Bolsonaro tem piora da função renal e aumento de inflamação

O ex-presidente Jair Bolsonaro apresentou piora na função renal e aumento nos indicadores inflamatórios, segundo boletim médico divulgado neste sábado (14) pelo Hospital DF Star, em Brasília. De acordo com a unidade de saúde, ele permanece internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e ainda não há previsão de alta. Apesar do agravamento do quadro renal, os médicos informaram que o ex-presidente segue clinicamente estável.

Bolsonaro está internado desde a manhã de sexta-feira (13), após ser levado ao hospital por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Ele apresentou febre alta, queda na saturação de oxigênio, sudorese e calafrios. O diagnóstico é de broncopneumonia bacteriana bilateral, com provável origem aspirativa. Segundo o boletim, o tratamento inclui uso de antibióticos, hidratação por via endovenosa, além de sessões de fisioterapia respiratória e motora e medidas de prevenção de trombose venosa.

O ex-presidente cumpre pena de 27 anos e três meses no Complexo Penitenciário da Papuda, no Distrito Federal, por tentativa de golpe de Estado e outros crimes relacionados. Em decisão divulgada na sexta-feira (13), o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a presença da esposa, Michelle Bolsonaro, como acompanhante durante a internação, além de visitas dos filhos e da enteada. O ministro também determinou que a vigilância seja realizada por policiais do 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, com agentes de prontidão 24 horas no hospital.

Dia Mundial do Rim: doenças renais são silenciosas e exigem atenção

A Organização Mundial da Saúde (OMS) passou a reconhecer, em maio de 2025, a doença renal como uma prioridade global de saúde pública. Com a decisão, a doença renal crônica (DRC) foi incluída no grupo das doenças crônicas não transmissíveis prioritárias, ao lado de enfermidades como doenças cardiovasculares, câncer, diabetes e doenças respiratórias crônicas. A medida reforça o alerta internacional sobre o crescimento dos casos e a necessidade de políticas públicas voltadas à prevenção, diagnóstico precoce e tratamento da condição.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN), o reconhecimento da OMS amplia a visibilidade da DRC no cenário internacional e fortalece a necessidade de investimentos em educação em saúde, prevenção e assistência especializada. No Dia Mundial do Rim, celebrado nesta quinta-feira (12), a entidade também destacou a influência de fatores ambientais no desenvolvimento de doenças renais ao longo da vida. A instituição defende ações que incentivem práticas sustentáveis na área da saúde, reduzindo impactos ambientais e prevenindo exposições que possam comprometer a função dos rins desde as fases iniciais da vida.

O médico nefrologista do Hospital Universitário de Brasília (HUB), administrado pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), Geraldo Freitas, destacou que os rins são órgãos considerados essenciais para o funcionamento do organismo, mantendo o metabolismo equilibrado, realizando a filtragem do sangue e eliminando toxinas por meio da urina.

O alerta, entretanto, que algumas condições podem afetar o bom funcionamento dos rins ou mesmo paralisar a função renal por completo. Segundo Freitas, há fatores de risco específicos que acabam colaborando para o desenvolvimento desse tipo de quadro. Entre eles estão:

  • diabetes mellitus;
  • hipertensão arterial sistêmica;
  • histórico familiar de doença renal;
  • obesidade;
  • sedentarismo;
  • tabagismo;
  • uso crônico ou inadequado de anti-inflamatórios não esteroidais e outros nefrotóxicos;
  • doenças cardiovasculares;
  • infecções do trato urinário recorrentes ou obstrução urinária;
  • desidratação frequente;
  • consumo inadequado de água.

“Alguns medicamentos também podem ser nefrotóxicos e causarem a perda da função renal ao longo do tempo. Os mais relacionados com isso são os anti-inflamatórios não hormonais, que devem ser evitados de maneira geral. No caso de pacientes com doenças em que o uso é obrigatório, isso deve ser monitorado.”

