Rotavírus etc.
Curiosidade! Embora o mais comum seja a intoxicação alimentar provocada por micro-organismos, o problema também pode ocorrer por alimentos contaminados por produtos químicos, como agrotóxicos ou metais pesados.
Atente-se aos sintomas!
Os sintomas da intoxicação alimentar podem variar dependendo do agente causador e da sensibilidade individual de cada organismo, mas geralmente incluem:
Náuseas e vômitos;
Diarreia;
Febre;
Cansaço extremo;
Dor abdominal;
Falta de apetite.
Em alguns casos, sintomas como sangue nas fezes, desidratação, dor de cabeça e tontura também podem aparecer.
Os sinais de intoxicação alimentar costumam surgir algumas horas ou até 2 ou 3 dias após a ingestão do alimento contaminado. Geralmente, eles perduram por alguns dias e passam de maneira natural. Ainda assim, não ignore os sintomas! Caso eles persistam por mais tempo ou se agravem, é importante procurar ajuda médica.
Cuidados com a intoxicação alimentar
O tratamento da intoxicação alimentar depende de cada caso. No geral, ao notar os primeiros sintomas, é importante aumentar o consumo de líquidos e priorizar o consumo de alimentos leves e de fácil digestão.
Entretanto, se os sintomas forem mais intensos, é preciso buscar atendimento médico para os cuidados necessários e evitar o agravamento do problema.
E como prevenir a intoxicação alimentar? Cuidados básicos são cruciais para prevenir a intoxicação alimentar.
Higienização adequada A higiene no preparo e manuseio de alimentos é fundamental. Lave bem as mãos, utensílios e superfícies antes de preparar os alimentos. A higienização de hortaliças, frutas e legumes antes do consumo também é importante.
Evite alimentos crus O ideal é cozinhar bem os alimentos, especialmente carnes e ovos. No caso de leites e derivados, opte por produtos pasteurizados, esterilizados e fervidos.
Atenção com as bebidas Consuma e prepare bebidas com água filtrada ou fervida. Fora de casa, prefira bebidas em garrafas ou copos lacrados.
Armazenamento correto dos alimentos Armazene os alimentos de forma correta e em temperaturas adequadas. O cuidado deve ser redobrado com alimentos prontos e perecíveis, que devem ser mantidos em refrigeração. Além disso, sempre verifique as datas de validade dos produtos.
A procedência é duvidosa? Não coma! Prefira alimentos de fontes confiáveis. Está fora de casa? Escolha bem os locais onde vai comer. Fique atento à forma como os alimentos são oferecidos, ao seu preparo e à higiene.
Dentro ou fora de casa, o cuidado com os alimentos e a higiene são fundamentais para prevenir a intoxicação alimentar. Esteja sempre atento! Atitudes simples do dia a dia podem evitar desconforto e complicações.
O que é a alergia alimentar
A alergia alimentar é uma condição caracterizada pela resposta imunológica (reação alérgica) do organismo a alguma substância presente em alimentos ou bebidas.
Quando a pessoa com alergia alimentar ingere ou entra em contato com um alimento que contém a substância, o sistema imunológico a trata como nociva, reagindo instintivamente e provocando diversos sintomas.
A resposta do sistema imunológico pode variar, manifestando-se de forma leve até reações mais severas, podendo ocasionar graves consequências. Por isso, a alergia alimentar deve ser vista com cuidado e tratada de forma adequada.
Aliás, quais são os alimentos que causam alergias alimentares? Qualquer alimento pode causar alergia alimentar, mas os mais comuns são:
Amendoim;
Frutos do mar;
Nozes;
Leite;
Ovos;
Trigo;
Soja.
Até mesmo as frutas entram nesta lista, como o morango, a laranja, o kiwi.
Afinal, qual a causa da alergia alimentar? Quando falamos em intoxicação alimentar, vimos que o responsável pelo problema é o consumo de alimentos contaminados e que, após alguns dias e com os cuidados adequados, ele é resolvido. No entanto, quando o assunto é alergia alimentar, o quadro é um pouco mais complexo.
Fatores genéticos desempenham um papel importante no desenvolvimento da alergia alimentar. Além da genética, fatores imunológicos e ambientais, como a exposição precoce a certos alimentos, também podem contribuir para o desenvolvimento do problema. Não é uma regra, mas a alergia alimentar pode persistir por toda a vida, exigindo cuidado e acompanhamento constantes.
