Unimed 24 Horas completa 30 anos como referência em atendimento contínuo

O início de 2026 marca um período simbólico para a Unimed Ribeirão Preto que completa, em abril, 55 anos. Um importante marco dessa trajetória é o Unimed 24 Horas, que em 16 de janeiro, celebrou 30 anos de história.  A unidade de pronto-atendimento foi o primeiro serviço próprio da cooperativa. Criada em 1996, a unidade consolidou-se como referência em atendimento de urgência e emergência, acompanhando o crescimento da cidade e da rede assistencial.

Na última sexta-feira (23), a data foi celebrada com um coquetel comemorativo que reuniu diretoria da Unimed Ribeirão Preto, médicos, colaboradores, parceiros e convidados, além da equipe e da direção do Unimed 24 Horas. O encontro destacou o papel das pessoas na construção da história do serviço, que se mantém ativo e relevante ao longo de três décadas.

Para o presidente da Unimed Ribeirão Preto, Nelson Hisamo Sato Júnior, a comemoração simboliza a solidez do projeto. “Para nós, é motivo de grande orgulho reconhecer a força dessa trajetória e o papel que o Unimed 24 Horas exerce dentro da nossa rede assistencial, acompanhando o crescimento da cooperativa e da cidade. O serviço, que começou com uma estrutura enxuta, hoje conta com múltiplas especialidades e uma estrutura capaz de absorver milhares de atendimentos mensais, consolidando-se como referência para os beneficiários”, afirma.

Implantado inicialmente como anexo ao Hospital São Paulo, no Jardim Sumaré, o Unimed 24 Horas nasceu com foco em clínica geral, cirurgia, ginecologia e pediatria. Com o passar dos anos, passou por reformas, ampliações e adequações estruturais para atender à crescente demanda assistencial. Atualmente, realiza, em média, mais de 10 mil atendimentos por mês, com funcionamento ininterrupto e equipes completas de clínica médica adulto, pediatria, ortopedia, psiquiatria e oncopediatria, além do suporte multiprofissional.

Para a diretora técnica do Unimed 24 Horas, Maria Ângela Pimenta, o caráter pioneiro do serviço é um dos principais destaques. “Ele foi o primeiro pronto atendimento de convênios em Ribeirão Preto. Na época, demorou para surgir um segundo serviço semelhante, o que marcou esse início como um divisor de águas para os pacientes conveniados”, explica. Segundo ela, a expansão física e assistencial acompanhou diretamente o crescimento da cooperativa. “Começamos ocupando praticamente metade de um andar do hospital. Hoje, utilizamos um andar inteiro e parte do pavimento inferior para dar vazão às demandas assistenciais que só aumentaram ao longo desses 30 anos.”

Além da ampliação de especialidades, o Unimed 24 Horas incorporou novos fluxos e serviços, como o atendimento psiquiátrico, que passou a incluir consultas por agendamento. Para o diretor clínico da unidade, Júlio Fábio Pinheiro, o papel do serviço foi ampliado dentro da rede. “O 24 Horas começou focado em urgência e emergência, mas também é um importante ponto de apoio aos consultórios. Muitos pacientes chegam encaminhados por seus próprios médicos, especialmente fora do horário comercial, o que fortalece a integração com toda a rede Unimed”, afirma.

Novos investimentos

A unidade conta hoje com 10 consultórios, salas de observação, emergência, unidade respiratória, exames integrados ao prontuário eletrônico e Pronto Atendimento Digital, com consultas on-line diárias. Nos últimos anos, recebeu investimentos em equipamentos, revitalização dos espaços e implantação de totens de autoatendimento, contribuindo para a eficiência no fluxo de pacientes.

Três décadas após sua criação, o Unimed 24 Horas mantém papel estratégico dentro da rede assistencial da cooperativa. “A trajetória do serviço é resultado do trabalho contínuo de profissionais que dedicaram tempo, conhecimento e cuidado, contribuindo para consolidar a confiança da sociedade na Unimed Ribeirão Preto”, completa o presidente Nelson Hisamo Sato Júnior.

O Unimed 24 Horas fica na Rua Visconde de Inhaúma, 1600 A, no Jardim Sumaré, em Ribeirão Preto.

Anvisa aprova Ozempic e Wegovy para redução de riscos cardiovasculares e renais

Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou novas indicações para o uso da semaglutida. Os produtos, já usados no Brasil para controle de diabetes mellitus tipo 2, tiveram o uso ampliado. 