Ainda de acordo com o médico, muitas vezes, doenças renais acabam surgindo e avançando de forma silenciosa. “É frequente nos consultórios de nefrologia que os pacientes apareçam, já na primeira consulta, com perdas importantes da função renal”. Por esse motivo, identificar os sinais de alerta é considerado fundamental.

“É importante fazer os exames para rastreio das funções renais, que são basicamente a creatinina e um exame de urina, incluindo a pesquisa de albuminúria. Com esses exames básicos, já é possível fazer o rastreio de alguma lesão ainda no início. Também é relevante fazer a aferição da pressão e exames de glicemia e hemoglobina glicada para avaliação de uma possível diabetes.”

Dentre os principais sintomas que, de acordo com o nefrologista, indicam a necessidade de procurar ajuda médica estão:

  • inchaço nas pernas, nos tornozelos e no rosto;
  • urina muito escura e/ou espumosa;
  • mudança súbita no padrão urinário, incluindo frequência e urgência;
  • inversão do ritmo urinário, com maior volume urinário no período noturno;
  • dor intensa no flanco ou cólicas renais;
  • fadiga excessiva;
  • perda de apetite acompanhada de náuseas e vômitos persistentes;
  • aumento persistente da pressão arterial;
  • glicemias de difícil controle;
  • alterações neurológicas agudas, com presença de confusão mental ou falta de ar súbita.

Anvisa alerta: suplementos com cúrcuma podem trazer risco com danos graves ao fígado

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou nesta sexta-feira (6) um alerta de farmacovigilância sobre medicamentos e suplementos alimentares que contêm cúrcuma, também conhecida como açafrão. A agência informou que investigações internacionais identificaram casos raros, porém graves, de inflamação e danos ao fígado associados ao consumo desses produtos, principalmente quando utilizados em cápsulas ou extratos concentrados. O comunicado reforça a necessidade de atenção por parte de consumidores e profissionais de saúde ao uso de suplementos com altas concentrações de curcumina.

De acordo com a Anvisa, o risco está relacionado principalmente a formulações que aumentam significativamente a absorção da curcumina no organismo, elevando a substância a níveis muito superiores aos encontrados no consumo alimentar tradicional. Autoridades sanitárias de países como Itália, Austrália, Canadá e França também já emitiram alertas após registrarem casos de intoxicação hepática ligados ao uso de suplementos de cúrcuma. Na França, inclusive, a agência de segurança sanitária local identificou dezenas de relatos de efeitos adversos, incluindo casos de hepatite relacionados ao consumo desses produtos.

Apesar do alerta, a Anvisa destaca que o uso da cúrcuma na culinária é considerado seguro e não faz parte da advertência. Segundo a agência, o pó utilizado no preparo de alimentos não apresenta evidências de risco, pois contém quantidades muito menores da substância e não possui os mecanismos de absorção intensificada presentes em suplementos e medicamentos. O problema está principalmente em produtos concentrados, que podem potencializar efeitos no organismo.

A agência também orienta a população a ficar atenta a sinais de alerta que podem indicar problemas no fígado, como pele ou olhos amarelados (icterícia), urina muito escura, cansaço excessivo sem explicação, náuseas e dores abdominais. Caso esses sintomas apareçam após o uso de produtos com cúrcuma, a recomendação é interromper imediatamente o consumo e procurar atendimento médico. Como medida preventiva, a Anvisa determinou ainda a atualização das bulas dos medicamentos Motore e Cumiah, além de estudar novas regras para suplementos, que deverão trazer advertências obrigatórias sobre possíveis efeitos adversos nos rótulos.