Atenção para os sintomas
Os sintomas da alergia alimentar podem ser imediatos ou ocorrer em algumas horas após a ingestão ou contato com o alimento ou bebida, variando de pessoa para pessoa. Entre os sintomas, podemos destacar:
Erupções cutâneas;
Coceira;
Vermelhidão na pele;
Inchaço nos lábios, língua, garganta ou face;
Nariz entupido e escorrendo;
Sensação de desconforto na garganta;
Dores abdominais e gases,
Vômito, diarreia ou prisão de ventre;
Dificuldade para respirar e falta de ar.
Os sintomas de alergia alimentar podem ser leves, passando em algumas horas após o uso do medicamento prescrito. No entanto, a reação do organismo pode ser mais grave, com dificuldade para respirar e falta de ar. Neste caso, a vida da pessoa pode estar em risco e a busca por ajuda deve ser imediata.
Alguns cuidados com a alergia alimentar
Diagnóstico da alergia alimentar Ao perceber a ocorrência frequente de sintomas após ingerir ou ter contato com determinado alimento, é importante procurar um profissional para o diagnóstico e iniciar o tratamento adequado. O diagnóstico é feito com base na observação dos sintomas relatados e, para confirmar qual é o agente causador da alergia, podem ser realizados testes de alergia na pele ou exame de sangue.
Cuidado com os alérgenos Após o diagnóstico de alergia alimentar, é fundamental evitar os alimentos que a provocam. Siga uma dieta adequada e leia atentamente os rótulos dos alimentos. Evitar produtos que possam conter os alérgenos é fundamental.
Procure orientação médica Busque ajuda especializada para o diagnóstico e acompanhamento da alergia. As orientações de um profissional são fundamentais para a medicação e para o cuidado adequado do problema, além de ajudarem a evitar reações mais graves.
Informe às pessoas sobre a alergia alimentar É importante informar às pessoas de seu convívio sobre a alergia alimentar, para que elas possam tomar o cuidado de não oferecer determinados alimentos. Informe-as também sobre o que fazer em caso de reação alérgica.
Tanto a intoxicação alimentar quanto a alergia alimentar exigem atenção e cuidados para evitar complicações. Enquanto a intoxicação pode ser evitada com práticas adequadas de higiene, preparo e armazenamento, as alergias alimentares necessitam da identificação dos alimentos que causam a reação, cautela e cuidado constantes.
Em ambos os casos, estar atento aos sinais do corpo é fundamental. Cuide-se sempre!
A coloração das fezes pode revelar informações importantes sobre a saúde intestinal e, em alguns casos, até indicar o desenvolvimento de câncer de intestino. Embora a alteração nas fezes nem sempre esteja associada à doença, mudanças persistentes devem ser avaliadas com atenção. Neste artigo, explicamos como as fezes podem refletir o estado do seu sistema digestivo e quando é necessário procurar um médico.
O que a cor das fezes pode indicar?
Normalmente, as fezes têm uma coloração marrom devido à bile, que é produzida pelo fígado. No entanto, mudanças na cor podem ocorrer por diversos fatores, incluindo dieta, uso de medicamentos ou até condições mais graves, como o câncer de intestino. Alterações importantes incluem fezes pretas, vermelhas ou de tonalidade muito clara, que merecem atenção.
FEZES PRETAS: um possível sinal de sangramento interno
Fezes escuras ou com aparência de alcatrão podem indicar sangramento no trato digestivo superior (como esôfago, estômago e intestino delgado). Esse tipo de alteração pode ser causado por úlceras, hemorragias ou, em casos mais graves, câncer de intestino. Se a mudança na cor das fezes não for explicada pelo uso de medicamentos, como suplementos de ferro, é essencial procurar um médico.
FEZES VERMELHAS: alerta para sangramento no trato inferior
Fezes com sangue vivo, de coloração vermelha brilhante, podem indicar sangramento no trato digestivo inferior, como no cólon ou reto. Embora isso possa ser um sinal de câncer de intestino, também pode ser causado por outras condições, como fissuras anais ou hemorroidas.
Outras alterações nas fezes que merecem atenção
Além da cor, a consistência das fezes também pode fornecer sinais de problemas intestinais. Fezes pálidas ou com aspecto de argila, por exemplo, podem indicar questões relacionadas à bile, como obstruções nos ductos biliares. Tais condições podem estar associadas a tumores, incluindo câncer de pâncreas e intestino. Mudanças persistentes nas fezes devem sempre ser investigadas por um profissional de saúde.
