Lula critica apostas online no Brasil; ” Se depender de mim a gente fecha as Bets”

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a criticar, nesta quarta-feira (8), a expansão das apostas eletrônicas de quota fixa no Brasil, conhecidas como bets, e defendeu a possibilidade de proibição desse tipo de atividade. Em entrevista ao canal ICL Notícias, Lula manifestou preocupação com o endividamento das famílias brasileiras e os impactos do vício em jogos de azar na saúde pública.

“Se depender de mim, a gente fecha as bets”, afirmou o presidente.

Segundo Lula, qualquer mudança nas regras depende de negociação com o Congresso Nacional. Ele alertou para um cenário de “jogatina desenfreada” que traz consequências negativas para a sociedade.

O presidente também ressaltou a complexidade política do tema, citando que o setor de apostas online tem forte influência e financia partidos e parlamentares. Para ele, o endividamento da população não está ligado apenas aos baixos salários, mas também à promessa de ganhos rápidos propagada pelas plataformas digitais.

Gastos e arrecadação com apostas eletrônicas

Dados do Banco Central do Brasil mostram que, no primeiro trimestre de 2025, os brasileiros chegaram a gastar até R$ 30 bilhões por mês com apostas online. Lula comparou a situação atual com a época em que cassinos e o jogo do bicho eram proibidos, destacando que a tecnologia aumentou o acesso e trouxe o jogo para dentro das casas.

Apesar das críticas, o setor de apostas tem impulsionado a arrecadação federal. Conforme a Receita Federal, a tributação sobre apostas online gerou R$ 2,5 bilhões no início de 2025, um crescimento expressivo em relação ao mesmo período de 2024. Ainda assim, Lula defende que o debate sobre as apostas de quota fixa considere os impactos sociais e econômicos para o país.

Uso do FGTS para quitar dívidas está em análise pelo governo federal

A equipe econômica do governo federal estuda autorizar o uso do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço para a quitação de dívidas, como parte de um novo pacote de crédito em elaboração. A proposta foi confirmada nesta terça-feira (7) pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, e ainda está em fase de análise, sem definição sobre o formato final.

De acordo com o ministro, a medida vem sendo discutida em conjunto com o Ministério do Trabalho e Emprego, comandado por Luiz Marinho, que demonstra preocupação com possíveis impactos sobre o fundo. Durigan destacou que o uso do FGTS dependerá da viabilidade da proposta dentro do pacote de crédito voltado à renegociação de débitos.

O plano do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem como objetivo reduzir o endividamento das famílias e ampliar o acesso ao crédito, com foco em pessoas de baixa renda, trabalhadores informais, microempreendedores individuais (MEIs) e pequenas empresas. Entre as medidas em estudo estão a garantia da União para renegociação de dívidas, possibilidade de descontos de até 80% e inclusão de débitos como cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal.

A proposta também prevê restrições para apostas online entre beneficiários e a possibilidade de inclusão de pessoas com renda comprometida, mesmo sem inadimplência, em linhas de crédito mais baratas. O debate ocorre em meio a um cenário de alto endividamento no país, onde mais de 80% das famílias possuem dívidas e cerca de um terço está com pagamentos em atraso. O pacote ainda não foi concluído, mas a expectativa do governo é anunciar as medidas nos próximos dias.

Valor da cesta básica em Ribeirão volta a subir 1,6% com diferença de até 11% entre regiões da cidade

A cesta básica em Ribeirão Preto registrou aumento em março de 2026 e passou a custar, em média, R$ 747,35, alta de 1,60% em relação a fevereiro. Os dados são do Instituto de Economia Maurílio Biagi (IEMB), ligado à Associação Comercial e Industrial de Ribeirão Preto (Acirp), que realizou a coleta de preços no dia 17 do mês.

As carnes continuam sendo o principal peso no orçamento das famílias, representando 46,16% do valor total da cesta. Na sequência aparecem frutas e legumes (22,70%), farináceos (19,23%), laticínios (5,51%), leguminosas (3,77%), cereais (1,75%) e óleos (0,87%). O levantamento também aponta diferenças expressivas entre regiões da cidade, com variação de até R$ 78,79 entre a cesta mais cara e a mais barata.