Ribeirão inicia funcionamento da URA que atenderá pacientes com urgência; mas de menor complexidade

A Prefeitura de Ribeirão Preto, por meio da Secretaria Municipal da Saúde, iniciou nesta quarta-feira (18) o funcionamento da nova URA (Unidade de Retorno Assistencial), ampliando a rede pública e fortalecendo o atendimento de urgência e emergência no município. O serviço passa a atuar como etapa intermediária entre a alta das UPAs (Unidades de Pronto Atendimento) e a internação hospitalar, garantindo mais organização no fluxo de pacientes e reduzindo a sobrecarga nos hospitais. A iniciativa representa um avanço estratégico na saúde pública de Ribeirão Preto, com foco em eficiência, humanização e qualidade no atendimento.

Instalada no NGA-59 (Núcleo de Gestão Ambulatorial), no bairro Campos Elíseos, a unidade tem capacidade para atender até 60 pacientes por dia, com funcionamento diário das 7h às 19h. A URA conta com equipes médicas, profissionais de enfermagem e suporte multiprofissional, oferecendo acompanhamento clínico, realização de exames seriados e reavaliação médica. O atendimento é destinado a pacientes encaminhados pelas UPAs que não necessitam de internação hospitalar imediata, como casos de dor torácica de baixo ou médio risco, crises asmáticas leves a moderadas, infecções sem sinais de sepse, dor abdominal inespecífica e descompensações glicêmicas leves.

De acordo com o secretário municipal da Saúde, Mauricio Godinho, a implantação da URA fortalece a rede de urgência ao criar uma etapa intermediária de cuidado, assegurando monitoramento seguro e protocolos bem definidos. A medida deve contribuir para reduzir internações desnecessárias, otimizar a ocupação de leitos hospitalares e garantir que os casos mais graves tenham prioridade. Com a nova estrutura, a Prefeitura de Ribeirão Preto avança na qualificação da assistência e reforça o compromisso com a ampliação e modernização dos serviços de saúde no município.

Tomar café pode reduzir chances de demência. Qual a quantidade certa ?

Se você sente que o café ou o chá do dia a dia ajudam a manter a mente mais ativa, a ciência indica que essa percepção pode ter fundamento. Uma nova pesquisa de grande escala identificou possíveis benefícios cognitivos associados ao consumo regular de bebidas com cafeína, especialmente quando ingeridas com moderação. A recomendação observada no estudo gira em torno de duas a três xícaras de café ou uma a duas xícaras de chá por dia.

De acordo com os pesquisadores, pessoas que mantiveram esse padrão ao longo de décadas apresentaram menor probabilidade de desenvolver demência em comparação com aquelas que consumiam pouca ou nenhuma cafeína. O levantamento acompanhou 131.821 participantes por até 43 anos, tornando-se um dos mais extensos já realizados sobre o tema. Para Aladdin Shadyab, professor associado de saúde pública e medicina na Universidade da Califórnia em San Diego, que não integrou a pesquisa, trata-se de um estudo robusto, de longo prazo e com resultados consistentes tanto para homens quanto para mulheres.

Os dados foram publicados no JAMA e, embora não comprovem que a cafeína seja a causa direta da redução no risco, indicam uma associação relevante mesmo após o controle de diversos fatores. Os cientistas ajustaram variáveis como doenças pré-existentes, uso de medicamentos, alimentação, nível educacional, condição socioeconômica, histórico familiar de demência, índice de massa corporal, tabagismo e saúde mental. A relação positiva também foi observada entre indivíduos com predisposição genética para Alzheimer e outros tipos de demência.

A pesquisa analisou dados de dois estudos tradicionais com profissionais da saúde: o Nurses’ Health Study e o Health Professionals Follow-up Study. Ao longo do acompanhamento, 11.033 participantes receberam diagnóstico de demência, confirmado por registros médicos ou atestados de óbito. Em comparação com quem quase não consumia cafeína, aqueles que ingeriam de uma a cinco xícaras diárias de café com cafeína apresentaram cerca de 20% menos risco de demência. Já entre os que bebiam ao menos uma xícara de chá por dia, a redução foi de aproximadamente 15%, reforçando a hipótese de que o consumo moderado pode estar ligado à proteção do cérebro ao longo do envelhecimento.