No caso do Wegovy, o medicamento recebeu indicação para redução do risco de eventos cardiovasculares adversos mais graves, como infarto e Acidente Vascular Cerebral (AVC), em adultos com doença cardiovascular estabelecida e obesidade ou sobrepeso. 

O estudo apresentado indicou que, quando acompanhada de dieta hipocalórica e aumento da atividade física, a semaglutida reduziu significativamente a ocorrência desses eventos. Estima-se que, a cada ano, 400 mil brasileiros morram em decorrência de infarto ou AVC. 

Já o Ozempic, produzido pelo mesmo fabricante, também poderá ser usado no tratamento de pessoas com diabetes mellitus tipo 2 e doença renal crônica. No cenário brasileiro, dados da Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN) de 2024 apontam que 29% dos pacientes em diálise no país são diabéticos. 

De acordo com estudo apresentado pelo fabricante, o uso do medicamento, em conjunto com a terapia padrão da doença, reduziu de maneira relevante a progressão da insuficiência renal e as mortes causadas por eventos cardiovasculares adversos graves. 

Reino Unido emite alerta sobre risco de pancreatite ligado ao uso de canetas emagrecedoras

A Agência Reguladora de Medicamentos e Produtos de Saúde (MHRA), do Reino Unido, emitiu um alerta sobre o risco — considerado pequeno — de casos de pancreatite aguda grave associados ao uso de medicamentos agonistas de GLP-1, popularmente conhecidos como “canetas emagrecedoras”. Segundo a agência, a pancreatite já é um efeito colateral conhecido desses fármacos, embora seja pouco frequente e, em situações extremamente raras, possa evoluir para complicações graves.

No comunicado, a MHRA orienta que médicos e pacientes fiquem atentos aos sinais iniciais da doença, como dor abdominal intensa e persistente, que pode irradiar para as costas, além de náuseas e vômitos. A identificação precoce dos sintomas é fundamental para evitar a progressão para quadros mais severos.

A diretora de Segurança da MHRA, Alison Cave, ressaltou que, para a maioria dos pacientes com prescrição médica, os agonistas de GLP-1 são seguros e eficazes, trazendo benefícios relevantes à saúde. “O risco de desenvolver efeitos colaterais graves é muito pequeno, mas é importante que pacientes e profissionais de saúde estejam cientes e atentos aos sintomas”, afirmou.

Brasil e china discutem cooperação estratégica em medicamentos e vacinas

A Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde (SCTIE) do Ministério da Saúde recebeu, na última quinta-feira (22), em Brasília, uma comitiva da Sinopharm, maior conglomerado farmacêutico estatal da China. A reunião teve como foco a identificação de oportunidades estratégicas de cooperação bilateral para impulsionar a produção de medicamentos, vacinas e produtos hemoderivados no Brasil.

Segundo a secretária da SCTIE, Fernanda De Negri, a China é um parceiro estratégico do Brasil no desenvolvimento de tecnologias para a saúde. “Queremos fomentar o desenvolvimento tecnológico de novos medicamentos para garantir a soberania científica e tecnológica, que é um objetivo comum aos dois países”, afirmou. A delegação chinesa foi liderada por Huichuang Yang, CEO da China National Biotec Group (CNBG), subsidiária da Sinopharm, e contou com representantes do Beijing Institute of Biological Products (BIBP) e da East Biotech.

Durante o encontro, o secretário adjunto da SCTIE, Eduardo Jorge Valadares Oliveira, apresentou os programas de Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDP) e de Desenvolvimento e Inovação Local (PDIL), principais instrumentos do ministério para fomentar a colaboração com o setor privado e instituições de pesquisa. Na última chamada pública, foram recebidos 322 projetos, sendo 147 propostas de PDPs e 175 de PDIL. “O desafio é conjugar inovação, complexidade tecnológica, valor agregado e redução de preços para o SUS”, destacou Oliveira.

Fonte China Hoje

Anvisa proíbe venda e apreende suplementos alimentares da marca Livs, empresa com sede em Olímpia-SP

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, na última sexta-feira (30), a proibição e apreensão de todos os produtos da empresa Livs Brasil Ltda. Com a decisão, os itens ficam impedidos de serem comercializados, distribuídos, fabricados, divulgados e consumidos em todo o país.

A empresa tem sede nos Estados Unidos e mantém uma filial no Brasil sob o nome Livs Brasil Ltda na cidade de Olímpia-SP. No mercado, se apresenta aos consumidores como Livs Gummies, comercializando gomas vitamínicas saborizadas.