A região Central apresentou o maior custo médio, de R$ 790,26, apesar de queda de 1,99% no mês. Já a região Norte teve o menor valor médio, de R$ 711,47, mas registrou a maior alta, de 6,76%. Nas demais áreas, os preços médios ficaram em R$ 747,74 na região Leste (-0,98%), R$ 714,84 na Oeste (+2,71%) e R$ 781,63 na Sul (+1,12%), evidenciando a desigualdade no custo de vida dentro do município.

Entre os produtos analisados, o tomate italiano (+13,13%) e o feijão carioca (+10,55%) lideraram as altas, pressionados por fatores como menor oferta e dificuldades na safra. Por outro lado, itens como açúcar cristal (-7,97%) e farinha de trigo (-7,00%) apresentaram queda, amenizando parcialmente o aumento geral. Considerando o salário mínimo líquido estimado em R$ 1.499,43, um trabalhador precisou comprometer cerca de 49,84% da renda com alimentação, dedicando aproximadamente 109,65 horas de trabalho para adquirir a cesta básica no mês.

Conta de luz não terá aumento em abril

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou nesta sexta-feira (27) a manutenção da bandeira tarifária verde para todo o mês de abril. Com a decisão, os consumidores brasileiros seguem sem cobrança adicional na conta de luz, repetindo o cenário observado desde o início de janeiro.

A continuidade da bandeira verde é atribuída ao volume de chuvas registrado em março, que assegurou níveis adequados nos reservatórios das hidrelétricas. Esse contexto favorece uma geração de energia mais eficiente e reduz a necessidade de acionamento de usinas termelétricas, cujo custo de produção é mais elevado.

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Como funciona o sistema
Criado em 2015, o sistema de bandeiras tarifárias atua como um indicativo do custo real da energia no país. A classificação — verde, amarela ou vermelha — varia conforme fatores como:

  • disponibilidade de recursos hídricos;
  • participação das fontes renováveis;
  • necessidade de uso de usinas termelétricas.

Apesar do cenário favorável, a Aneel reforça a importância do consumo consciente de energia elétrica. A adoção de hábitos responsáveis ajuda a evitar desperdícios e contribui diretamente para a sustentabilidade do setor elétrico.

Abrasel lança cartilha para ajudar bares e restaurantes que são MEIs a vender melhor no delivery

Os microempreendedores individuais (MEIs) representam a maior parte do setor de alimentação fora do lar no Brasil. De acordo com pesquisa da Fundação Getulio Vargas (FGV) em parceria com a Abrasel, 65% dos bares e restaurantes ativos no país estão registrados nessa categoria. Diante desse cenário, a Abrasel lançou a cartilha “Delivery de sucesso para MEIs”, um guia prático voltado a apoiar pequenos negócios que atuam ou desejam atuar no serviço de entregas.

O material destaca o planejamento como ponto central para o sucesso no delivery, orientando empreendedores a conhecer melhor o público, montar um cardápio mais enxuto e rentável e calcular corretamente custos e preços. A cartilha também reforça a importância de manter a regularização do negócio e de estruturar uma operação eficiente, com cozinha organizada, bons utensílios e embalagens adequadas — fatores que impactam diretamente na agilidade, na redução de erros e na experiência do cliente.

Além disso, o guia reúne recomendações sobre o uso de tecnologia, como plataformas de delivery, cardápios digitais e meios de pagamento, além de estratégias para expandir o negócio de forma sustentável. Segundo Adriana Lara, líder de educação da Abrasel, a proposta é aproximar informações práticas da rotina dos empreendedores e mostrar que, com organização e decisões simples, é possível tornar o delivery mais eficiente e lucrativo.

Alta dos alimentos impulsiona prévia da inflação a 0,44% em março

A prévia da inflação oficial brasileira registrou alta de 0,44% em março, pressionada principalmente pelo aumento nos preços dos alimentos. O resultado indica desaceleração em relação a fevereiro, quando o índice havia avançado 0,84%.

O desempenho também ficou abaixo do observado no mesmo mês do ano passado, quando a taxa foi de 0,64%. No acumulado de 12 meses, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) soma alta de 3,9%, permanecendo dentro do intervalo da meta de inflação estabelecida pelo governo, que admite até 4,5% ao ano.

Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (26) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

De acordo com o levantamento, os nove grupos de produtos e serviços pesquisados apresentaram alta de preços na passagem de fevereiro para março. O principal destaque foi o grupo de alimentos e bebidas, que registrou elevação média de 0,88%, contribuindo com 0,19 ponto percentual para o resultado do IPCA-15 no período.