Como cuidar bem da saúde neste período de carnaval sem cometer exageros

O Carnaval está rolando e junto com ele a maratona de bloquinhos, festas e viagens. Nestes dois dias que restam de folia, muitas pessoas vão sair da rotina, inclusive com a forma de se alimentar durante este período. Pensando nisso, a gerente de Nutrição do HCor, Rosana Perim, dá dicas para manter a dieta e cuidar da saúde, para evitar a desidratação e ter energia para curtir todos os dias de folia. A maratona de festa exige muita preparação e disposição. E para deixar a saúde em dia é importante evitar ingerir alimentos gordurosos e de difícil digestão, assim como as bebidas alcóolicas.

Para os foliões que vão passar muitas horas na rua, a dica é se alimentar antes de sair de casa. “O ideal é comer alimentos leves e que forneçam bastante energia para ter pique por bastante tempo. Açaí com granola, tapioca com suco de frutas, macarrão ao sugo, carnes magras, aves, peixes grelhados ou assados e um sanduíche natural com chá gelado ou água de coco, além das frutas e saladas são boas opções”, orienta Rosana Perim.

Hidratação sempre:

A perda de líquidos e sais minerais é grande, sendo assim, o consumo de água requer atenção. Outra maneira de repor a perda de líquidos é ingerindo sucos naturais, água de coco, bebidas isotônicas e frutas ricas em água (melancia, laranja, melão, abacaxi). “Mesmo durante o consumo de bebidas alcoólicas é importante que as pessoas bebam água, pois a cerveja, vodca, e outras bebidas alcoólicas têm função diurética, portanto não hidratam o nosso organismo. Já as bebidas isotônicas podem ser consumidas, pois repõem os minerais perdidos durante a transpiração e tem a finalidade de prevenir a desidratação”, sugere a nutricionista.

Blocos de rua:

É importante não esquecer de levar lanchinhos na bolsa. Opte por castanhas e nozes, barrinha de cereais ou proteicas, frutas secas como ameixa e damasco ou frutas naturais. Segundo a nutricionista do HCor, esses são alimentos que saciam a fome, além de serem pequenos e fáceis de transportar e não precisam de refrigeração”, explica Perim.

Desfiles no Sambódromo:

Ou em algum outro local onde não seja permitida a entrada de alimentos, lembre-se de fazer uma boa refeição antes de sair de casa. E no local, procure ingerir produtos que sejam menos manipulados.

Carnaval na praia:

A proposta é desviar dos alimentos expostos ao sol ou as altas temperaturas. Prefira os sucos naturais, água de coco, picolés de frutas, mix de castanhas, biscoitos integrais ou polvilho, frutas secas e frescas. Sanduíches naturais com ovos e maionese devem ser evitados. Prefira somente aqueles que estiverem em refrigeração.

Dicas da nutricionista do HCor para quem vai cair na folia:

Prepare os sanduíches naturais com diversos tipos de pães (aveia, centeio, trigo, integral e outros), recheados com peito de peru, frango, atum, sardinha, rosbife, queijo branco, ricota, queijo cottage, além de hortaliças e legumes (folhas em geral, cenoura e beterraba ralada, tomate e outros).

Consuma frutas, verduras e legumes, para que você esteja em dia com a ingestão de vitaminas e sais minerais. “Nesses dias você terá um gasto energético elevado, portanto não deixe de repor essa energia com alimentos ricos em carboidratos, como o arroz, macarrão, batata, pão, cereais e outros, de preferência integrais, pois o carboidrato vai fornecer a energia que você precisa para curtir os dias de  folia, dando maior sensação de saciedade”, alerta.

Evite alimentos gordurosos, frituras, salgadinhos de pacote. Prefira as carnes brancas e vermelhas magras, grelhadas, assadas ou cozidas, que contêm menos gordura e são mais fáceis de serem digeridas. “As sobremesas refrescantes são as melhores opções. Escolha sempre frutas, gelatinas, sorvete de frutas ou compotas geladas”, orienta.

