Por que bares e restaurantes fecham tão rápido no Brasil?

Em diversas cidades, é comum encontrar portas abaixadas, imóveis sendo repassados e negócios encerrados antes mesmo de se consolidarem. O fenômeno vai além de uma simples crise econômica e revela problemas estruturais que afetam diretamente a sustentabilidade do setor de alimentação fora do lar, um dos mais competitivos da economia brasileira.Especialistas apontam que a mudança no comportamento do consumidor é um dos principais fatores por trás desse cenário. O cliente atual busca mais do que boa comida: quer agilidade, conveniência, experiência positiva e presença digital.

Marilia Liotino, diretora e proprietária da Sou – Conhecimento em Nutrição, empresa de Ribeirão Preto que atua na consultoria e gestão de restaurantes e bares explica esta mudança: “Antigamente, com menos restaurantes, os clientes eram menos exigentes. Hoje, a concorrência exige diferenciação, com ambientes agradáveis, ótimo atendimento e presença nas redes sociais para atrair as novas gerações, que preferem praticidade a cardápios extensos.” Afirma.

Com o avanço dos pedidos online, das avaliações em tempo real e da concorrência cada vez mais acessível, restaurantes que não acompanham essas transformações acabam perdendo relevância rapidamente.Outro ponto crítico está relacionado à gestão interna. Muitos estabelecimentos fecham não por falta de clientes, mas por falhas no controle financeiro, no planejamento de compras e, principalmente, na gestão de estoque. “Muitos restaurantes começam de forma amadora, movidos pelo gosto de cozinhar, mas logo percebem que isso é a parte mais fácil. É essencial ter métricas claras de precificação e garantir a padronização para evitar perdas, incluindo desperdícios invisíveis que comprometem o lucro.” Disse Marilia.

O desperdício de insumos, a perda de produtos por vencimento e a ausência de dados confiáveis impactam diretamente o lucro. Sem processos claros e apoio tecnológico, os gestores acabam tomando decisões no escuro, o que acelera o encerramento das atividades.

Marilia também fala sobre a importância da precificação “A precificação deve manter o custo dos ingredientes em torno de 30% do preço final (CMV), mas não é uma regra fixa. É preciso avaliar a concorrência e se o público está disposto a pagar o valor cobrado. É um verdadeiro quebra-cabeça.”

Da moda à beleza e gastronomia: 26 apostas que prometem marcar o verão 2026

Com a chegada do verão, marcado para começar oficialmente no dia 21 de dezembro, uma série de tendências deve ganhar força — de moda e beleza a gastronomia e cultura. A lista reúne 26 apostas para quem quer chegar chegando na temporada.

Cenário e clima

O verão de 2026 promete calor intenso, com a influência do fenômeno La Niña, mas também chuvas frequentes — o que transforma a estação em uma “montanha-russa meteorológica”, com calorão e refrescos intercalados.

Principais tendências

Moda praia e roupas de verão: Biquínis com babados e decotes, shapes fluidos, texturas leves e modelagens que combinam conforto e estilo.

Calçados e acessórios: O “tamanco de dedo” (chinelo com salto) aparece como hit para quem quer conforto sem abrir mão de um toque mais fashionista.

Beleza natural e minimalista: Tendência ao “skinimalismo tropical” — pele leve, hidratada, com aparência natural; maquiagem mais suave; cabelo com movimento natural e brilho saudável.

Gastronomia e estilo de vida: Comidas e bebidas refrescantes, drinks de clima praiano/vacacional, opções leves e criativas que combinam com o clima quente.

Cultura, música e diversão: Misturas de ritmos e estilos — festas, DJs, shows ao ar livre — e um clima de celebração constante, próprio para quem quer aproveitar o verão do jeito mais vibrante possível.

O que essas apostas querem dizer

A proposta do verão 2026 aponta para um equilíbrio entre conforto e estilo, naturalidade e identidade — seja na roupa, beleza, comida ou lazer. A ideia é vivenciar a estação de forma autêntica, leve e plural, valorizando momentos de descontração, autocuidado e expressão pessoal.

Unique Food Show traz Edu Guedes para palestra em Ribeirão Preto

A cidade de Ribeirão Preto será palco, no dia 10 de dezembro de 2025, do Unique Food Show, encontro que irá reunir nomes do setor de alimentação fora do lar. O evento terá a presença do chef e apresentador Edu Guedes, além de mais de 20 palestrantes e mentores de referência nacional e regional.

O evento conta com espaço exclusivo para expositores demonstrarem seus produtos, com estandes em layout planejado para garantir máxima visibilidade às marcas expositoras e um fluxo contínuo de visitantes por todas as áreas.

Idealizado pelo Grupo Unique, o encontro nasce com a proposta de fortalecer o empreendedorismo, impulsionar o networking e posicionar a região de Ribeirão Preto como um dos polos mais promissores do food service brasileiro. Durante a programação, empresários, fornecedores, investidores e franqueados serão inseridos em uma imersão de conteúdo, inovação e relacionamento.