Alimentação e bebidas: 0,88%

Habitação: 0,24%

Artigos de residência: 0,24

Vestuário: 0,47%

Transportes: 0,21%

Saúde e cuidados pessoais: 0,36%

Despesas pessoais: 0,82%

Educação: 0,05%

Comunicação: 0,03%

Sobe para 166 número de cidades do Sul que relatam escassez de diesel

Subiu para 166 o número de municípios do Rio Grande do Sul que registram problemas no abastecimento de óleo diesel, segundo boletim da Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs) obtido pela Agência Brasil nesta quarta-feira (25). O levantamento, atualizado até as 9h, indica aumento em relação à semana passada, quando 142 cidades eram afetadas. Dois municípios, Formigueiro e Tupanciretã, permanecem em estado de emergência, enquanto a capital, Porto Alegre, não enfrenta problemas.

A Famurs explica que os municípios têm priorizado o uso do diesel em serviços essenciais, como transporte de pacientes e atividades de saúde, enquanto obras e trabalhos que dependem de máquinas foram suspensos. O combustível é fundamental para caminhões, ônibus e tratores, e o desabastecimento acende um alerta sobre o funcionamento dos serviços públicos. A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) ainda não se manifestou sobre a situação, mas, no último balanço, apontou que os problemas se deviam principalmente a questões logísticas, e não à falta de produto.

O cenário de alta no preço e desabastecimento do diesel no estado reflete a guerra no Irã, que afeta a cadeia global do petróleo, considerando que o Brasil importa cerca de 30% do diesel consumido. Desde o início dos ataques dos Estados Unidos e Israel ao país, em 28 de fevereiro, o preço do combustível subiu cerca de 20%. Para conter o impacto, o governo federal zerou tributos como Pis e Cofins, concede subvenção de R$ 0,32 por litro produzido ou importado e busca apoio dos estados para subsidiar o diesel, enquanto a Petrobras ajusta os valores nas bombas de forma controlada.

Por que bares e restaurantes fecham tão rápido no Brasil?

Em diversas cidades, é comum encontrar portas abaixadas, imóveis sendo repassados e negócios encerrados antes mesmo de se consolidarem. O fenômeno vai além de uma simples crise econômica e revela problemas estruturais que afetam diretamente a sustentabilidade do setor de alimentação fora do lar, um dos mais competitivos da economia brasileira.Especialistas apontam que a mudança no comportamento do consumidor é um dos principais fatores por trás desse cenário. O cliente atual busca mais do que boa comida: quer agilidade, conveniência, experiência positiva e presença digital.

Marilia Liotino, diretora e proprietária da Sou – Conhecimento em Nutrição, empresa de Ribeirão Preto que atua na consultoria e gestão de restaurantes e bares explica esta mudança: “Antigamente, com menos restaurantes, os clientes eram menos exigentes. Hoje, a concorrência exige diferenciação, com ambientes agradáveis, ótimo atendimento e presença nas redes sociais para atrair as novas gerações, que preferem praticidade a cardápios extensos.” Afirma.

Com o avanço dos pedidos online, das avaliações em tempo real e da concorrência cada vez mais acessível, restaurantes que não acompanham essas transformações acabam perdendo relevância rapidamente.Outro ponto crítico está relacionado à gestão interna. Muitos estabelecimentos fecham não por falta de clientes, mas por falhas no controle financeiro, no planejamento de compras e, principalmente, na gestão de estoque. “Muitos restaurantes começam de forma amadora, movidos pelo gosto de cozinhar, mas logo percebem que isso é a parte mais fácil. É essencial ter métricas claras de precificação e garantir a padronização para evitar perdas, incluindo desperdícios invisíveis que comprometem o lucro.” Disse Marilia.

O desperdício de insumos, a perda de produtos por vencimento e a ausência de dados confiáveis impactam diretamente o lucro. Sem processos claros e apoio tecnológico, os gestores acabam tomando decisões no escuro, o que acelera o encerramento das atividades.

Marilia também fala sobre a importância da precificação “A precificação deve manter o custo dos ingredientes em torno de 30% do preço final (CMV), mas não é uma regra fixa. É preciso avaliar a concorrência e se o público está disposto a pagar o valor cobrado. É um verdadeiro quebra-cabeça.”