“A alimentação saudável garante uma boa imunidade, sendo assim, se alimentar bem e descansar o máximo possível garantem mais saúde e pique para aproveitar o Carnaval”, aconselha Rosana Perim, nutricionista do HCor.

Deputados aprovam urgência para votar quebra de patente do Mounjaro. Medicamento ficará mais barato

A Câmara dos Deputados aprovou, nesta segunda-feira (9), um requerimento de urgência para a tramitação do Projeto de Lei nº 68, de 2026, que declara de interesse público os medicamentos Mounjaro e Zepbound e solicita a quebra de suas patentes. Os dois remédios são agonistas do receptor GLP-1, conhecidos popularmente como “canetas emagrecedoras”.

O requerimento foi aprovado por 337 votos favoráveis e 19 contrários. O projeto é de autoria dos deputados federais Antonio Brito (PSD-BA) e Mário Heringer (PDT-MG). Com a urgência aprovada, a proposta pode ser analisada diretamente pelo plenário, sem necessidade de passar pelas comissões da Casa, e pode ser votada a qualquer momento.

Alerta da Anvisa

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu um alerta de farmacovigilância sobre os riscos do uso inadequado de medicamentos conhecidos como canetas emagrecedoras. O grupo inclui substâncias como dulaglutida, liraglutida, semaglutida e tirzepatida.

Em nota, a Anvisa informou que, embora os riscos já estejam descritos nas bulas dos medicamentos aprovados no Brasil, houve aumento no número de notificações de eventos adversos tanto no país quanto no exterior, o que motivou o reforço das orientações de segurança.

Segundo a agência, o acompanhamento médico é essencial devido ao risco de eventos adversos graves, como pancreatite aguda, que pode evoluir para quadros necrotizantes e até fatais.

No início do mês, a Agência Reguladora de Medicamentos e Produtos de Saúde do Reino Unido (MHRA) também emitiu um alerta sobre o risco, ainda que considerado pequeno, de pancreatite aguda grave em pacientes que utilizam esse tipo de medicamento.


Alerta – Aumento de casos de hepatite A leva Ribeirão Preto a reforçar medidas de controle

A Prefeitura de Ribeirão Preto, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, intensificou as ações de prevenção, vigilância e controle da Hepatite A após a confirmação de 32 casos da doença no município somente no mês de janeiro. Entre as medidas adotadas, está o reforço nos protocolos de atendimento, diagnóstico e notificação em todas as unidades de saúde e UPAs, além do monitoramento constante dos registros e do mapeamento das áreas com maior número de notificações para investigação epidemiológica e adoção de ações direcionadas.

Como ação imediata, a Secretaria de Saúde orientou as unidades a realizarem a busca ativa de crianças que ainda não receberam a vacina contra a Hepatite A, com o objetivo de ampliar a cobertura vacinal e reduzir o risco de transmissão. O imunizante está disponível para crianças de 15 meses a menores de 5 anos, além de pessoas imunossuprimidas e com comorbidades, conforme as diretrizes do Ministério da Saúde. Atualmente, a cobertura vacinal no município é de 85%.

A Hepatite A é transmitida principalmente pelo consumo de água ou alimentos contaminados e é mais comum em ambientes com aglomeração e condições inadequadas de higiene. Os sintomas incluem febre, cansaço, náuseas, vômitos, dor abdominal, urina escura, fezes claras e icterícia. Embora a maioria dos casos evolua para cura espontânea, a doença pode ser mais grave em adultos, idosos e pessoas com doenças hepáticas ou imunossuprimidas. Como forma de prevenção, a Secretaria reforça a importância da higienização das mãos e dos alimentos, do consumo de água tratada e da manutenção adequada das caixas-d’água.