Segundo a Vigilância Sanitária Municipal de Olímpia (SP), a Livs Brasil não possui licença sanitária válida. Além disso, os suplementos produzidos pela empresa não atendem às exigências das Boas Práticas de Fabricação.

Ribeirão declara guerra contra a dengue e ergue tendas para atendimento em UPAS. Dez casos estão confirmados

A Prefeitura de Ribeirão Preto, por meio da Secretaria Municipal da Saúde, ampliou em 2026 o plano de enfrentamento à dengue com o fortalecimento do fluxo exclusivo de atendimento nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs). O modelo em “Y”, implantado em 2025 para organizar o cuidado de pacientes com suspeita ou confirmação da doença, passou por expansão estrutural em diferentes regiões da cidade, com a instalação de tendas exclusivas nas UPAs Leste e Norte, um contêiner na UPA Oeste e a readequação do espaço interno da UPA Sul.

Com a nova estrutura, os pacientes são submetidos a uma triagem específica e encaminhados diretamente para salas exclusivas de classificação de risco, permitindo a organização dos casos em quatro grupos conforme a gravidade clínica. Casos leves recebem orientações e acompanhamento ambulatorial; quadros moderados passam por exames e hidratação; pacientes com sinais de alerta permanecem em observação; e casos graves são encaminhados imediatamente à emergência, com estabilização clínica e regulação para leitos de maior complexidade. O protocolo é padronizado em toda a rede municipal, com fluxos distintos para atendimento adulto e pediátrico.

A estratégia tem como objetivo reduzir o tempo de espera, aumentar a segurança assistencial e fortalecer a integração entre UPAs, Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e a regulação hospitalar. De 1º de janeiro até o momento, foram confirmados 10 casos de dengue no município, número significativamente inferior ao registrado no mesmo período de 2025, quando houve 3.695 casos e quatro óbitos. O cenário reflete as ações contínuas de prevenção e controle da Vigilância em Saúde, como bloqueio de criadouros, nebulização, visitas domiciliares, fiscalização de pontos estratégicos, arrastões e monitoramento do mosquito Aedes aegypti.

Prefeitura de Ribeirão adota medida emergencial após decisão judicial suspender encaminhamentos à Beneficência Portuguesa

O prefeito Ricardo Silva anunciou, em coletiva de imprensa realizada na manhã desta quinta-feira (29), a implantação da URA (Unidade de Retorno Assistencial), novo modelo de cuidado que passa a integrar a rede municipal de saúde. A iniciativa cria uma etapa intermediária entre a alta das UPAs (Unidades de Pronto Atendimento) e a internação hospitalar, com foco na ampliação da segurança do paciente e na organização do fluxo assistencial.

A criação da URA integra o conjunto de ações do gabinete de crise instituído pela administração municipal após decisão judicial que suspendeu o encaminhamento de pacientes para a urgência e emergência do Hospital Beneficência Portuguesa. A unidade funcionará no Núcleo de Gestão Ambulatorial (NGA), localizado no bairro Campos Elíseos, e tem como objetivo reduzir internações hospitalares evitáveis e aumentar a eficiência da rede de urgência e emergência.

O novo serviço atenderá pacientes já avaliados e estabilizados nas UPAs que ainda necessitam de monitoramento clínico, exames seriados ou reavaliação médica antes da alta definitiva. O atendimento será feito com retorno programado e linha de cuidado definida, garantindo continuidade e segurança no acompanhamento. “Na URA, o paciente permanece sob vigilância clínica, com protocolos bem estabelecidos e acompanhamento adequado”, destacou o secretário municipal da Saúde, Mauricio Godinho.

A URA é voltada a pacientes que não demandam internação hospitalar, como casos de dor torácica de baixo ou médio risco, crises asmáticas leves a moderadas, infecções sem sinais de sepse, descompensações glicêmicas leves, dor abdominal inespecífica e insuficiência cardíaca passível de acompanhamento ambulatorial. Inicialmente, a unidade funcionará 12 horas por dia, sete dias por semana, contando com equipes médicas, de enfermagem e apoio multiprofissional dimensionadas conforme o perfil clínico dos atendidos.