Sintomas comuns do câncer de intestino
O câncer de intestino pode ser silencioso nas fases iniciais, mas apresenta sinais à medida que avança. O Instituto Nacional de Câncer (INCA) aponta que o Brasil registra cerca de 44 mil novos casos anualmente dessa doença, também chamada de câncer colorretal. Alguns dos sintomas mais frequentes incluem:
Diarreia ou constipação persistente
Dor abdominal e cólicas
Perda de peso inexplicada
Sensação de evacuação incompleta
Fezes mais finas ou estreitas
Náuseas e vômitos, podendo indicar obstrução intestinal
Inchaço abdominal, especialmente se acompanhado de dor
A importância da consulta médica
Alterações persistentes nas fezes ou no funcionamento intestinal não devem ser ignoradas. Embora nem todas as mudanças indiquem câncer de intestino, é fundamental buscar orientação médica para um diagnóstico adequado e, se necessário, iniciar o tratamento de forma precoce.
Cientistas conseguiram restaurar a visão de pacientes com danos graves na córnea, a parte transparente do olho que cobre a pupila, por meio de um transplante de células-tronco. O procedimento foi realizado em quatro pessoas, com três delas apresentando uma recuperação significativa e duradoura, enquanto o paciente com o quadro mais grave teve uma leve melhora após um ano. Os resultados foram publicados na revista científica The Lancet no início de novembro.
Esse tratamento inovador foi aplicado em pacientes com deficiência de células-tronco limbares (LSCD, na sigla em inglês), condição que impede a regeneração da córnea e a torna opaca, levando à cegueira. A falta dessas células pode ser causada por traumas oculares, infecções como herpes ocular, doenças autoimunes ou condições genéticas. Atualmente, os tratamentos incluem transplantes de córnea de um olho saudável do próprio paciente ou de doadores falecidos, mas esses métodos podem ser limitados e apresentar riscos de rejeição.
A novidade desse tratamento é o uso de células-tronco pluripotentes induzidas, uma técnica desenvolvida a partir das pesquisas de Shinya Yamanaka e John Gurdon, vencedores do Prêmio Nobel de Medicina em 2012. Eles descobriram que é possível reprogramar células adultas para um estado similar ao das células-tronco embrionárias, que podem se transformar em diferentes tipos de células do corpo. Usando células do sangue de um doador saudável, os cientistas foram capazes de criar uma camada de células epiteliais para a córnea, que foi transplantada nos pacientes.
Durante a cirurgia, o tecido cicatricial que cobria a córnea danificada foi removido e substituído pela nova camada de células, cultivadas em laboratório a partir das células-tronco. Para proteger o enxerto e auxiliar na cicatrização, foi colocada uma lente de contato terapêutica sobre a córnea. A operação não gerou efeitos colaterais graves, e os enxertos não formaram tumores nem foram rejeitados.
Esse avanço tem o potencial de revolucionar o tratamento de condições complexas da córnea, reduzir a dependência de doadores compatíveis e diminuir o risco de rejeição imunológica, segundo o oftalmologista Flávio MacCord, diretor da Sociedade Brasileira de Oftalmologia. A expectativa é que essa técnica seja usada no futuro para beneficiar pacientes com deficiências severas de células-tronco limbares.
Um estudo realizado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) trouxe dados preocupantes sobre os efeitos dos alimentos ultraprocessados no Brasil. De acordo com a pesquisa, esses produtos, como refrigerantes, fast foods, biscoitos recheados e alimentos congelados, são responsáveis por cerca de 6 mortes a cada hora no país.
Esse consumo excessivo está ligado a doenças crônicas graves, como obesidade, diabetes tipo 2, hipertensão e problemas cardiovasculares, que estão entre as principais causas de morte no Brasil.
Em 2019, estima-se que 57 mil mortes no país foram provocadas pelo consumo excessivo desses alimentos, o que corresponde a 156 óbitos diários. O impacto é mais significativo entre jovens e pessoas de baixa renda, que têm maior acesso a esses produtos devido ao seu custo mais baixo e à grande disponibilidade.
Os alimentos ultraprocessados são ricos em calorias, mas pobres em nutrientes, e contêm aditivos como conservantes, corantes e realçadores de sabor. O consumo elevado pode aumentar o risco de inflamações, resistência à insulina e acúmulo de gordura no fígado, problemas que agravam a saúde de quem os consome regularmente.
Para reduzir os danos causados por esses produtos, especialistas recomendam uma alimentação saudável, priorizando alimentos in natura ou minimamente processados, como frutas, legumes, grãos integrais e proteínas magras. Cozinhar em casa e evitar os alimentos industrializados são atitudes que podem prevenir doenças e salvar vidas.