Ribeirão declara guerra contra a dengue e ergue tendas para atendimento em UPAS. Dez casos estão confirmados

A Prefeitura de Ribeirão Preto, por meio da Secretaria Municipal da Saúde, ampliou em 2026 o plano de enfrentamento à dengue com o fortalecimento do fluxo exclusivo de atendimento nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs). O modelo em “Y”, implantado em 2025 para organizar o cuidado de pacientes com suspeita ou confirmação da doença, passou por expansão estrutural em diferentes regiões da cidade, com a instalação de tendas exclusivas nas UPAs Leste e Norte, um contêiner na UPA Oeste e a readequação do espaço interno da UPA Sul.

Com a nova estrutura, os pacientes são submetidos a uma triagem específica e encaminhados diretamente para salas exclusivas de classificação de risco, permitindo a organização dos casos em quatro grupos conforme a gravidade clínica. Casos leves recebem orientações e acompanhamento ambulatorial; quadros moderados passam por exames e hidratação; pacientes com sinais de alerta permanecem em observação; e casos graves são encaminhados imediatamente à emergência, com estabilização clínica e regulação para leitos de maior complexidade. O protocolo é padronizado em toda a rede municipal, com fluxos distintos para atendimento adulto e pediátrico.

A estratégia tem como objetivo reduzir o tempo de espera, aumentar a segurança assistencial e fortalecer a integração entre UPAs, Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e a regulação hospitalar. De 1º de janeiro até o momento, foram confirmados 10 casos de dengue no município, número significativamente inferior ao registrado no mesmo período de 2025, quando houve 3.695 casos e quatro óbitos. O cenário reflete as ações contínuas de prevenção e controle da Vigilância em Saúde, como bloqueio de criadouros, nebulização, visitas domiciliares, fiscalização de pontos estratégicos, arrastões e monitoramento do mosquito Aedes aegypti.

Prefeitura de Ribeirão adota medida emergencial após decisão judicial suspender encaminhamentos à Beneficência Portuguesa

O prefeito Ricardo Silva anunciou, em coletiva de imprensa realizada na manhã desta quinta-feira (29), a implantação da URA (Unidade de Retorno Assistencial), novo modelo de cuidado que passa a integrar a rede municipal de saúde. A iniciativa cria uma etapa intermediária entre a alta das UPAs (Unidades de Pronto Atendimento) e a internação hospitalar, com foco na ampliação da segurança do paciente e na organização do fluxo assistencial.

A criação da URA integra o conjunto de ações do gabinete de crise instituído pela administração municipal após decisão judicial que suspendeu o encaminhamento de pacientes para a urgência e emergência do Hospital Beneficência Portuguesa. A unidade funcionará no Núcleo de Gestão Ambulatorial (NGA), localizado no bairro Campos Elíseos, e tem como objetivo reduzir internações hospitalares evitáveis e aumentar a eficiência da rede de urgência e emergência.

O novo serviço atenderá pacientes já avaliados e estabilizados nas UPAs que ainda necessitam de monitoramento clínico, exames seriados ou reavaliação médica antes da alta definitiva. O atendimento será feito com retorno programado e linha de cuidado definida, garantindo continuidade e segurança no acompanhamento. “Na URA, o paciente permanece sob vigilância clínica, com protocolos bem estabelecidos e acompanhamento adequado”, destacou o secretário municipal da Saúde, Mauricio Godinho.

A URA é voltada a pacientes que não demandam internação hospitalar, como casos de dor torácica de baixo ou médio risco, crises asmáticas leves a moderadas, infecções sem sinais de sepse, descompensações glicêmicas leves, dor abdominal inespecífica e insuficiência cardíaca passível de acompanhamento ambulatorial. Inicialmente, a unidade funcionará 12 horas por dia, sete dias por semana, contando com equipes médicas, de enfermagem e apoio multiprofissional dimensionadas conforme o perfil clínico dos atendidos.