Com a presença de nomes reconhecidos e uma curadoria robusta de conteúdo, o evento consolida o início de um ecossistema permanente de desenvolvimento para o food service. A expectativa é que a edição amplie conexões, gere novas parcerias e destaque o potencial econômico da região, inserida em um setor que, segundo a Abrasel, movimentou R$ 455 bilhões em 2024.

Além das palestras, o Unique Food Show será palco de três lançamentos estruturantes do Grupo Unique: o Food Club, comunidade de negócios focada em geração contínua de oportunidades, a Unique Academy, plataforma de capacitação com os maiores especialistas do setor e o Clube dos Chefes, uma rede colaborativa que reúne donos de padarias, restaurantes e empórios para troca de experiências e mentorias.

Os ingressos têm preços a partir de R$ 149,00. Os interessados podem obter mais informações pelo site: https://uniquefoodshow.com.br/

Seis lições que as crianças aprendem na cozinha

Cozinhar com as crianças vai muito além de preparar um prato: trata-se de um verdadeiro laboratório de aprendizado e afeto. No blog da Leiturinha, destaca-se que incluir os pequenos na cozinha desperta o interesse pela culinária. O simples ato de separar ingredientes ou seguir uma receita ajuda a cultivar noções de sabor, técnica e cuidado — um hábito que pode acompanhar a vida inteira.

Ao se envolverem nos preparos, as crianças têm a oportunidade de desenvolver uma alimentação mais saudável. A Leiturinha aponta que participar da escolha, do manuseio e da preparação abre espaço para que frutas, verduras e legumes ganhem protagonismo — além de tornar as refeições momentos de conexão e aprendizado nutricional.

A prática culinária também oferece uma ponte para disciplinas escolares e habilidades da vida. Medir quantidades, lidar com proporções, misturar ingredientes ou observar transformações químicas — tudo isso pode ocorrer no fogão ou bancada. Assim, a cozinha vira ambiente de experimentação e descoberta para as crianças.

Outra dimensão importante é a autonomia e o senso de responsabilidade. Quando as crianças ajudam a organizar os utensílios, a higienizar os alimentos e a participar de forma ativa, elas começam a perceber que são capazes de fazer parte de algo significativo. Isso fortalece autoestima, independência e compreensão de que todos os processos exigem cuidado e atenção.

Por fim, o blog sublinha que preparar refeições em família cria momentos prazerosos, de riso, conversa e afeto. Mais do que a receita final, o que permanece são as memórias construídas juntos — e as crianças, ao lado dos adultos, aprendem que cozinhar é gesto de amor, cuidado e comunidade.

Você sabia? 9 curiosidades sobre a cachaça: a bebida brasileira

A cachaça é muito mais do que uma simples bebida alcoólica — ela é um verdadeiro símbolo da cultura e da história do Brasil. Produzida exclusivamente a partir da cana-de-açúcar, é o único destilado 100% brasileiro reconhecido internacionalmente. Estima-se que sua origem remonte ao século XVI, tornando-a uma das bebidas mais antigas das Américas, anterior até mesmo à tequila mexicana e ao rum caribenho.

Com mais de 4 mil marcas registradas, o país produz cerca de 800 milhões de litros por ano, consolidando a cachaça como o terceiro destilado mais consumido do mundo. A bebida movimenta a economia nacional, especialmente em pequenas destilarias artesanais que apostam na qualidade e na tradição. Além disso, o tipo de madeira usado no envelhecimento — como carvalho, amburana e bálsamo — dá origem a diferentes sabores e aromas, transformando cada rótulo em uma experiência única.

Confira as 9 curiosidades:

  1. A cachaça é o único destilado 100% brasileiro, feito exclusivamente a partir da cana-de-açúcar, com graduação alcoólica que varia entre 38% e 48%.
  2. Sua origem remonta ao século XVI, e entre 1516 e 1532 existem registros históricos anteriores até à destilação de bebidas como a tequila ou o rum.
  3. Embora muitas pessoas usem “aguardente” e “cachaça” como sinônimos, a cachaça é uma aguardente específica produzida com cana-de-açúcar; nem toda aguardente é cachaça.
  4. Hoje, ela se posiciona como o terceiro destilado mais consumido do mundo, gerando valores bilionários para a economia brasileira, com cerca de 800 milhões de litros produzidos.
  5. A bebida já foi usada como remédio popular — por exemplo, durante a gripe espanhola em 1918 a mistura de aguardente com limão e açúcar deu origem à caipirinha.
  6. O Brasil conta com mais de 4 mil marcas de cachaça registradas e um dos rótulos mais caros do mundo é brasileiro: por cerca de US$ 180 mil você encontra uma garrafa premium com ouro rosê e diamantes.
  7. A produção depende fortemente do tipo de madeira utilizada no envelhecimento — carvalho, amburana, bálsamo e outras madeiras influenciam diretamente no aroma, sabor e cor da bebida.
  8. A data de 13 de setembro foi instituída como o Dia Nacional da Cachaça, em homenagem à bebida que simboliza parte da cultura brasileira.
  9. Em cerimônias e rituais de matrizes africanas, como candomblé e umbanda, a cachaça também é utilizada como oferenda aos orixás, sendo parte da tradição simbólica da bebida.