Agência Nacional de Saúde incorpora novo medicamento para tratar câncer raro

Em sua primeira reunião colegiada do ano, a diretoria da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) aprovou nessa segunda-feira, 26/1, a inclusão ao Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde do Momelotinibe, para o tratamento de mielofibrose, um tipo raro de câncer, em que a medula vai sendo substituída por um tecido fibroso, o que atrapalha a produção normal do sangue.

O medicamento foi incorporado para os casos de risco intermediário e alto, incluindo mielofibrose primária, mielofibrose pós-policitemia vera ou mielofibrose pós-trombocitemia essencial em adultos com anemia.

O medicamento passará a integrar o grupo “Terapia Antineoplásica Oral para Tratamento do Câncer” do rol, sendo obrigatoriamente coberto pelas operadoras de planos de saúde a partir de 2/3/2026.

Sobre o rol
O Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde conta com tecnologias disponíveis aos beneficiários entre terapias, exames, procedimentos e cirurgias, atendendo às doenças listadas na Classificação internacional de Doenças (CID), da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Anvisa amplia o uso da cannabis medicinal no Brasil

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou nesta quarta-feira (28) uma resolução que amplia o uso de terapias à base de cannabis. Com a norma, fica autorizada a venda do canabidiol em farmácias de manipulação e a produção da planta no país – por empresas – voltada para a fabricação de medicamentos e outros produtos aprovados.

A partir desta nova resolução do órgão fica permitida a comercialização de medicamentos usados via bucal, sublingual e dermatológica.

Outra possibilidade que se abre é a importação da planta ou do extrato dela para a fabricação de medicamentos.

Também ficou decidido na reunião da Anvisa um limite de até 0,3% de THC (Tetrahidrocanabinol), composto da planta, tanto para materiais importados como para adquiridos. O THC é usado para tratamento de pessoas que vivem com diversas doenças debilitantes e crônicas.

As mudanças nas regras do uso da cannabis no país atendem a pedido do Superior Tribuna Federal (STF) que, no fim do ano passado, determinou que a Anvisa regulamentasse o uso da planta desde que com fins medicinais.

Otimismo

A tomada de mais um passo na regulamentação da cannabis sativa como medicamento e objeto de pesquisa, em processo conduzido hoje, em Brasília, pela Anvisa, divide opiniões de especialistas. Embora haja otimismo de parcela significativa das entidades que levantam a bandeira, outras têm ressalvas e críticas pontuais.

Emilio Figueiredo, que participou da criação da primeira associação do país pensada para garantir o acesso de pacientes a medicamentos canábicos, celebra o avanço no debate e na concepção do ato normativo. “Foi muito interessante e surpreendente abrirem para a escuta”, afirmou o advogado, observando ser uma iniciativa inédita.

Cofundador da Rede Jurídica pela Reforma da Política de Drogas, Figueiredo aponta como maior tendência, a partir de agora, mais lucidez e assertividade sobre as soluções de ampliação do acesso. Ele comenta, ainda, o poder de atração da cannabis em diversos círculos, independentemente da posição política-ideológica, de modo que “a gente não tem nenhum modelo em que as pessoas se reúnem da mesma forma”.

Um dos representantes de associações que tomaram a palavra durante a reunião desta manhã, Jair Pereira Barbosa Júnior, da Federação das Associações de Cannabis Terapêutica (Fact), de Alto Paraíso (GO), salientou a capacidade de auto-organização do movimento associativo e a insegurança jurídica que a regulamentação poderia atenuar.

Aderência à cannabis no Brasil

Apesar dos obstáculos para obtenção dos remédios à base de cannabis, o Brasil da atualidade já soma 873 mil pessoas em tratamento, como documenta a última versão do anuário da Kaya Mind, de 2025. O número é recorde e aparece após uma curva ascendente, ano após ano.

No total, há 315 associações provedoras de cannabis medicinal, das quais 47 conquistaram avanços judiciais para cultivo. Ao todo, foram identificadas pela Kaya Mind 27 hectares de plantio mantido por essas organizações.

O faturamento anual também é uma demonstração da maior aceitação desse tipo de substância. Em 2025, houve uma alta de 8,4% na comparação com 2024, chegando a R$ 971 milhões. Por seu potencial de mercado, o Brasil sedia a ExpoCannabis (https://expocannabisbrasil.com/), que, ano passado, realizou sua terceira edição.