No Brasil a cada 4 trabalhadores 3 tem dívidas e restrições no nome

O Brasil registrou, em janeiro de 2026, um total de 81,3 milhões de pessoas inadimplentes, conforme levantamento da Serasa Experian. Esse contingente representa 49,66% da população adulta, revelando que quase metade dos brasileiros em idade economicamente ativa está com dificuldades para quitar dívidas.

De acordo com o IBGE, a população do país foi estimada em 213,4 milhões de habitantes em julho de 2025. Desse total, aproximadamente 110 milhões fazem parte da força de trabalho, sendo 103,3 milhões de pessoas empregadas — o maior nível já registrado desde 2012. Mesmo com esse avanço no mercado de trabalho, a inadimplência atinge cerca de três em cada quatro trabalhadores.

Os dados também indicam que o problema vai além do desemprego. O setor público concentra cerca de 12,65 milhões de vínculos empregatícios, número bem inferior ao total de inadimplentes, que é mais de seis vezes maior. Isso demonstra que a maior parte das dívidas em atraso está entre trabalhadores fora do setor estatal, evidenciando a ampla disseminação da restrição de crédito no país.

Conheça serviços de órgãos federais para se proteger de golpes

om a proximidade do período para enviar a declaração do Imposto sobre a Renda, os contribuintes devem ficar atentos e reforçar a proteção para não cair em golpes virtuais.

Serviços da Receita Federal e do Banco Central protegem o Cadastro de Pessoa Física (CPF) contra golpistas, evitam a abertura de empresas em seu nome e ajudam no controle de contas bancárias. Conheça abaixo alguns serviços disponibilizados pelo governo federal.

Proteja seu CPF

No caso do CPF, a Receita Federal disponibiliza o serviço de “Proteção do CPF” que pode ser usado para impedir que um CPF seja incluído de forma indesejada no quadro societário de pessoas jurídicas. A ferramenta é gratuita e protege o documento em todo o território nacional.

“Caso deseje participar de algum CNPJ [Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas], o cidadão poderá reverter o impedimento de uso do seu CPF de forma simples, acessando a própria funcionalidade e alterando a situação”, informou o Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos.

Dados e contas bancárias

O Banco Central (BC) oferece a ferramenta BC Protege + que possibilita às pessoas informarem bancos e outras instituições do sistema financeiro que não têm interesse em abrir contas bancárias.

A ferramenta também impossibilita que as pessoas sejam incluídas como responsáveis em contas de terceiros ou empresas. O serviço é gratuito e pode ser ativado ou desativado por meio do Meu BC.

O BC oferece ainda o serviço Registrato, que amplia a segurança dos dados pessoais. Por meio dele, os cidadãos podem consultar dados pessoais ou de empresas que bancos e outras instituições do sistema financeiro compartilham com o Banco Central.

O serviço permite ao usuário verificar dívidas, conferir suas chaves Pix cadastradas e identificar contas que não reconhece, entre outros relatórios.

Caso encontre uma conta bancária falsa em seu nome, o usuário do sistema pode registrar um Boletim de Ocorrência na Polícia Civil e entrar em contato com o banco para bloquear e encerrar a conta.

O acesso é realizado por meio de uma conta Gov.br nível prata ou ouro, com a verificação em duas etapas habilitada. O acesso aos relatórios de empresas pode ser feito por pessoas devidamente cadastradas na plataforma de serviços do Governo do Brasil. O sistema também pode ser acessado no Meu BC.

Praticidade

Já a plataforma do Governo do Brasil possibilita o acesso a mais de 13 mil serviços digitais, por meio do Gov.br. Segundo o ministério, a ferramenta já é utilizada por mais de 174 milhões de usuários em todo o Brasil.

Para aumentar a segurança, o governo vem recomendando, desde o ano passado, a adoção da Verificação em Duas Etapas. A funcionalidade faz com que, sempre que você acessar algum serviço com a sua conta Gov.br, seja necessário inserir um código de acesso gerado no seu aplicativo da plataforma.

“Assim, mesmo que um terceiro mal-intencionado tenha acesso ao seu CPF e à sua senha, ou ao seu banco ou certificado digital, ele não poderá acessar sua conta sem o código de acesso. Para ativar a verificação em duas etapas, é necessário possuir uma conta nível Prata ou Ouro”, disse a pasta.