Além disso, a Fiocruz e outras entidades apontam a necessidade de políticas públicas que restrinjam a publicidade de alimentos ultraprocessados e promovam a educação alimentar, a fim de aumentar a conscientização sobre os riscos desses produtos para a saúde.
Muitas pessoas acreditam que beber líquidos durante as refeições prejudica a digestão, mas essa ideia não é respaldada pela ciência. Pelo contrário, consumir líquidos pode ajudar na deglutição, especialmente de alimentos secos ou difíceis de mastigar.
O segredo está na quantidade e no tipo de bebida escolhida. Segundo especialistas, a água é uma opção segura e não interfere no processo digestivo.
“Não há evidências científicas sólidas que comprovem que a ingestão de água dilua os sucos gástricos ou comprometa o processo digestivo”, explica a nutricionista Maiara Soares, doutora em Ciência da Saúde.
A quantidade ideal de líquido durante a refeição é entre 200 a 300 ml. Entretanto, é importante evitar bebidas açucaradas, refrigerantes e bebidas alcoólicas, que podem prejudicar a saúde, contribuindo para ganho de peso e problemas metabólicos.
“A recomendação é optar por água, sucos naturais sem açúcar ou chás não adoçados, sempre em pequenas quantidades”, alerta Maiara Soares.
Lara Natacci, nutricionista, destaca que calorias líquidas, como as de refrigerantes e bebidas alcoólicas, não reduzem a quantidade de comida consumida, o que pode levar ao aumento da ingestão calórica e afetar a saúde a longo prazo.
Para uma refeição equilibrada, a nutricionista Maiara Soares sugere beber lentamente e escolher opções mais saudáveis, como água e sucos naturais sem açúcar, para facilitar a digestão e promover o bem-estar.
A higienização correta prolonga a vida útil das lentes de óculos e assegura a qualidade da visão. Elas devem ser limpas todos os dias para evitar o acúmulo de sujeira, mas é preciso ter alguns cuidados e utilizar materiais e produtos adequados. Veja o que deve e o que não deve ser feito durante a limpeza para garantir a durabilidade de suas lentes e, consequentemente, uma visão nítida e a saúde de seus olhos.
1.Lave com água corrente e sabão neutro
Essa é uma combinação segura e eficaz. Enquanto a água colabora para a remoção da sujeira e das partículas de poeira das lentes, o sabão elimina a oleosidade e outras substâncias que se prendem a elas.Os sabões indicados são os formulados para peles sensíveis e com pH neutro, como os infantis, sejam líquidos ou em barra. Evite sabonetes com hidratantes, pois eles podem deixar uma película oleosa nas lentes, o que dificulta a visão.
2. Seque e higienize com pano de microfibra
Esse tecido macio capta a poeira de forma muito eficiente e sem riscar a superfície das lentes. É o material dos paninhos que as óticas oferecem quando você compra sua armação. O pano de microfibra deve ser empregado para secar as lentes após a lavagem com água e sabão neutro. Não é recomendado deixá-las secar ao natural, pois resíduos de água e sabão podem levar a manchas e marcas d’água que comprometem a visão.
Importante: o pano não deve ser usado seco sobre lentes, uma vez que elas podem conter pequenas partículas de poeira que, ao serem esfregadas, causam microarranhões. Para evitar o atrito excessivo, o ideal é umedecê-lo levemente com água limpa e passá-lo sobre as lentes com movimentos circulares suaves, sem muita pressão. Somente após essa etapa, deve-se usar um pano de microfibra seco para eliminar a umidade.
3. Carregue com você lenços umedecidos específicos para lentes
Esses lenços são desenvolvidos com ingredientes que não danificam as camadas protetoras das lentes, como os tratamentos anti-reflexo e anti-risco e os filtros de luz ultravioleta.
4. Álcool e produtos de limpeza doméstica são terminantemente proibidos
Apesar de parecerem uma solução prática, esses químicos causam danos irreversíveis às lentes, pois prejudicam os revestimentos anti-reflexo e anti-risco, bem como a proteção solar. Além disso, podem manchar as lentes, comprometendo a visão e a estética dos óculos.