A proporção é de cerca de 2,7 médicos que prescrevem medicamentos canábicos para cada 10 mil pacientes, com uma média que fica entre 5,9 mil e 15.100 profissionais da saúde receitando mensalmente. Se, entre médicos, tem havido popularização, dentistas têm tido mais resistência. Apenas 0,2% deles os indicam aos pacientes que atendem.
Desde 2015, ao menos R$ 377,7 milhões foram gastos com fornecimento público de produtos à base de cannabis e somente cinco estados ainda não têm leis de fornecimento público de cannabis medicinal. Além disso, oito em cada dez (85%) dos municípios brasileiros já tiveram ao menos um paciente tratado com cannabis desde 2019. O relatório ressalta o encaminhamento, por 68 empresas, de 210 pedidos de Autorização Sanitária pela Resolução de Diretoria Colegiada (RDC) 327/19 desde 2020, com aprovação de 24 foram delas.

Doenças afastaram 4,1 milhões de trabalhadores de suas funções em 2025. Fores nas costas foi campeã dos afastamentos

Mais de 4,12 milhões de trabalhadores brasileiros precisaram se afastar temporariamente de suas atividades profissionais em 2025 por motivos de saúde. Os dados são do Ministério da Previdência Social e indicam que este é o maior número de concessões de benefícios por incapacidade temporária desde 2021, representando um crescimento de 15% em relação a 2024, quando foram registrados pouco mais de 3,58 milhões de afastamentos.

Pelo terceiro ano consecutivo, as dores nas costas lideraram o ranking das doenças e transtornos que mais motivaram a concessão de benefícios assistenciais no país. Apenas os afastamentos relacionados à dorsalgia (CID M54) somaram 237.113 casos em 2025. No ano anterior, a condição já ocupava a primeira posição, com 205.142 registros.

Na segunda colocação aparecem as lesões ou desgastes dos discos intervertebrais (CID M51) — como as hérnias de disco —, que totalizaram 208.727 afastamentos no ano passado. Em seguida, figuram as fraturas da perna e do tornozelo (CID S82), responsáveis por 179.743 concessões. Em ambos os casos, os números superaram os de 2024, quando foram registrados 172.452 e 147.665 benefícios, respectivamente.

Os transtornos mentais e comportamentais também tiveram destaque no levantamento. Em 2025, os transtornos ansiosos (CID F41) ocuparam a quarta posição, com 166.489 benefícios concedidos, enquanto os episódios depressivos ficaram em sexto lugar, com 126.608 registros. Assim como nos anos anteriores, os afastamentos por essas causas seguem em trajetória de alta: em 2024, foram 141.414 casos de ansiedade e 113.604 de depressão.

Ranking das doenças que mais afastaram trabalhadores em 2025

  1. Dores nas costas – 237.113 casos
  2. Lesões ou desgastes dos discos intervertebrais – 208.727 casos
  3. Fraturas da perna ou tornozelo – 179.743 casos
  4. Transtornos ansiosos – 166.489 casos
  5. Lesões de ombro – 135.093 casos
  6. Episódios depressivos – 126.608 casos

Diferenças por gênero

A análise por gênero revela diferenças na incidência das principais causas de afastamento. Em 2025, a maior parte das mulheres precisou se afastar do trabalho por dores na coluna, totalizando 121.586 casos. Entre os homens, o principal motivo foram as fraturas de perna e/ou tornozelo, que afastaram 116.235 trabalhadores.

Entre as mulheres, os transtornos ansiosos aparecem em segundo lugar, com 118.517 afastamentos, seguidos pelas lesões ou desgastes dos discos intervertebrais (98.305). Já no grupo masculino, a dorsalgia ocupa a segunda posição (115.527 casos), enquanto as lesões nos discos intervertebrais ficam em terceiro (110.422 registros).

Do total de 4.126.112 benefícios concedidos pelo INSS em 2025, mais de 2,10 milhões foram destinados a mulheres seguradas, enquanto pouco mais de 2,02 milhões beneficiaram homens.

Como funciona o benefício

O Auxílio por Incapacidade Temporária, anteriormente chamado de auxílio-doença, é um benefício federal concedido ao segurado do INSS que comprove, por meio de perícia médica, estar temporariamente incapacitado de exercer sua atividade habitual por período superior a 15 dias consecutivos, em decorrência de doença ou acidente.

A concessão do benefício pode ser precedida por perícia presencial ou por análise documental. A avaliação médica pode resultar tanto no reconhecimento de incapacidade temporária, com a concessão do auxílio, quanto de incapacidade permanente, situação que pode levar à Aposentadoria por Incapacidade Permanente, antiga aposentadoria por invalidez.