5. Tecidos comuns e lenços de papel riscam as lentes
Certamente você já usou a barra da blusa para limpar suas lentes em um momento de urgência. E, muitas vezes, isso se torna um hábito. Porém,tecidos como o algodão contêm fibras soltas e partículas que riscam a lente. O mesmo acontece com lenços de papel, papel toalha e papel higiênico, por mais macios que sejam. Esses papeis também não devem ser empregados para secar as lentes, pois eles absorvem a umidade de forma irregular, podendo deixar pequenos resíduos presos às lentes, o que dificulta a visão e ocasiona manchas. A melhor solução é ter sempre à mão lenços umedecidos próprios para as lentes de óculos.
Ao seguir essas dicas, você vai prevenir riscos e a degradação dos materiais de suas lentes. Não esqueça de fazer visitas regulares ao oftalmologista, o que é essencial para garantir a saúde de seus olhos.
A incorporação da ressonância magnética no processo do diagnóstico de câncer de próstata tornou ainda mais precisa a identificação de lesões prostáticas suspeitas da doença. Na luta contra o segundo tipo de tumor maligno que mais acomete homens no Brasil, a captura de imagens em alta resolução do exame direciona a biópsia, de forma que seja realizado no local adequado. A ressonância ajuda ainda a avaliar a extensão e a gravidade do câncer, mostrando se está restrito à próstata ou se disseminou para outros órgãos, indicando o tratamento mais adequado.
Segundo a médica radiologista do Sabin Diagnóstico e Saúde Marianna Schettini, a ressonância pode ajudar na redução do número de biópsias prostáticas, evitando o procedimento invasivo em alguns casos.
“Já numa fase pós-biópsia, na qual o câncer já tenha sido diagnosticado pelo exame histopatológico, a ressonância auxilia na pesquisa da recidiva do câncer após o tratamento. Além disso, desempenha importante função na vigilância ativa de pacientes com tumores menos agressivos e que podem ser apenas acompanhados”, afirma Schettini.
Para investigar a presença desse tipo de câncer, o paciente deve agendar consulta com urologista, que analisa inicialmente a história clínica, fatores de risco, o exame físico e o PSA, exame de sangue que rastreia a dosagem do antígeno prostático específico. Se necessário, podem ser indicados exames adicionais, como a ressonância magnética, o PET-CT e a biópsia para a confirmação do diagnóstico. Entre os fatores de risco do câncer de próstata estão a idade, a história familiar, a origem afrodescendente e mutações genéticas relacionadas ao BRCA 1 e 2, gene que pode sofrer mutações relacionadas ao câncer.
A radiologista do Sabin alerta a população que os sintomas do câncer de próstata são inespecíficos e podem ser confundidos com os de outras doenças prostáticas benignas. Entre eles, estão: dificuldade de urinar, aumento da frequência urinária, diminuição do jato urinário e sangue na urina. Dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca) apontam que o Brasil registrará 71.740 novos casos de câncer de próstata por ano de 2023/25, aumento de 8,5% em relação ao período anterior.
O pãozinho, uma verdadeira paixão nacional, está presente no café da manhã de muitos brasileiros, seja em sua versão tradicional, o famoso francês (que é, na verdade, brasileiro), ou nas versões doces e recheadas. De acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Panificação e Confeitaria (ABIP), o consumo anual de pão no Brasil chega a impressionantes 2,3 milhões de toneladas.
Nos últimos tempos, muitos mitos têm circulado sobre o pão. É comum ouvir que ele engorda, causa problemas de saúde e deve ser evitado a todo custo. Porém, é hora de desvendar essas informações e entender qual o papel real do pão em uma dieta saudável. A especialista Dra. Sylvia Ramuth, diretora técnica do Emagrecentro, esclarece os principais questionamentos sobre esse alimento tão presente no nosso dia a dia.
PÃO ENGORDA?
Muitas pessoas associam o pão ao ganho de peso, mas, segundo Dra. Sylvia, “por si só, não é o único responsável pelo ganho de peso”. Ela explica que o sobrepeso e a obesidade ocorrem quando o consumo de calorias é superior ao gasto energético ao longo do tempo. “Pães brancos são ricos em carboidratos refinados e açúcar, além de pobres em fibras e nutrientes. Portanto, quando ingeridos em maiores quantidades, podem, sim, atrapalhar o processo de emagrecimento”. Ou seja, o problema está mais na quantidade e no tipo de pão consumido.
PÃO CAUSA INCHAÇO EM TODAS AS PESSOAS?
Outro mito que circula é o de que o pão causa inchaço em todas as pessoas. Dra. Sylvia explica que, embora algumas pessoas tenham sensibilidade ao glúten, a maioria pode consumir pão sem problemas. “Para quem tem essa sensibilidade, existem opções sem glúten que podem ser uma alternativa viável”, orienta.
PÃO É NUTRITIVO?
Quando se trata de valor nutricional, os pães integrais são uma escolha mais saudável do que os feitos com farinha branca. Dra. Sylvia afirma: “Os integrais, por exemplo, são geralmente mais saudáveis do que os feitos de farinha branca, pois são feitos com grãos inteiros e contêm mais fibras, vitaminas e minerais. Optar também por artesanais ou com menos aditivos pode ser uma escolha mais assertiva se esta a procura de um pão mais nutritivo”.
PÃO DEVE SER EVITADO À NOITE?
Há também uma crença de que o pão não deve ser consumido à noite. No entanto, Dra. Sylvia esclarece que essa decisão depende dos objetivos individuais de cada pessoa.
“Não precisa necessariamente ser evitado à noite, mas é importante escolher o tipo certo (preferir integrais) e consumir com moderação, combinando com fontes de proteína e fibras para uma refeição mais equilibrada. Se o objetivo for controlar o peso ou a glicemia (açúcar no sangue, no caso de pacientes diabéticos), pode ser interessante reduzir os carboidratos no jantar. No entanto, o mais importante é o balanço da alimentação durante todo o dia, e é recomendável consultar um profissional de saúde para obter orientações adequadas”.
SUGESTÕES PARA REFEIÇÕES EQUILIBRADAS COM PÃO:
Para quem quer um prato saboroso e nutritivo, Dra. Sylvia recomenda combinar o pão com alimentos saudáveis, como peito de peru ou frango grelhado, folhas verdes e vegetais como tomate, pepino e cenoura. Outra opção deliciosa são os ovos, seja cozidos ou mexidos, que são uma excelente fonte de proteína e ficam irresistíveis quando acompanhados de pão.
Em resumo, o pão pode fazer parte de uma dieta equilibrada, desde que consumido com moderação e nas versões mais nutritivas, como os integrais. O segredo está em como e com o que você o combina, garantindo que ele seja um aliado na busca por uma alimentação saudável.
Os acidentes vasculares cerebrais (AVC) muitas vezes ocorrem de forma inesperada, mas existem alguns sinais prévios que podem indicar risco de um AVC iminente. Reconhecer esses sinais com antecedência pode ser crucial para reduzir as possíveis consequências do evento.
Quanto mais cedo os sintomas iniciais forem identificados, menores podem ser os danos resultantes. Confira os principais sinais que podem ser prenúncios de um AVC:
Sinais de alerta para AVC:
Alterações na visão: Distúrbios visuais repentinos, como visão dupla, perda temporária da visão ou cegueira súbita de um olho.
Mudanças nas habilidades motoras: Sintomas como paralisia de um lado do corpo, formigamento ou dormência em áreas como mãos, pernas, braços ou até mesmo em um lado do rosto, além de tontura, problemas de equilíbrio e marcha instável.
Dificuldades na fala: Alterações na capacidade de falar, como dificuldade para encontrar palavras, fala arrastada ou incompreensível.
O que fazer se os sintomas desaparecerem rapidamente?
Se esses sinais desaparecerem em até 24 horas, pode tratar-se de um ataque isquêmico transitório (AIT), também conhecido como miniAVC. Embora os sintomas de um AIT sejam semelhantes aos de um AVC grave, a diferença está na duração. Enquanto os sinais de um AVC completo permanecem por mais tempo, os sintomas de um AIT geralmente desaparecem dentro de minutos a poucas horas.
O miniAVC pode ser um sinal de alerta para um AVC grave
Um AIT ocorre quando há uma interrupção temporária do fluxo sanguíneo para o cérebro, geralmente causada por um coágulo ou uma placa de gordura que bloqueia uma artéria cerebral por um curto período. Embora não cause danos permanentes, o miniAVC pode ser um indicativo de risco elevado para um AVC maior e mais grave no futuro.
Pesquisas sugerem que um AIT pode até funcionar como um alerta para o cérebro, ajudando-o a se preparar para um AVC mais severo. Isso reforça a importância de prestar atenção a qualquer sinal de distúrbios temporários, como perda de visão ou formigamento súbito em uma parte do corpo.
Procurar ajuda médica imediatamente
Se você ou alguém próximo apresentar algum desses sinais, mesmo que desapareçam rapidamente, é fundamental procurar atendimento médico imediatamente. Um diagnóstico precoce e o tratamento adequado podem prevenir danos mais graves. Lembre-se: qualquer sintoma de AVC, leve ou grave, exige uma avaliação médica urgente.